terça-feira, 13 de outubro de 2015
O fetichismo da mercadoria é o imperativo categórico do valor?!
O escândalo do atentado na Turquia apontando a autoria para o governo só confirma a estranha maneira adotada pela Turquia para ajudar os EUA a combater o Estado Islâmico. Quando ela ataca o EI o alvo é deslocado para os curdos e o EI sai ileso dos ataques. E agora quando ela ataca os manifestantes curdos ela desloca a autoria para o Estado Islâmico.
Mas, o escândalo maior não são os EUA fingir que acreditam no governo turco e sim fingir que estão combatendo o Estado Islâmico na Síria, no Iraque e com a ajuda da Turquia. A saída da região com a entrada da Rússia, com o crime de guerra para os Médicos Sem Fronteiras e erro para os EUA no bombardeio do hospital no Afeganistão, parece indicar que os EUA querem sair de cena antes que não possam mais fazer parecer verdade o que é fingimento?!
Mas, qual é a política dos EUA com aqueles que treina e financia para guerrear? Bin Laden é o exemplo. Porém, antes dele são os diversos casos de ex-soldados veteranos de guerra dos EUA que cometeram assassinatos em série de cidadãos estadunidenses e depois se mataram, quase como se fossem homens-bomba. Homicida-suicida parece ser o resultado a que chegam veteranos de guerra dos EUA e também de grupos treinados e financiados pelos EUA, como a Al Qaeda. Deve vir daí a suspeita relativa ao Estado Islâmico.
O Estado Islâmico, dizem especialistas, foi financiado pela Arábia Saudita, Qatar, potências ocidentais e pela Turquia. Ora, como a nação mais bem informada do mundo pode não saber disso?! O financiamento da Arábia Saudita, do Qatar, da Turquia e de outros conservadores árabes é reconhecido pelos mais diversos especialistas. Os EUA só fingem porque querem manter relações com seus aliados conservadores, dizem os especialistas. E, por isso mesmo, no momento oportuno podem vir a se livrar do EI, porque a política oficial dos EUA é a que eles fingem, logo, é o fingimento que deve ser mantido como a política verdadeira enquanto que as atividades verdadeiras dos EUA devem ser mantidas sob sigilo e meramente como meios para manter a política verdadeira ou oficial, que é fingimento.
A argumentação que justifica o fingimento é chamada de pragmatismo e de Realpolitik, portanto, ainda que seja conhecida como atividade estadunidense não é exclusiva dos EUA e é adotada pela Alemanha, Rússia, França, China etc. De modo que "a verdade", como observou um amigo que mora na França, "é cinza, não é clara e distinta como queria Descartes". Claro e distinto é o fingimento e o imperativo categórico também é o fingimento, ou seja, eles só existem como política oficial, já que a verdade real é clandestina, oculta, cinza, imperativo hipotético.
Será que a explicação disso é que o fetichismo da mercadoria é o imperativo categórico da produção do valor?!
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