sexta-feira, 20 de maio de 2016
Exceção para promover Justiça ou Injustiça?! - Com Mea Culpa
Os corruptos estão no poder e os que no poder combatem a corrupção estão do lado dos corruptos e dando suporte e a tal da sustentabilidade para que possam exercer a tal da governabilidade. Tudo combinado, tudo planejado, de modo que o poder do Estado garanta que o governo seja exercido pelos seus corruptos e não por corruptos hostis nem por incorruptíveis que fujam a seu poder de Estado. Alguns dias, após o WikiLeaks ter divulgado que Michel Temer era informante dos EUA, os EUA difundem que não há golpe no Brasil e, com isso, pretendem dar o tiro de misericórdia na Dilma antes do seu Julgamento no Senado, pretendem, portanto, confirmar o golpe tratando-o como ação jurídica normal.
Não há nada de normal em considerar normal a decisão da Câmara onde se votou em grande maioria em qualquer coisa menos no que estava em foco e era o objeto efetivo da votação. Não há nada de normal em considerar normal agir como se fosse marionete, como se o representante do povo fosse uma cabeça oca que pode ser usada para fazer qualquer coisa porque basta colocar lá qualquer coisa, qualquer agrado para que ela faça o que se quer que ela faça. Não nada há nada de normal numa marionete que se torna representante do povo para com sua cabeça oca votar e fazer qualquer coisa que seus manipuladores queiram. Não!!! É preciso lembrar da canção de Caetano e ter claro que um representante do povo não pode ser uma marionete cabeça oca que faz qualquer coisa, mas, ao contrário, um representante do povo precisa ser autônomo e pensar com sua própria cabeça para que seus votos e seus feitos sejam jóias que expressam o tesouro do povo, o tesouro de efetivar realmente a representação da democracia, quer dizer, de efetivar realmente o poder autônomo que emana do povo, para o povo e pelo povo!!!
Ainda mais anormal é ter decidido, como informou Alexandre Garcia, no Bom Dia Brasil da TV Globo, ao acrescentar o que havia sido esquecido de ser dito, pela jornalista da Globo News, Renata Loprete, que foi ouvida como especialista no acompanhamento do STF, que a cidadã Presidente Dilma Rousseff não poderá recorrer ao STF, mas apenas ao próprio Senado!!! Mesmo se este estiver cometendo injustiça!!!??? Como???!!! O STF estava precisamente, ao apreciar o caso do Eduardo Cunha estar dentro da linha sucessória da Presidência da República Federativa do Brasil, argumentando que, para promover justiça teve de agir de forma excepcional criando regra jurídica inexistente, então, como pode, no mesmo ato, ao mesmo tempo, promover de antemão, injustiça para a cidadã Presidente Dilma Rousseff?! Um dos Ministros pode argumentar que não, repito, que NÃO é verdade, porque a regra jurídica para o caso do Impeachment já existia e o relator estava apenas repetindo-a e, argumentar mais, que isso é tão verdadeiro que, até o Ministro Marco Aurélio Mello, que havia manifestado a possibilidade da cidadã Presidente Dilma Rousseff recorrer ao STF, votou e aprovou o relatório do Ministro Teori. Mas, como sabem os Ministros, quando se trata de promover justiça a regra jurídica é precisamente a da promoção de justiça e nunca se deixa rebaixar por qualquer coisa que, se apresentando como mera formalidade, promova a injustiça e torne impossível de vir a ser aplicada e, portanto, incapaz de existir a JUSTIÇA!!!!!.
Se isso não é discutido e não houver garantias de promoção da justiça, então efetivamente, não há a menor dúvida, existe sim, no Brasil, o que vem sendo chamado de golpe jurídico-político, que promove a injustiça de maneira similar aos escandalosos erros judiciários, mas, com o agravante, de ser um espetáculo público e notório que envolve toda a Nação, ao contrário de muitos erros judiciários que acontecem de um modo quase inteiramente escondido e sem envolver toda a Nação, toda a República, toda a Democracia.
Reconhecimento de DESINFORMAÇÃO pelos profissionais fornecedores de INFORMAÇÕES
Rapaz que estranho é saber que somos desinformados pelos fornecedores de informações. Não achei nenhuma referência à suposta validação da direção dos trabalhos, como presidente da Câmara, na admissibilidade do impeachment, portanto, nenhuma suposta impossibilidade de recorrer ao STF contra os procedimentos adotados por Cunha para aprovar o encaminhamento do pedido para o Senado. Tampouco achei qualquer menção a suposta interdição de recurso ao STF pela cidadã Dilma Rousseff em caso de injustiça cometida no seu Julgamento pelo Senado. Os fornecedores de informações que aparecem, nesse caso específico do relatório do Ministro Teori Zavascki a respeito do caso do Deputado Federal Eduardo Cunha. Mas não propriamente os órgãos de informações, já que foi através do G1 http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/05/teori-determina-afastamento-de-cunha-do-mandato.html que consegui chegar no relatório do Teori Zavascki e sim seus profissionais, como o jornalista Alexandre Garcia que no Bom Dia Brasil inventou que o relatório de Teori Zavascki aprovado por unanimidade tinha decidido também que é proibido recurso da Dilma e de sua defesa ao STF, ficando qualquer recurso restrito exclusivamente ao Senado. Tampouco Marco Aurélio de Mello entrou em contradição consigo mesmo aprovando uma decisão contrária à sugestão que fez de que, talvez, em caso de injustiça, no atual processo de Impeachment da Presidente Dilma Rousseff, ela tivesse de recorrer ao Supremo (STF) para conseguir justiça.
Nada do que escrevi se relaciona autenticamente com o texto do ministro Teori Zavascki. Assumo a ignorância de crer em supostos profissionais da informação que nunca tinha suspeitado que, na verdade, eram profissionais da desinformação. Porém, eu aqui sou o pior, já que supostamente também deveria ser, ainda que nunca tenha efetivamente sido, um profissional da informação, afinal, foi este o curso superior que fiz. Aquilo que tenho de reconhecer que efetivamente sou é um praticante de crença, de suposição, de hipótese, enfim, da prática tal qual concebida como mera especulação que permanece mera especulação mesmo quando adquire direitos de se realizar como arte, como moral, como religião etc., porque nunca se realiza como ciência, como verdade, como real.
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