quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Interdito ou o caminho de libertação para a prática da essência humana vital
Certamente a maioria da humanidade está numa situação, a da dependência do trabalho, na qual está submissa à prática mundana e dos afeitos ao poder sobre as fontes da vida. Esta maioria da humanidade não faz o quer e faz sim aquilo que o emprego ou uso de sua energia humana de trabalho quer que ela faça. No entanto, mesmo assim, a maioria da humanidade continua com o poder de recusar o uso ou o emprego de sua energia humana de trabalho de todo e qualquer jeito e seja no que for e como bem entender a prática mundana dos afeitos ao poder sobre as fontes da vida. É este poder mínimo de recusa do uso ou emprego de sua força humana de trabalho que constitui a liberdade da força humana de trabalho, quer dizer, que constitui a propriedade que a maioria da humanidade possui de sua própria força humana de trabalho.
E este poder mínimo aumenta cada vez que a maioria da humanidade recusa as condições insalubres de trabalho, recusa a indignidade e desumanidade do trabalho escravo, recusa o excesso de horas de trabalho, recusa as condições inseguras que arriscam a vida da força humana de trabalho, recusa a ausência de tempo livre para recuperar a energia da força humana de trabalho, recusa a ausência de tempo livre para aperfeiçoamento da força humana de trabalho, recusa trabalhar em meios de produção avariados e arriscados por serem ultrapassados, recusa ser usada como força política que beneficia a prática mundana dos afeitos ao poder sobre as fontes da vida que tudo corrompem, recusa ser usada como força política dependente etc.
Este poder mínimo de recusa aumenta cada vez mais ao ser exercido nas mais diversificadas situações mas permanece sendo um poder de recusa e não propriamente um poder de afirmação da força humana de trabalho, porém, ele caminha junto e procurando favorecer o momento que a maioria da humanidade poderá vir a dizer sim ou a afirmar a essência de sua força humana de trabalho, quer dizer, não mais o uso ou emprego de sua força humana de trabalho pela prática mundana dos afeitos ao poder sobre as fontes da vida e sim o uso, emprego ou fruição de sua força humana de trabalho pela prática essencial do próprio poder vital como fonte da vida e inseparável das demais fontes da vida.
É por meio do exercício da interdição da prática mundana dos afeitos ao poder sobre as fontes da vida que a maioria da humanidade conduz sua força humana de trabalho ao encontro e à libertação da prática essencial da sua vitalidade inseparável das fontes da vida.
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