domingo, 11 de janeiro de 2015
Fascínio pela morte
Não ocorreu o retorno da pena de morte via plebiscito como propôs Marine Le Pen, mas todos os terroristas foram mortos na França, exceto a mulher que fugiu. Foi um combate ao terrorismo sem prisioneiros. Foi deliberado? Tudo indica que sim, mas espera aí tem um prisioneiro que tem 18 anos e é cunhado de um dos dois irmãos acusados da autoria da tragédia do Charlie Hebdo e que foram mortos. Cunhado de um dos irmãos e não do outro só pode significar que um dos irmãos é casado com sua irmã e que é através dela que ele se tornou cunhado apenas desse irmão. Pois bem, ele se entregou e não se falou mais dele. Foi acusado de participar do massacre, mas ao saber da acusação ele se entregou e por esta sua atitude aparenta não ter participado, no entanto, nada mais sabemos a respeito dele.
"Olho por olho, dente por dente" é a política de Obama em relação a Bin Laden e ao terrorismo e agora é também a política da França (auxiliada pelos EUA) em relação ao terrorismo?! Alguma semelhança dessa política de combate ao terror com o espetáculo da política do período do terror da revolução francesa ou com o espetáculo dos linchamentos no período dos cowboys dos EUA?!
A máxima é do Antigo Testamento dos hebreus e foi rejeitada pelo Novo Testamento dos cristãos e foi recuperada pelo Corão dos muçulmanos e novamente pela Reforma dos protestantes.
O espetáculo do terror é o do "olho por olho, dente por dente" do Antigo Testamento também está conectado a um outro aspecto do Antigo Testamento que é o exigência de Deus da purificação da terra pelo derramamento do sangue de um inocente. Os cristãos param de realizar o espetáculo do "olho por olho, dente por dente" e passam a difundir o amor e não mais a vingança, porém, fazem isso por meio do espetáculo do derramamento do sangue inocente de Deus e também pelo espetáculo do derramamento do sangue dos inocentes cristãos. O martírio do espetáculo do terror perdura e atravessa da vingança animal rumo ao amor super-humano por meio da ponte do sacrifício do derramamento de sangue da inocência humana.
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