sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Onde se encontra o iluminismo, a luz ou o lado luminoso da força?!




A sede da ONU fica nos EUA. Desde a Segunda Guerra Mundial que a reconstrução da Europa e do Japão é devida aos EUA. O experimento da União Europeia é visto com bons olhos pelos EUA, como se fosse uma maneira de fazer algo parecido com os próprios EUA ainda que sendo mais próximo duma ONU de caráter regional. Os EUA querem um acordo de livre comércio com a União Europeia e antes dele conseguiram o Acordo de Parceria Econômica Estratégica Trans-Pacífico. Com as relações que já possuem com a União Europeia e com a Parceria Trans-Pacífico os EUA isolam a China e a Rússia, além de parcialmente a Índia, a África do Sul e o Brasil.


O Oriente Médio, parte da África e da Eurásia ficam sendo as regiões de guerra quente e a elas se acrescentam as instabilidades na região asiática (Cashemira, Coréias, Indonésia etc.). Com a constituição da Parceria Trans-Pacífico essa região de guerras quentes e de instabilidades fica cercada pela Parceria Trans-Pacífico de um lado e pela União Europeia & Otan do outro. Para os BRICS restam poucos espaços de manobras para que possam constituir alguma atividade econômica significativa que escape desse cerco.


Quais os projetos dos membros dos BRICS? O que querem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul? O Brasil costuma dizer que quer ser membro permanente de Conselho de Segurança da ONU, mas não possui bomba atômica. A Rússia parece querer recuperar seu prestígio de segunda potência mundial. A Índia possui bomba atômica e parece querer entrar como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU e garantir que poderá continuar sendo uma potência e sem sofrer ataques como os do Paquistão e os dos problemas na Cashemira. A China tem bomba atômica e é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, como a Rússia, e parece ter alcançado a condição de principal locomotiva econômica depois dos EUA. A África do Sul, como o Brasil, não possui bomba atômica, mas é o país mais desenvolvido do continente e parece querer garantir seu desabrochar como potência econômica.


Brasil, Índia e África do Sul parecem seguir uma linha e tradição pacifistas. A Rússia foi o principal contendor de um dos lados da Guerra Fria e costuma financiar guerras. A China também é fruto da Guerra Fria e já se envolveu como apoio em algumas guerras, mas procura se manter o máximo possível à parte do envolvimento direto nas guerras e em financiamentos às mesmas. Se existe uma linha guerreira ela é em primeiro lugar da Rússia (ofensiva), em segundo lugar da China (defensiva ofensiva) e em terceiro lugar da Índia (defensiva defensiva).


A União Europeia quer ajudar os refugiados porque quer ser ainda mais responsável sobre os países e as regiões que originam refugiados, ou seja, quer ter justificativas para intervir ainda mais nesses países e regiões. A Rússia resolveu assumir responsabilidade direta na Síria precisamente para se contrapor às intervenções humanitárias da União Europeia e dos EUA e por se encontrar sofrendo bloqueio e boicote econômicos da UE & dos EUA em função dos conflitos na Ucrânia.


A conquista definitiva dessa região para os EUA, a UE e o Trans-Pacífico significa separar Rússia, China e Índia de África do Sul e Brasil, bem como estabelecer uma parceria estratégica entre a OTAN e seu similar no Transpacífico. A conquista definitiva dessa região para a Rússia, a China e a Índia significa consolidar a parceria entre eles e com a África e o Brasil pelos Oceanos Índico e Atlântico Sul, bem como partes do Antártico e Ártico.


O cerco dos EUA com a OTAN & UE, de um lado , e Trans-Pacífico, de outro, empurra para a intensificação dos conflitos nos palcos do Mediterrâneo, Oriente Médio, Afeganistão, Ucrânia, Síria, Norte da África, região da Cashemira, das Coréias, Indonésia etc. Noutras palavras, a Rússia que é basicamente a região geográfica da Eurásia se sente diretamente atacada e, na Ásia, tanto a Índia quanto a China se sentem ameaçadas, invadidas e constrangidas. A África do Sul visa defender seu próprio futuro e o de seus próprios vizinhos africanos. O Brasil, que sempre teve no Atlântico Sul sua vocação, que nele conquistou o direito a mais de 200 milhas marítimas e que, com a descolonização e a globalização, conseguiu aumentar suas relações no comércio internacional, faz parte desse conjunto de países que sentem seu próprio desenvolvimento implicado com o desenvolvimento da África, por ser este o continente situado entre a Eurásia (Rússia), parte da Ásia (Índia e China) e parte da América do Sul (Brasil).


