segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Para realizar é preciso voltar a Hegel/Marx?! Ir além?! Para o virtual?!






Se o sistema hegeliano do saber absoluto atraiu e atrai quem quer o saber absoluto e, com isso, conseguiu discípulos nas universidades e, mais importante, desencadeou um movimento dos discípulos na sociedade civil, então, o interesse pelo sistema do saber absoluto não se limitou mais a um saber absoluto do próprio filósofo e professor Hegel e foi de seus alunos universitários para as iniciativas da sociedade civil e, em especial, para a imprensa, já que, na tradição alemã, a imprensa é uma invenção alemã (Gutenberg) e, a partir dela, teve início o movimento protestante de Lutero de leitura e saber diretos da Bíblia. O sistema do saber absoluto com esta difusão foi se realizando e se efetivando realmente como sistema de saber absoluto por todo lado. Porém, o próprio do sistema hegeliano do saber absoluto é a afirmação da contradição, a afirmação do contraditório, então o aparecimento da contradição e o desenvolvimento do contraditório no próprio movimento de difusão e realização do sistema do saber absoluto é próprio do desenvolvimento sistêmico do saber absoluto hegeliano. E, como Hegel mesmo dizia, a (sua) filosofia começa pelo Direito, quer dizer, pela afirmação e aceitação do contraditório, assim também ocorreu, com o movimento de realização efetiva do seu sistema do saber absoluto, o fato de se desenvolver como movimento contraditório, de modo que passou a desenvolver partes, tal qual ocorre no Direito e, como no Direito, cada uma das partes advogando a sua posição e, desse modo, veio a desenvolver uma contradição ainda maior, a qual, por sua vez, está inteiramente de acordo com a coerência do desenvolvimento do contraditório, da contradição, quer dizer, com o sistema do saber absoluto hegeliano e que é a seguinte: Com a passagem do sistema hegeliano do saber absoluto do campo da filosofia, desenvolvido pelo próprio Hegel, na universidade, para o campo da prática, desenvolvido pelos discípulos, na sociedade civil, ocorreu uma mudança de terreno e, com ela, a contradição entre o idealismo do sistema do saber absoluto de Hegel e o materialismo do sistema do saber absoluto dos discípulos. Com o desenvolvimento dessa contradição entre o idealismo de Hegel e o materialismo dos discípulos hegelianos também se desenvolveu a contradição entre o saber absoluto do idealismo e o saber absoluto do materialismo, de modo que o primeiro, que se encontra inteiramente realizado por Hegel como idealismo, é visto como inteiramente abstrato, como pura abstração, enquanto que o segundo, visto como materialismo, ainda precisa ser realizado concretamente por inteiro. De modo que os discípulos que permanecerem no idealismo de Hegel, logo, sem desenvolver o contraditório e/ou a contradição do sistema de Hegel, serão aqueles que acusarão Hegel de cultivar uma intenção escondida para que seus discípulos não possam desenvolver o seu sistema, enquanto que os discípulos que saírem do idealismo de Hegel e entrarem decididos no materialismo, serão aqueles que admitirão não haver nada escondido no sistema de Hegel, com exceção, é claro, de sua limitação ao idealismo, logo, também admitirão que o desenvolvimento do sistema hegeliano só poderá vir a se desenvolver com a mudança de seus discípulos para o materialismo.


Os historiadores da imprensa no Brasil provavelmente são capazes de fazer um levantamento rápido e eficiente da formação dos jornalistas que a construíram e, se "o ouvi dizer" de muito tempo atrás não me engana, aposto que a grande massa dos jornalistas, ao longo dessa história, foi predominantemente de advogados e, mais precisamente, de bacharéis. A imprensa, no início, era a expressão de partes da sociedade civil, logo, de partidos e de classes sociais. Houve mudanças nisso tudo. De modo que cabe perguntar para onde foi a contradição no seu processo de desenvolvimento histórico? Onde ela predomina na atualidade? Detalhe importantíssimo: Mantido o idealismo do sistema de Hegel é o Estado o espaço-tempo do saber absoluto, ultrapassado o idealismo do sistema de Hegel, pelo materialismo que cuida de o realizar efetivamente, o encontro do saber absoluto passa a ser buscado na sociedade civil e, nela, nas classes ou classe e nos partidos ou partido que podem ou pode efetivamente realizar o saber absoluto para todos, por todos e, especialmente, de todos.


E na atualidade como e onde se encontra esse movimento de realização efetiva do sistema de Hegel? Ainda é um movimento materialista? Ou depois do idealismo e do materialismo existe alguma outra posição que precisa ser assumida pelo movimento para realizar efetivamente o sistema de Hegel?!


A realidade virtual é realização efetivamente materialista do idealismo ou é realização efetivamente idealista do materialismo?! Onde se encontra e como se encontra o movimento de realização efetiva do sistema de Hegel? O que é preciso fazer hoje para realizar efetivamente o sistema de Hegel? Marx falava da emergência do que denominou de intelecto geral e que tinha muito do que hoje aparece na informática, cibernética, internet, realidade virtual etc., então, precisamos saber o que fazer hoje com isso e se isso nos leva a realizar efetivamente o saber absoluto comum de todos?! Ou não passa de uma nova forma de continuidade do sistema no idealismo que interdita sua realização efetiva?!







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