domingo, 25 de janeiro de 2015

Diferentes relações com os princípios resultam em diferentes realizações ...




A relação com os princípios nos casos de Demócrito e de Epicuro tal qual exposta por Marx explica aquilo que ele chama de ir contra os princípios e eternizá-los e de ir a favor dos princípios e suprimí-los. O ceticismo de Demócrito o impede de se dedicar ao desenvolvimento dos princípios e o leva a se dedicar ao saber positivo e, mais ainda, para ele, que é cético e considera a positividade apenas aparência subjetiva, leva a fazer a certificação da realidade positiva de modo a explicar sua existência como necessária, como resultante da necessidade que a determina a ser tal qual ela é: Aparência subjetiva certificada e necessária ou, sem mais nenhuma dúvida, determinada e destinada a ser tal qual é. O dogmatismo de Epicuro o libera para se dedicar ao desenvolvimento dos princípios e o leva a se dedicar à filosofia e, mais ainda, para ele, que é dogmático e considera a essência subjetiva saída do fenômeno objetivo e a elaboração essencialmente subjetiva dos princípios do fenômeno objetivo o leva nessa elaboração a constituir sua própria essência subjetiva elaboradora dos princípios do fenômeno objetivo como princípio próprio que supera e suprime os princípios do fenômeno objetivo e afirma a capacidade de sua essência subjetiva elaboradora de si como princípio de se imprimir objetivamente no fenômeno, quer dizer, o princípio da essência subjetiva própria, e para além dos princípios essencialmente subjetivos do fenômeno objetivo, se realiza através do fenômeno objetivo, se realiza efetivamente transformando o fenômeno objetivo no qual imprime o princípio de sua própria essência subjetiva, noutras palavras, desenvolve a história da subjetividade filosófica (da subjetividade humana)humana/a história subjetiva da filosofia (a história subjetiva da humanidade). A essência subjetiva liberta do fenômeno objetivo e livremente desenvolvida suprime o fenômeno objetivo para nele imprimir e objetivar como fenômeno sua liberdade subjetiva que saiu do fenômeno objetivo. Trata-se dum movimento de dobra, de através, de transformação, melhor, da liberdade do fenômeno objetivo que se constitui livremente em essência subjetiva e, por sua vez, da liberdade da essência subjetiva que se constitui livremente em fenômeno objetivo. [ Mas esta, segundo Marx, pode ser considerada uma leitura estoica que:"(...) possui com efeito em si a tendência a se afirmar nas próprias coisas nas quais ela só se afirma negando-as.". Será? É?! Pode até ser interpretado assim, mas aqui, é a elaboração dos princípios do sistema atomista que são os átomos e o vazio, mais precisamente, a elaboração do átomo que é o princípio ativo do atomismo, quer dizer, é esta elaboração sistemática do atomismo que, levada às sua últimas consequências, realiza o conceito epicurista do átomo que é a declinação da queda em linha reta no vazio por meio da declinação do atomista do atomismo, ou seja, o filósofo declina da singularidade abstrata do átomo de sua filosofia para a singularidade abstrata da consciência humana de si de sua fruição/sabedoria.

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