Os conflitos entre o Japão, a Coréia do Norte e a China aumentaram. O Japão conseguiu voltar a ter direito a Forças Armadas recentemente antes de celebrar a Parceria Trans-Pacífico. Esta, por sua vez, conseguiu ser feita com a inclusão dos chamados Tigres Asiáticos e isto significa que, aparentemente, estão unidos ao Japão e separados da China e da Coréia do Norte e também da Rússia e Índia. A China, então, se sente sob cerco e é por isso, ao que parece, que aumentaram seus conflitos com o Japão. A instabilidade e a possibilidade de conflitos armados só parecem aumentar e envolver agora diretamente os EUA a partir da Parceria Trans-Pacífico.


As máquinas teleguiadas, inteligentes e/ou os robôs já estão sendo usados nas guerras faz tempo e, agora, as coisas só tendem a piorar. Não aconteceu nada daquilo que cientistas, como Isaac Asimov, que também era escritor, pensaram, visando impedir que a inteligência artificial fosse usada como arma contra os humanos. Ao contrário, agora, é possível que o Japão, o mais avançado na robótica, saia do uso pacífico para o uso militar dos robôs. "Guerra nas Estrelas", com a qual Reagan batizou a estratégia dos EUA, e as guerras entre humanos e máquinas da série "Exterminador do Futuro" estão se tornando realidade. A ambientação da "Guerra nas Estrelas" é toda com as roupagens e as místicas atribuídas aos países do Oriente Médio & Árabes. Já a ambientação do "Exterminador do Futuro" envolve guerrilhas atuais em situações de guerra civil para, de um lado, evitar a hegemonia das máquinas inteligentes, e, de outro, para viabilizar a hegemonia das máquinas inteligentes sobre os humanos. Quem tem a hegemonia das máquinas inteligentes no mundo virtual é os EUA e o Japão, como já vimos, é o mais avançado no âmbito da robótica. Então, são eles que promovem a "Guerra nas Estrelas" e o mundo no qual as máquinas inteligentes imperam sobre os humanos e visam o extermínio dos humanos.


No entanto, aquilo que Asimov batalhou a vida inteira para tornar realidade com o advento da inteligência artificial e que chamou de "as três leis da robótica" é algo que, em "Guerra nas Estrelas" aparece como o lado luminoso da força e em oposição ao lado obscuro da força, ou seja, é possível ter dois tipos antagônicos de relações com a inteligência artificial. E isto também aparece como as habilidades de um hacker que faz guerrilhas contra o todo poderoso sistema de inteligência artificial usando o próprio sistema de inteligência artificial.


O agente da NSA dos EUA que acabou ficando na Rússia e que tinha como aliado um jornalista estadunidense que vive no Brasil é simplesmente alguém que, por uma questão de consciência, denunciou a enorme espionagem e o espantoso controle exercidos pelos EUA sobre o mundo inteiro e mesmo sobre seus próprios cidadãos, ou é alguém que, por uma questão de planejamento estratégico, foi levado a denunciar, trazer à tona revelações do poderio dos EUA e a ficar na Rússia precisamente porque os EUA precisavam chamar adversários para o combate. E, mais do que isso, precisavam plantar observadores na Rússia e no Brasil que, quando se tornasse necessário, trariam à tona informações da Rússia e do Brasil, em conflito com suas consciências estadunidenses. Ou seja, eles seriam espiões estadunidenses mesmo quando não quisessem ser e isto seria parte do planejamento estratégico feito com o uso da inteligência artificial das máquinas. Esses estadunidenses que entram em confronto com o sistema em nome da liberdade viriam no futuro a entrar em confronto com a Rússia e o Brasil em nome da liberdade. Eles trazem e difundem o ideal de liberdade dos EUA e de forma tão consistente e poderosa que são capazes de lutar contra os próprios EUA em nome desse ideal de liberdade. Mas também são eles mesmos que são capazes de considerar que o ideal de liberdade não só não é assumido como está sendo inteiramente minado pela Rússia e o Brasil, daí que, em nome desse ideal de liberdade, sejam capazes de retornar aos EUA para combater as ameaças ainda maiores que as dos EUA ao ideal da liberdade que são aquelas oriundas da Rússia e do Brasil.


Ou seja, o planejamento estratégico de espionagem e controle da inteligência artificial plantou espiões e controladores que espionam e controlam para os EUA apesar de suas inteligências humanas se recusarem a espionar e controlar para os EUA. Ainda que a denúncia de suas inteligências humanas seja efetivamente real, estas inteligências humanas não percebem que estão sendo usadas pelo planejamento estratégico da inteligência artificial e isto porque culturalmente estão imersas quase que exclusivamente na cultura estadunidense da liberdade, logo, consideram que agiram todo o tempo como lutadores da liberdade, seja quando denunciaram a NSA, seja quando denunciaram a Rússia e o Brasil. Todo o tempo estes assumidos lutadores do lado luminoso da força foram usados pelo lado obscuro da força. As boas intenções da consciência de si libertária foram todas usadas pelo lado obscuro da força. Como se efetivam as liberdades reais do ser que usa o lado luminoso de si mesmo?!



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