quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Charlie Hebdo: A tragédia dum mundo sem as armas da crítica.
À memória de John Lennon & Yoko Ono & do
"Faça amor, não faça a guerra!"
A redução de tudo à crítica das armas é a redução de tudo à mais pura e simples repressão e sendo toda e qualquer manifestação submetida à crítica das armas, então a única arma da crítica é a imposição do terror da crítica das armas, é a imposição do pavor (e do desejo) da morte imortal, restando o quê como cultura da vida mortal? Precisamente a cultura da crítica das armas, a cultura da morte imortal, a cultura que nega qualquer valor imanente à vida mortal exceto o da transcendente morte imortal, o da transcendente crítica das armas. A vida mortal é o inferno e o paraíso é a morte imortal, portanto, só a morte imortal ou a crítica das armas da vida mortal faz sentido e possui significação como ponte que traz o paraíso da morte imortal para o inferno da vida mortal de modo que efetiva no inferno da vida mortal o paraíso da morte imortal, então, para os guerreiros da crítica das armas ou da morte imortal a única arma da crítica ou da vida mortal que tem valor é a da entrega total à missão de realizar efetivamente a fundação do reino transcendente da morte imortal ou da crítica das armas na imanente vida mortal ou arma da crítica, logo, apenas tem valor o sacerdócio da guerra ou da crítica das armas ou da morte imortal.
A única arma da crítica ou da vida mortal significativa é a da crença e cultura da crítica das armas ou da morte imortal, ou seja, os guerreiros apenas estão de acordo em se submeter e em defender a arma da crítica ou da vida mortal dos crentes e sacerdotes submissos e defensores da crença e cultura da crítica das armas ou da morte imortal. Quanto mais extensa a crença e a cultura da crítica das armas ou da morte imortal menor a arma da crítica ou da vida mortal, portanto, menor a possibilidade da crença e da cultura das armas da crítica ou das armas da vida mortal, ou seja, mais extenso e implantado o reino da repressão e do niilismo e mais impossível a existência do mais mínimo reino da liberdade e da criatividade ou tudo para a guerra/ressentimento e nada para o amor/humor (Viv'Oswald'Andrade).
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