domingo, 11 de janeiro de 2015
Leitura: Religiosa? Sociológica? Política? Histórica? Ficcional?
O Antigo Testamento dos judeus constitui a religião de um povo que se considera escolhido por Deus e que reivindica o seu Estado-Nação enquanto se adapta e sobrevive na Sociedade Civil dos Estados-Nações de outros povos. O Novo Testamento dos cristãos constitui a religião de qualquer povo ou ser humano de quaisquer Sociedades Civis sob o Império da Cidade-Estado de Roma. O Corão dos muçulmanos constitui a religião dos povos árabes e de quaisquer outros povos ou dos seres humanos de quaisquer Sociedades Civis de quaisquer Estado-Nações que aceitem professá-la.
Os judeus só querem um espaço vital de sobrevivência em qualquer Sociedade Civil de qualquer Estado-Nação e a conquista do espaço vital para viver no seu próprio Estado-Nação. Os cristãos querem o espaço vital de sobrevivência em toda a Sociedade Civil de todos os Estado-Nações submetidos ao Império Romano, os cristãos, então, querem o espaço vital para viver na Sociedade Civil do Império Romano. Os muçulmanos são povos árabes e não-árabes que nos espaços vitais de sobrevivência das Sociedades Civis de quaisquer Estado-Nações aceitam professar o islamismo que constituiu seu poder secular em Meca e, posteriormente, nos domínios do Califa e/ou do Imã.
Os judeus querem influir na Sociedade Civil de qualquer Estado-Nação apenas para sobreviver e garantir a vida do seu próprio Estado-Nação, portanto, se comportam como a religião do povo de um Estado-Nação. Os cristãos querem influir sobre todos os povos que vivem sob o domínio do Império Romano, portanto, se comportam como a religião dos povos dominados pelo Império Romano, quer dizer, se comportam como a Sociedade Civil Geral de todo o Império Romano. Os muçulmanos querem influir sobre todos os povos árabes e não-árabes no processo de constituição de um espaço vital e de um domínio muçulmano, portanto, se comportam como a religião dos povos de Sociedades Civis de Estados-Nações que querem um Império Muçulmano.
Os judeus querem a convivência entre os outros povos que garanta o espaço vital para sua sobrevivência e instituição de seu Estado-Nação. Os muçulmanos também querem e aceitam a convivência com as religiões de outros povos não só para garantir o espaço vital de sua sobrevivência entre tais povos como também garantir a instituição do seu Império Islâmico sob o Califa e/ou o Imã. Os cristãos também aceitam conviver com outros povos para tornar o cristianismo a religião de todos os povos dominados pelo Império Romano.
Os judeus querem o seu Estado-Nação. Os muçulmanos querem o seu Império Islâmico. Os cristãos querem a sua Sociedade Civil Mundial.
Os judeus são nacionalistas que praticaram e praticam o internacionalismo ou a sobrevivência inter-nações e, com isso, contribuíram para que as Sociedades Civis dos Estados-Nações estivessem abertas para receber outros povos e religiões. Os muçulmanos são "imperialistas" que praticaram e praticam o internacionalismo ou a sobrevivência inter-nações e, com isso, contribuíram não só para que as Sociedades Civis dos Estado-Nações estivessem abertas para receber outros povos e religiões mas também para reconhecer o advento do Império Islâmico sob o Califa ou o Imã. Os cristãos "socialistas civis de um império" que praticaram e praticam o internacionalismo ou a sobrevivência inter-nações e, com isso, contribuíram para que as Sociedades Civis dos Estados-Nações sob o Império Romano estivessem abertas para receber outros povos e se converter ao cristianismo reconhecendo o advento da Sociedade Civil Cristã Mundial ou o reconhecimento disso que foi o advento da conversão do Império Romano ao Cristianismo.
Os judeus são nacionalistas que só querem a existência de diversos Estado-Nações para garantir a existência do seu próprio Estado-Nação. Os muçulmanos são internacionalistas que só querem a existência de diversos Estado-Nações para garantir a existência e o reconhecimento do seu Império, União, Federação do Islã. Os cristãos são internacionalistas que só querem a existência de diversos Estado-Nações para garantir a existência e o reconhecimento duma Sociedade Civil Cristã Mundial.
A Reforma foi feita contra o Império Cristão Católico Apostólico Romano de modo a garantir que as diferentes Sociedades Civis Cristãs tivessem os seu próprios Estados-Nações, ou seja, ainda que, mundialmente, as Sociedades Civis Reformistas permanecessem Cristãs, por outro ado, elas se tornavam independentes do Império Católico ao proclamarem a Soberania Cristã (Reformista Protestante) de seu próprio Estado-Nação.
Os judeus e os muçulmanos contribuíram para que surgisse o movimento da Reforma e/ou da leitura da Bíblia que recupera a fé ilustrada, informada, crítica ou capaz de caminhar com seus próprios pés, quer dizer, daqueles que a partir da autonomia de seus próprios Estados-Nações se dispõem a participar duma União, Federação ou "Império" de Nações Cristãs.
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