quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Doido e muito doído isso tudo.





O princípio da consciência para si é a sensibilidade, por isso que a consciência de si é sensivelmente para si. O princípio da consciência de si é a racionalidade, por isso que a consciência para si é racionalmente de si.


Epicuro parte da sensibilidade, logo, da consciência para si e isso significa que todas as coisas sensíveis são aceitas como tais, quer dizer, como coisas para si e estas coisas passam da exterioridade para a interioridade e é aí na interioridade que começam a se tornar coisas de si e são precisamente as coisas de si que ele precisa encontrar e é a esse encontro que ele vai se dedicar.


Demócrito parte da racionalidade, logo, da consciência de si e isso significa que todas as coisas racionais são aceitas como tais, quer dizer, como coisas de si e estas coisas passam da interioridade para a exterioridade e é aí na exterioridade que começam a se tornar coisas para si e são precisamente as coisas para si que ele precisa encontrar e é a esse encontro que ele vai se dedicar.


Epicuro vai pesquisar e se dedicar a encontrar a consciência de si com o seu princípio da sensibilidade e, por isso, vai desenvolver a consciência de si como filosofia sensível e, até mesmo, como abandono da filosofia e entrega à prática sensível da sabedoria.


Demócrito vai pesquisar e se dedicar a encontrar a consciência para si com seu princípio da racionalidade e, por isso, vai desenvolver a consciência para si como ciência racional e, até mesmo, como abandono da ciência e entrega à prática racional da crença religiosa/mística.


Epicuro pretende ter desenvolvido o seu princípio da sensibilidade como singularidade que se eleva dos sentidos do sujeito humano até chegar à alma subjetiva humana.


Demócrito pretende ter desenvolvido o seu princípio da racionalidade como universalidade que penetra na racionalidade do objeto natural até atingir à corporeidade objetiva divina.


Um parte da sensibilidade da coisa para si para chegar à sensibilidade da consciência de si, logo, permanece inteiramente no mundo sensível. Então, permanece inteiramente no mundo do ego e das inter-relações do ego, do egoísta nos seus encontros com outro(s) egoísta(s).  E, com isso, pretende ter tido o encontro com a essência da singularidade humana.


O outro parte da racionalidade da coisa de si para chegar à racionalidade da coisa para si, logo, permanece inteiramente no mundo racional. Então, permanece inteiramente no mundo do superego e das inter-relações do superego, do superegoísta nos seus encontros com outro(s) superegoísta(s). E, com isso, pretende ter tido o encontro com a essência da universalidade natural.


Para a sensibilidade, que chegou à conclusão que a essência da singularidade humana é a consciência de si, o real é a coisa em si inconsciente. Noutras palavras, o real inconsciente é a fonte material ou o materialismo é a fonte real inconsciente. A sensibilidade que conclui que sua essência singular humana é a consciência de si é a mesma que conclui que a reprodução de sua energia ou força humana de trabalho é a essência da consciência de si.


Para a racionalidade, que concluiu que a essência da universalidade natural é a consciência para si, o real é a consciência em si inconsciente. Noutras palavras, o real inconsciente é a fonte ideal ou o idealismo é a fonte real inconsciente. A racionalidade que conclui que sua essência universal natural é a consciência para si é a mesma que conclui que a reprodução de sua coisidade universal ou capitalização do trabalho é a essência da consciência para si.


A sensibilidade, para Epicuro, é o princípio do materialismo que tem por resultado a consciência de si e a realidade inconsciente da coisa ou matéria em si.


A racionalidade, para Demócrito, é o princípio do idealismo que tem por resultado a consciência para si e a realidade inconsciente da ‘coisa’ ou consciência em si. 


Ver "Sujeito real, sujeito prático e sujeito metafísico?!" já que tudo que venho publicando depois se encontra lá como atualização e parte integrante de seu conteúdo.



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