A consciência de si que se lança no autodesenvolvimento da
sensibilidade certamente encontra obstáculos na consciência para si que se fixa
no alterdesenvolvimento da idealidade. Mas, antes de encontrar os obstáculos
ela se lança no autodesenvolvimento da sensibilidade, logo, antes de ficar
filosofando/adivinhando os obstáculos que pode encontrar, é preciso se lançar
no autodesenvolvimento da sensibilidade, portanto, é preciso exercer a
liberdade de desenvolver a sensibilidade, é preciso praticar o desenvolvimento
da sensibilidade.
Antes a consciência de si estava se elaborando junto com a
elaboração do atomismo, junto com a elaboração da filosofia da natureza e ao
realizar a dissolução do atomismo realizou igualmente a elaboração completa da
consciência de si e, desse modo, a dissolução do atomismo foi ao mesmo tempo a
constituição autônoma da consciência de si, ou seja, ela deixou de ser uma
consciência de si atomista para ser uma consciência de si humana, deixou de ser
uma consciência de si do princípio abstrato da idealidade de toda a natureza em
geral para se tornar uma consciência de si do princípio abstrato da idealidade
da própria natureza humana em particular, se tornou consciência de si do princípio
da idealidade abstrata do princípio da sensibilidade concreta.
Como isso ocorreu? Foi no momento da realização efetiva do
sistema atomista no vazio como sistema celeste no cosmo que a consciência de si
percebeu que, se continuasse com o sistema atomista no vazio após a dissolução
do sistema celeste no cosmo, ela refutaria a sensibilidade fazendo da
idealidade a sensibilidade e para superar isso ela precisaria refutar o sistema
atomista no vazio, quer dizer, refutaria a idealidade que quer ser
sensibilidade e, ao mesmo tempo, afirmaria a idealidade da própria
sensibilidade humana. Dissolução da consciência de si atomista e afirmação
plena da consciência de si humana.
Ora, o que tem diante de si a consciência de si humana? A
sensibilidade humana, logo, o mesmo que tinha antes diante de si a consciência
de si atomista, mas antes a consciência de si buscava elaborar o átomo e o
atomismo, enquanto que agora ela já elaborou o átomo e o atomismo e já os
dissolveu na consciência de si humana e no humanismo, na consciência de si humana
comum e no comunismo, ou seja, o átomo deixou de ser o princípio do sistema e o
humano se tornou o princípio do sistema do mesmo modo que o sistema deixou de
ser o atomismo e se tornou o humanismo, melhor, o humano comum, a humanidade
comum. A consciência de si atomista se atinha a desenvolver uma elaboração
filosófica do atomismo e, agora, a consciência de si humana comum se atém a
desenvolver uma elaboração prática da humanidade comum. A consciência de si
humana comum se volta para a elaboração de suas relações humanas comuns e estas
relações humanas comuns são tanto relações sensíveis da consciência para si
quanto são relações sensíveis da consciência de si, são tanto relações sentidas
para si quanto são relações sensíveis de si, são tanto relações recebidas ou
dadas pelas circunstâncias quanto são relações criadas, projetadas, cultivadas
ou desenvolvidas pela educação. Portanto, a consciência de si humana comum é
educada e se volta para a educação e/ou para a elaboração de suas relações
humanas comuns, enquanto que a consciência para si humana comum é
circunstancial e mutável como as circunstâncias humanas comuns para si. Então,
assim que se torna consciência de si humana ela se considera educada e se volta
para educar a humanidade comum, mas, nesse processo ela encontra a humanidade
comum para si, melhor, a consciência para si humana comum e precisa aprender
com ela a elaborar a consciência de si humana comum, portanto, a consciência de
si humana comum permanece fazendo uma elaboração de tipo filosófico que é sua
própria educação e, ao mesmo tempo, se lançando numa prática humana comum da
consciência de si que é a elaboração de tipo crítico da educação da consciência
para si.
Ver desenvolvimento completo até aqui na postagem "Sujeito real, sujeito prático e sujeito metafísico?!".
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