domingo, 19 de julho de 2015
Racional e real na história e geografia
Será que fiz uma descoberta? Descoberta para mim, é claro, porque, certamente, em algum momento alguém deve ter feito a mesma suposição e, até mesmo, provado ser real.
África o berço da espécie, logo, da população mundial se tornou basicamente o lar de origem dos povos pretos ou negros (para os estadunidenses ser chamado de negro - nigger - é ofensa/racismo e ser chamado de preto - black - é afeto/estima, daí que o movimento símbolo da autoestima dos afrodescendentes seja o black power - poder preto -, o qual, no Brasil, foi traduzido por poder negro e assumido como movimento negro por quem pretende ter orgulho/estima/afeto pela raça e não ficar escondido sob a generalidade duma mera diferença de cor da pele e com vergonha de ser membro de uma raça diferente - realmente é muito estranho que a história seja assim irônica, mas ela é assim), os quais, por sua vez, muito provavelmente, esta é a suposição, devem ser ou deviam ser, pelo menos, na época das circunavegações e colonizações, extremamente férteis e populosos, ou seja, o sequestro dos corpos dos africanos como escravos visava aproveitar o excesso populacional como mão de obra e reduzir a resistência do grande número populacional à ocupação de suas terras pelos europeus.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Popula%C3%A7%C3%A3o_mundial
Atualmente, depois da China com 21% e da Índia com 17% vem a África com 12,7% da população mundial.
http://www.brasilescola.com/geografia/populacao-mundial.htm
Muito possivelmente a África na época dos ditos descobrimentos era ainda mais populosa relativamente que na atualidade e, talvez, superasse, no mínimo, a população da Índia. De qualquer maneira a África atual é a região com o menor índice de expectativa de vida do planeta e, por isso mesmo, deve ser a região que fornece o maior índice de refugiados para o mundo. Então, a migração da África para outros continentes permanece um fluxo relativamente fixo e que, na atualidade, visa a luta pelo aumento da expectativa de vida da população africana.
Desse modo, talvez, a atualidade nos revele o que fizeram no passado com a África. As últimas colônias a alcançar a independência foram as da África e a independência trouxe ainda mais guerras entre as tribos diferentes agrupadas artificialmente pelos colonizadores em países com fronteiras artificiais.
Povos escravizados e, por isso, historicamente com muito pouca expectativa de vida já que explorados no maior grau de exploração possível que é a exploração da extração da energia humana na condição de escravo, quer dizer, de força humana de trabalho cujo tempo livre depende inteiramente do seu senhor escravocrata querer ou não que descanse e viva. O servo tinha ao lado do seu tempo de servidão o seu tempo livre, sendo este último a origem do tempo de trabalho livre assalariado.
Para aumentar sua expectativa de vida a população africana busca refúgio na Europa, mas também nas Américas e, até mesmo, na Ásia.
Os africanos são aqueles destinados a ocupar os países como meros e simples seres vivos reais em busca duma virtual maior expectativa de vida. Os europeus e os americanos do norte e do sul são aqueles destinados a abrir seus territórios como abrigo e desenvolvimento de maior expectativa de vida virtual. Os chineses e os indianos são aqueles destinados a ocupar os países africanos amistosamente com meios de produção e mão de obra qualificada que aumentem a expectativa de vida das populações africanas. O Brasil e alguns países sul-americanos e norte-americanos também podem participar desse mesmo destino dos chineses e indianos, mas, provavelmente, em muito menor grau, porque, talvez, sejam mais ocupados pelas populações de origem africana do que ocupem os territórios africanos.
A história se encarrega da distribuição geográfica e é ela quem nos irá informar no futuro sobre o que é meramente racional e do que é meramente real.
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