sábado, 22 de outubro de 2016

Constituição do sujeito prático








 


Já situamos na sensibilidade do Ego a mediação da efetivação do real do Id e da realização do ideal do Superego, logo, a sensibilidade do Ego é a mesma da atividade sensível do trabalhador, quer dizer, é a mesma da força humana de trabalho que faz a mediação entre a realidade efetiva da coisa em si natural e a realização efetivadora da coisa de nós artificial, melhor, que faz a mediação entre a realidade efetiva das fontes materiais naturais e a realização efetivadora dos meios de produção artificiais.

 

 

A sensibilidade do Ego ou a força humana de trabalho pode se encontrar, como, aliás, em geral, se encontra, aprisionada num processo de exploração de sua atividade mediadora, e, desse modo, obrigada a trabalhar para o Superego ou os meios de produção de forma extensa e/ou de forma intensa no tempo para poder ter acesso ao Id ou às fontes materiais naturais das coisas em si. A sensibilidade do Ego ou da força humana de trabalho é a consciência da coisa para si, mas o acesso às coisas para si passa pelo tempo de trabalho excedente entregue à atividade de realização da idealidade do Superego ou à ativação dos meios de produção da coisa de nós, melhor, da coisa da consciência de si e, nesse sentido, a exploração do Superego ou da consciência da coisa de nós forma na consciência para si do Ego uma sensibilidade de ficar separado/alienado da própria consciência de si do Superego e esta perda da coisa que doa é perda da coisa de si, é perda da consciência de si para a consciência de si do Superego (aliás, nesse sentido, fica compreensível a “afirmação de que a consciência do proletariado/ socialista/científica vem de fora” do próprio proletariado), então, o Ego se sente alienado de sua consciência de si da qual é expropriado, mas, mesmo assim, permanece com um mínimo de consciência de si que é a consciência de si de se reproduzir como consciência para si e, nesse sentido, sua consciência de si reproduzida é a consciência de si como consciência para si.

 

 

O Ego ou a consciência para si que se sente expropriado pelo Superego ou pela consciência de si quer destruir essa expropriação do Superego ou da consciência de si, logo, trata de destruir os meios de produção das coisas da consciência de si, em seguida, trata de reduzir a expropriação desses meios de produção da consciência de si e, mais adiante, trata de se apropriar dos meios de produção e/ou de expropriar a expropriação dos meios de produção da consciência de si. E, nesse sentido, no interior do Superego ou da consciência de si se encontra a consciência de si alienada/expropriada que quer vir a ser ou recuperar sua condição de consciência para si e é esta fração presente no Superego ou na consciência de si expropriada/alienada que quer e trata de abrir caminho para o Ego ou a consciência para si se apropriar do Superego ou da consciência de si porque quer vir ou voltar a ser Ego ou consciência para si, melhor, quer e trata de realizar efetivamente a consciência de si ou o Superego, quer dizer, que quer e trata de recuperar e multiplicar a sensibilidade do Ego ou da coisa/consciência para si de modo a tornar mais direto e imediato o acesso ao Id ou às fontes materiais naturais das coisas em si. O que visa é a realização efetiva de uma comunidade do Ego emancipado ou liberto da exploração do Superego com o Id, logo, é uma comum unidade do Ego liberto do Superego com o Id ou da consciência para si consciente de si com o inconsciente em si.

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