quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Críticas e automáticas atividades mortas versus oportunas e humanas atividades vivas?!
A especialista em finanças pessoais do Jornal da Globo, Mara Luquet, faz uns dois dias, comentando uma reportagem sobre o grande poder de compra ou de consumo das comunidades, ao observar que isso resultava da pesquisa de mercado feita pelas pessoas dessas comunidades, falou, salvo engano, que "faltava emprego mas sobrava trabalho", dando a entender que "trabalho" eram os empreendimentos que davam certo e traziam à tona o alto poder de compra e de consumo dessas comunidades. Bernard Stiegler é autor de "L'emploi est mort, vive le travail!" ("O emprego está morto, viva o trabalho!"/https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=bernard+stiegler+l%27emploi+est+mort) e vem divulgando que o emprego se encontra condenado à morte, enquanto que o trabalho está livre para viver.
Que eles estão dizendo?! Que as grandes empresas que dão emprego em massa à mão de obra estão em falta, seja por causa da "crise", seja por causa da "automação"; enquanto que os empreendimentos que dão trabalhos específicos à mão de obra estão florescendo, seja por causa da "oportunidade", seja por causa da "humanização".
Tanto a "crise" quanto a "automação" produzem o desemprego da mão de obra, quer dizer, a desumanização (crise e automação) das grandes empresas produz a humanidade desempregada. Mas o excesso de mão de obra ou energia humana sem emprego produz a "oportunidade" e a "humanização" do trabalho, ou seja, a "crise" e a "automação" liberam para a "oportunidade" e a "humanização" do trabalho.
O emprego em massa das grandes empresas está ligado a atividades repetitivas e sem vida que podem perfeitamente ser executadas por máquinas automáticas. Os trabalhos específicos dos empreendimentos em expansão estão ligados a atividades flexíveis e vivas que ainda não puderam ser deixadas aos cuidados de máquinas automáticas. Estas máquinas automáticas podem até mesmo ser usadas em grande quantidade pelos trabalhos específicos em expansão mas numa relação de dependência da informação "oportuna" e "humana" que entra nas "críticas" e "automáticas" máquinas "mortas" como "vida", melhor, como "emprego" para essas "críticas e automáticas máquinas mortas".
Então, podemos concluir que o "viva o trabalho" se trata de "oportunas e humanas atividades vivas" num mundo com "críticas e automáticas máquinas mortas"?!
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