quarta-feira, 15 de julho de 2015
Contra-dicções/contra falas simples e falsas ou verdadeiras: eis a questão das contradições.
Difícil, mas muito difícil mesmo é contar a história real. Se os capitalistas são os responsáveis pelo desenvolvimento dos meios de produção e reduzem os trabalhadores a meros vendedores de suas próprias forças humanas de trabalho, então como os trabalhadores poderão apenas com o uso dos meios de produção por suas forças humanas de trabalho se tornar desenvolvedores de tecnologias ou dos meios de produção?! Por outro lado, se os capitalistas conseguem sim comprar as forças humanas de trabalho dos cientistas e as forças humanas de trabalho dos operários, então eles conseguem com o dinheiro ou capital, quer dizer, com algo material, usar o espírito humano dos cientistas e a materialidade humana dos operários para desenvolver os meios de produção e, desse modo, "Hegel e Marx" - segundo nosso último texto "Sabedoria ignorante e ignorância sábia: como vão vocês e para onde vocês vão?!" - são comprados e usados pelos capitalistas no desenvolvimento efetivamente real das tecnologias.
E os trabalhadores são capazes de fazer algo que supere os capitalistas? Como? Reduzindo a jornada de trabalho e obtendo tempo livre. Como assim? Reduzindo a jornada de trabalho eles conseguem tempo livre para conviver com os cientistas e aprender a ciência dos cientistas, ou seja, a conquista de tempo livre funciona para eles como a conquista de dinheiro funciona para o capitalista. Para este último o desenvolvimento da tecnologia é a maneira mais efetivamente real de obter mais dinheiro, já para o trabalhador operário conseguir mais tempo livre é a maneira mais efetivamente real para ele de desenvolver a tecnologia e obter mais tempo livre. Se a fórmula do capitalista deixou de ser M - D - M e se tornou D - M - D, então a fórmula que era T(empo de) T(rabalho - S(alário) - T(empo de) T(rabalho) se tornou T(empo livre) - V(alores de uso) - T(empo livre), ou seja, o trabalhador não tinha perspectiva de liberdade sob a primeira fórmula, a do tempo de trabalho que ganha dinheiro salarial para conseguir tempo de trabalho, mas passou a ter com a segunda fórmula na qual o tempo livre garante que ganhe valores de uso no tempo de trabalho para ter mais tempo livre.
Se para o capitalista o que importa é ter dinheiro para conseguir mais dinheiro, já para o operário o importante é ter tempo livre para conseguir mais tempo livre. Será que isso resolve as contradições reais que existem em cada uma dessas abordagens dos problemas?!
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