quinta-feira, 30 de julho de 2015
É um pássaro?! É um avião?! Não, é uma... rima... ?!
Falar da vida alheia é tão fácil quanto ficar alheio à vida. Falar da própria vida é tão difícil quanto ficar integrado à vida.
Essas são verdades práticas ou verdades intelectuais/escolásticas?!
Depende. O jornalismo fala da vida alheia todo tempo porque fala da vida de todo mundo, mas, por isso mesmo ele é a expressão da própria vida mundana e também é a expressão dos pensamentos políticos, econômicos, artísticos, científicos, filosóficos próprios da vida mundana. Ele é considerado um meio/mídia que além de expressar também é capaz de organizar as liberdades próprias/as próprias liberdades da vida mundana.
Mas o jornalismo é tão chato!!!
É essa chatice que mostra o outro lado da verdade prática do jornalismo, que é expressar e organizar as próprias liberdades da vida alheia/mundana, mas não as próprias liberdades da vida própria/filosófica. Mas, a vida própria/filosófica quer um dia a dia, um cotidiano, uma jornada ou um tempo para expressar e organizar, quer dizer, quer um jornalismo?! O dia a dia, o cotidiano, o tempo ou a jornada do jornalismo é o de todas atividades às quais está conectada toda a produção e todo o consumo, já que sem consumo a produção não se realiza e entra em crise, a qual, por sinal, é uma das temáticas recorrentes do jornalismo num cotidiano, jornada ou tempo em constante crise.
A própria vida filosófica/íntima pode até querer um cotidiano, um dia a dia, uma jornada ou um tempo livres que se expressam e se organizam como jornalismo, mas o meio ou a mídia do jornalismo conectam a própria vida filosófica/íntima em meios ou mídias ainda mais abrangentes, amplos e nos quais a própria vida filosófica/íntima se encontra segmentada, isolada em nichos que são monitorados por centrais da produção e do consumo automatizados de tais meios ou mídias.
O que pode querer a vida mundana/alheia aprisionada cada vez mais numa crise contínua? E o que pode querer a própria vida filosófica/íntima monitorada cada vez mais nos seus nichos mais segmentados, isolados e/ou íntimos? Se a vida mundana/alheia em crise contínua rompe com todas as atividades conectadas à produção e o consumo de modo que consegue um tempo livre para desenvolver a própria vida filosófica íntima, então ela entra em massa no problema da própria vida filosófica/íntima que é o de estar continuamente monitorada e segmentada ou isolada na sua maior intimidade, ou seja, ela entra no querer da própria vida filosófica/íntima que é o querer um tempo livre não monitorado nem segmentado ou isolado na sua maior intimidade, quer dizer, entra no querer da própria vida filosófica/íntima de querer um tempo livre numa vida livre, comum e associada na sua maior intimidade, logo, quer um tempo livre numa vida mundana/alheia livre, comum e associada à sua mais íntima e mais própria vida filosófica.
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