domingo, 6 de setembro de 2015
Epicuro e Kant, sensibilidade e morte ou coisa em si
"Quando ela está, eu não estou. Quando eu estou, ela não está." Era assim que Epicuro dizia que a morte não era nada. E isso pode ter alguma relação com os princípios a priori da cognoscibilidade sensível do espaço e do tempo e a coisa em si incognoscível de Kant? Talvez. Quando os princípios a priori da cognoscibilidade sensível estão a coisa em si insensível é incognoscível. Quando os princípios a priori não estão a coisa em si insensível permanece incognoscível. A coisa em si permanece em si e são os princípios a priori da cognoscibilidade sensível do eu que estão onde e quando ela não está e não estão quando e onde ela está.
Identidade entre o eu vital ou a vida consciente de Epicuro e os princípios a priori da sensibilidade e cognoscibilidade de Kant, por um lado, e identidade entre a morte, segundo Epicuro, e a coisa em si, de acordo com Kant, por outro lado.
Vida e consciência sensíveis versus morte e inconsciência insensíveis. Ou vida e consciência sensíveis versus coisa em si inconsciente e insensível.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário