quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Saídas da menoridade: Positivista e Erudita versus Filosófica e Autodidata
A prática positivista e erudita de Demócrito é um se lançar e incorporar nos braços do saber empírico, quer dizer, é um lançar e incorporar a subjetividade nas formas aparentes das coisas, logo, é incorporar quantidades dispendidas de força humana de trabalho na formas aparentes das coisas. A prática filosófica e autodidata de Epicuro é um extrair e incorporar nas asas do saber filosófico, quer dizer, é um extrair e incorporar o conteúdo essencial das coisas na subjetividade, logo, é incorporar extratos qualitativos de força natural de trabalho no conteúdo essencial da subjetividade humana.
Num caso é a força humana subjetiva que se torna o conteúdo das coisas aparentes; no outro é a energia natural objetiva das coisas que se torna o conteúdo essencial da subjetividade humana/da força humana subjetiva. No primeiro caso a subjetividade humana fica incorporada e presa no interior das formas aparentes das coisas. No segundo caso a subjetividade humana fica livre em si mesma e incorporando os conteúdos reais das coisas. No primeiro caso a subjetividade humana se desenvolve artificialmente com as coisas da natureza. No segundo caso a subjetividade humana se desenvolve naturalmente com as coisas da natureza.
A prática positivista e erudita desenvolve uma subjetividade artificial incorporada numa forma aparente de natureza. A prática filosófica e autodidata desenvolve uma subjetividade natural incorporadora dum conteúdo real da natureza.
Mas qual é a subjetividade natural duma filosofia da Natureza? Não são os princípios desta filosofia da Natureza? A prática positivista e erudita conserva os princípios ou a subjetividade natural da filosofia da Natureza na condição inalterada de trabalho abstrato da Natureza, já a prátia filosófica e autodidata desenvolve os princípios ou a subjetividade natural da filosofia da Natureza alterando sua condição de trabalho abstrato da Natureza. E a prática positivista e erudita conserva os princípios ou a subjetividade natural da filosofia da Natureza na condição inalterada de trabalho abstrato da Natureza precisamente porque ela visa penetrar e se incorporar positivamente na Natureza como trabalho abstrato da Natureza. Já a prática filosófica e autodidata desenvolve os princípios ou a subjetividade natural da filosofia da Natureza alterando sua condição de trabalho abstrato da Natureza para a de trabalho abstrato da prática filosófica e autodidata precisamente porque recepciona e incorpora abstratamente a Natureza como trabalho abstrato da filosofia, ou seja, a prática filosófica e autodidata desenvolve os princípios ou a subjetividade natural da filosofia da Natureza porque ela os incorpora e suprime ao torná-los trabalho abstrato da filosofia e não da Natureza, então, o mais correto é dizer que a prática filosófica e autodidata desenvolve a supressão dos princípios ou da subjetividade natural da filosofia da Natureza alterando sua condição de trabalho abstrato da Natureza para a de trabalho abstrato do filósofo e autodidata, o qual, por isso mesmo, termina por ter e desenvolver como princípio ou subjetividade natural sua própria prática filosófica e autodidata, ou seja, a singularidade abstrata de sua consciência humana de si.
Os princípios ou a subjetividade natural da filosofia Social positivista e erudita é a conservação do trabalho abstrato Social, noutras palavras, é a conservação do Capital que tende a crescer porque a prática positivista e erudita visa se incorporar positivamente no Social como tempo de trabalho abstrato Social. Os princípios ou a subjetividade natural da filosofia Social filosófica e autodidata é a supressão do trabalho abstrato Social, noutras palavras, é a supressão do Capital que tende a desaparecer porque a prática filosófica e autodidata o incorpora abstratamente na Subjetividade Humana como tempo de liberdade Humana.
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