sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Tateando a atividade da consciência de si humana




A consciência de si que se lança no autodesenvolvimento da sensibilidade certamente encontra obstáculos na consciência para si que se fixa no alterdesenvolvimento da idealidade. Mas, antes de encontrar os obstáculos ela se lança no autodesenvolvimento da sensibilidade, logo, antes de ficar filosofando/adivinhando os obstáculos que pode encontrar, é preciso se lançar no autodesenvolvimento da sensibilidade, portanto, é preciso exercer a liberdade de desenvolver a sensibilidade, é preciso praticar o desenvolvimento da sensibilidade.


Antes a consciência de si estava se elaborando junto com a elaboração do atomismo, junto com a elaboração da filosofia da natureza e ao realizar a dissolução do atomismo realizou igualmente a elaboração completa da consciência de si e, desse modo, a dissolução do atomismo foi ao mesmo tempo a constituição autônoma da consciência de si, ou seja, ela deixou de ser uma consciência de si atomista para ser uma consciência de si humana, deixou de ser uma consciência de si do princípio abstrato da idealidade de toda a natureza em geral para se tornar uma consciência de si do princípio abstrato da idealidade da própria natureza humana em particular, se tornou consciência de si do princípio da idealidade abstrata do princípio da sensibilidade concreta.


Como isso ocorreu? Foi no momento da realização efetiva do sistema atomista no vazio como sistema celeste no cosmo que a consciência de si percebeu que, se continuasse com o sistema atomista no vazio após a dissolução do sistema celeste no cosmo, ela refutaria a sensibilidade fazendo da idealidade a sensibilidade e para superar isso ela precisaria refutar o sistema atomista no vazio, quer dizer, refutaria a idealidade que quer ser sensibilidade e, ao mesmo tempo, afirmaria a idealidade da própria sensibilidade humana. Dissolução da consciência de si atomista e afirmação plena da consciência de si humana.



Ora, o que tem diante de si a consciência de si humana? A sensibilidade humana, logo, o mesmo que tinha antes diante de si a consciência de si atomista, mas antes a consciência de si buscava elaborar o átomo e o atomismo, enquanto que agora ela já elaborou o átomo e o atomismo e já os dissolveu na consciência de si humana e no humanismo, na consciência de si humana comum e no comunismo, ou seja, o átomo deixou de ser o princípio do sistema e o humano se tornou o princípio do sistema do mesmo modo que o sistema deixou de ser o atomismo e se tornou o humanismo, melhor, o humano comum, a humanidade comum. A consciência de si atomista se atinha a desenvolver uma elaboração filosófica do atomismo e, agora, a consciência de si humana comum se atém a desenvolver uma elaboração prática da humanidade comum. A consciência de si humana comum se volta para a elaboração de suas relações humanas comuns e estas relações humanas comuns são tanto relações sensíveis da consciência para si quanto são relações sensíveis da consciência de si, são tanto relações sentidas para si quanto são relações sensíveis de si, são tanto relações recebidas ou dadas pelas circunstâncias quanto são relações criadas, projetadas, cultivadas ou desenvolvidas pela educação. Portanto, a consciência de si humana comum é educada e se volta para a educação e/ou para a elaboração de suas relações humanas comuns, enquanto que a consciência para si humana comum é circunstancial e mutável como as circunstâncias humanas comuns para si. Então, assim que se torna consciência de si humana ela se considera educada e se volta para educar a humanidade comum, mas, nesse processo ela encontra a humanidade comum para si, melhor, a consciência para si humana comum e precisa aprender com ela a elaborar a consciência de si humana comum, portanto, a consciência de si humana comum permanece fazendo uma elaboração de tipo filosófico que é sua própria educação e, ao mesmo tempo, se lançando numa prática humana comum da consciência de si que é a elaboração de tipo crítico da educação da consciência para si.


Ver desenvolvimento completo até aqui na postagem "Sujeito real, sujeito prático e sujeito metafísico?!".






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