terça-feira, 21 de julho de 2015
Impasse... passe!
O novo materialismo - que concebe o mundo, a sensibilidade como objeto sensível natural ou atividade sensivelmente natural e como objeto sensível humano ou atividade sensivelmente humana, como materialismo natural e materialismo humano, como unidade materialista da atividade natural e da atividade humana, quer dizer, comunidade materialista da atividade natural e da atividade humana, logo, como ecologia natural e humana e que, por isso mesmo, adotou o nome de comunismo para expressar essa sua comum unidade materialista do natural e do humano - parece nem saber mais quem ele é desde que o materialismo tradicional aceitou e incorporou sua tese e passou a conceber o mundo também como atividade sensivelmente humana, prática, objetiva e, desse modo, trouxe a subjetividade humana de sua exclusividade fora do mundo para sua inclusão dentro do mundo, trouxe a teoria para a prática.
Porém, o materialismo tradicional ao incorporar o novo materialismo abandonou a exploração que fazia da atividade sensivelmente natural do trabalhador e passou a se dedicar à exploração da atividade sensivelmente humana do trabalhador. O materialismo tradicional concebia o trabalho como uma atividade exclusivamente natural e objetiva, quer dizer, pertencente à esfera do mundo concebido apenas como objeto e fora da esfera exclusivamente humana e subjetiva da subjetividade. O materialismo tradicional com a incorporação que fez do novo materialismo trouxe a subjetividade de fora para dentro do mundo ao aceitar que ela é atividade sensivelmente humana, prática humana, quer dizer, ao aceitar aquilo que o materialismo tradicional aceitava como próprio da esfera humana e exclusivamente fora do mundo e que é a subjetividade. Ou seja, o materialismo tradicional incorporou o novo materialismo de acordo com sua concepção e, desse modo, com o novo desenvolvimento dos meios de produção requerendo do trabalho humano e do trabalhador não mais exclusivamente a sua energia corporal natural e sim exclusivamente a sua energia intelectual humana, não mais a energia da sua natureza objetiva e sim a energia de sua natureza subjetiva.
Então, essa incorporação do materialismo tradicional foi um desenvolvimento do materialismo tradicional que passou duma exploração objetiva para uma exploração subjetiva e que, desse modo, originou um desemprego sistemático do trabalho feito a partir do uso da energia corporal natural e um emprego sistemático e progressivo do uso da energia intelectual humana. Ou seja, afora esse avanço nos meios tecnológicos de produção, o materialismo tradicional permanece os trabalhadores em geral como naturais e suas subjetividades como exclusivamente humanas e fora do mundo, mas se com os novos meios de produção as subjetividades humanas estão entrando dentro do mundo então é preciso um tempo de transição para que os trabalhadores objetivamente naturais progridam para subjetividades humanas. Noutras palavras, o materialismo tradicional permanece mantendo o mundo na necessidade de ser objeto natural e mantendo o pensamento na liberdade de ser exclusivamente sujeito humano.
O novo materialismo nasceu combatendo a exclusão da subjetividade da objetividade materialista do mundo, combatendo a exclusão da atividade objetivamente humana do mundo e, desse modo inclusivo, nasceu combatendo a exploração artificial da energia dita corporal natural, quer dizer, reduzindo a jornada de trabalho e aumentando o emprego e também o tempo livre e subjetivo objetiva e mundanamente. Portanto, com o aparecimento de novos meios de produção, o novo materialismo trata de reduzir ainda mais radical e sistematicamente a jornada de trabalho aumentando o emprego e o tempo livre e subjetivo objetiva e mundanamente. O novo materialismo está focado no desenvolvimento do mundo como liberdade de ser objeto humano e no desenvolvimento do pensamento como liberdade de ser objeto natural, ou seja, está focado no desenvolvimento da comunidade ou comum unidade materialista do mundo como objeto natural e objeto humano.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário