segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Interpretação x Transformação, Escolástica x Trabalho, Necessidade x Liberdade
Sair do mundo das sombras do Amênti, sair do mundo dos mortos ou sair do mundo da morte da filosofia para entrar na prática da vida da sabedoria. Da teoria para a prática, da morte para a vida e da filosofia para a sabedoria.
O amor ao saber que define a filosofia não é suficiente porque é teoria e o que interessa não é a teoria do amor ao saber e sim a própria prática de viver o saber. O que importa não é teorizar e ser filósofo e sim praticar e ser sábio. Não é interpretar o mundo como resultante da subjetividade atomista o que importa e sim viver a transformação do mundo pela própria subjetividade humana.
No mundo resultante da subjetividade atomista vivemos na condição de criaturas ou de menores, mas num mundo resultante da transformação por nossa própria subjetividade humana vivemos na condição de criadores ou de maiores. No primeiro mundo desenvolvemos o amor ao saber dos intérpretes teóricos e no segundo mundo desenvolvemos o viver o saber dos trabalhadores práticos.
Sair da filosofia para a sabedoria, da morte para a vida, da teoria para a prática, da interpretação para a transformação, da escolástica para o trabalho, do aprendizado para a maestria, da formação para a obra, da menoridade para a maioridade, da necessidade para a liberdade, enfim, significa sair das sombras do mundo natural das criaturas para as luzes do mundo humano dos criadores.
Ser um produto das circunstâncias e da educação, ser uma criatura do destino ou ser uma criatura do meio ambiente mundano e ser um criador do mundo por seus próprios meios, ser um criador de liberdade, ser um produtor de circunstâncias e de educação.
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