quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Onde está o concreto?! Onde está o abstrato?! Quem retornou?! Quem foi embora?!






Ao chegar aqui séries de dúvidas aparecem. Para começar tudo que escrevo e construo parte de fiapos, de leituras muito reduzidas de todos os autores e sobre todos os autores que ouso colocar em esquemas e sistemas sem quaisquer garantias de cientificidade, melhor, de expressar um “conhecimento seguro e indubitável”. Continuando, com uma outra série de dúvidas, olho para mim e vejo um pretensioso “autodidata” que, na sua solidão especulativa, supõe que está filosofando, mas não se pergunta de onde vem “seus” pensamentos. Ora, muitos especuladores solitários já desenvolveram pensamentos que se encontram datados em obras de filósofos que se caracterizam pela autoria de tais pensamentos, logo, o mais certo é que eu esteja repetindo, com muita mediocridade, os pensamentos filosóficos de outros que são grandes autores. Nova série: Meu interesse por especular me levou a escolher autores e leituras ou foi a escolha de outros que produzem livros e leituras que dirigiram e determinaram o interesse do “meu” especular? Afinal, não fui eu quem marcou encontro com Marx, Nietzsche, Kant, Hegel. Ao contrário, eles se encontravam aí no mundo e chegaram a mim por um conjunto de relações nas quais se inserem os meus círculos de relações no âmbito da política e das chamadas modas intelectuais. Afinal, segundo Marx, sou eu mesmo quem faço a minha a história, mas não a faço como quero, porque “a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo” meu cérebro vivo. Mesmo assim eu especulei se, na verdade, “faço como quero a história dos outros, mas não a minha própria história”?! Outra série: Eu faço a história?! Seja a minha, seja a dos outros?! Faço a história como eu quero?! Ou a faço como os outros a querem?! Mas, se faço a história como outros querem ou quero a história que outros fazem, então me encontro cindido e, talvez, diante dessa predominância do destino, eu devesse especular tal qual Nietzsche: Eu preciso querer a minha história em tamanho grau que eu queira o eterno retorno da minha história. Com isso, cabe perguntar: O cultivo cindido do destino daquele que faz a história que não quer e quer a história que não faz permanece sendo um cultivo do destino tal qual naquele que quer a sua própria história como eterno retorno ou não?! Supondo que sim, então o que fazemos não é história e é sim destino, logo, será que efetivamente nos encontramos no fim da história?! E será que esse fim da história que aparece em Hegel e em Nietzsche também não se encontra presente em Marx?! A tal da continuidade da história materialista humana de Marx se caracteriza pela instituição da comuna humana, mas a comuna humana também não é instituída aí como um fim da história?! Mesmo quando se diz que sim e se argumenta que é o fim da história da sociedade de classes e o início da história da sociedade humana fica presente a noção de que a história da sociedade humana sem classes é uma história do eterno retorno da comunidade humana sem classes, enquanto que, por sua vez, o eterno retorno da sociedade de classes é o da sociedade desumana?!


Tudo isso pode ou não pode significar que a história que podemos fazer se encontra situada num plano no qual o querer que podemos viver e desenvolver como realização efetivamente nossa é cada vez mais infra estrutural, ou seja, passou da esfera social do trabalho e da jornada social de trabalho para a esfera social do indivíduo e do cotidiano social do indivíduo?! Por isso que teriam aparecido tantas reflexões sobre o micro, o molecular?!


Onde se encontra efetivamente a história que podemos fazer como queremos e que queremos fazer como podemos?! E se efetivamente encontrarmos uma tal história poderemos dizer que ela é da passagem do idealismo para o materialismo, da passagem da racionalidade para a realidade?! Porém, estando limitada às suas condições possíveis de realização efetiva, de materialização, ela ainda permanece sendo mudança contínua da história ou sendo eterno retorno do desenvolvimento da interpretação (conhecimento absoluto) do fim da história?!


Existe efetivamente um autor, melhor, sou mesmo eu quem pensa e escreve isso aqui e agora?! Fim da história, eterno retorno ou mudança da história?!:



“... o buraco é mais embaixo!...”





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