segunda-feira, 12 de outubro de 2015
É hora da intervenção dos EUA no último país do Eixo do Mal?!
Quem está efetivamente disputando com os EUA é a Rússia, então como considerar que quem pode disputar com os EUA é a China? Se a Rússia está disputando com os EUA é porque ela pode, certo?!
O chamado Eixo do Mal começa composto por Irã, Iraque e Coréia do Norte e, em seguida, inclui Cuba, Líbia e Síria.
O balanço atual mostra o Iraque em guerra civil sem fim depois de ter sido arrasado pelos EUA, mostra a Líbia em situação similar. Saddam Hussein foi preso, condenado e morto pelos EUA. Muamar Kadafi foi morto por milícias da Líbia. A Síria se encontra em guerra civil com apoio de interventores da UE e dos EUA que querem derrubar Assad, mas agora este conta com a intervenção direta da Rússia que visa combater o mais organizado grupo terrorista que é o Estado Islâmico. O Irã que estava sofrendo boicote chegou a um acordo com os EUA e não está mais sob bloqueio econômico e, inclusive, dá apoio à Rússia no combate ao Estado Islâmico e na defesa do governo de Assad. Cuba está em franco processo de distensão de relações com os EUA e quase chegando a um acordo que termine de vez com o bloqueio econômico de Cuba imposto pelos EUA. A Coréia do Norte permanece sofrendo bloqueio econômico e se mostrando disposta a guerrear com a Coréia do Sul, o Japão e os EUA. A China, que consegue manter algum controle sobre a Coréia do Norte, continua querendo ser reconhecida como economia de mercado, mas, ao mesmo tempo, também se mostra disposta a se defender do Japão e dos EUA a propósito de questões fronteiriças envolvendo a disputa territorial de ilhas na região. Além disso, a atual militarização do Japão e, em especial, a Parceria Trans-Pacífico obstaculizam seus esforços por ser reconhecida como economia de mercado e a fazem sentir necessidade de se defender com uma economia de guerra.
A estratégia dos EUA parece ser a de dar um "alívio" na região do Oriente Médio e de elevar a "tensão" na Ásia, em especial, ao redor da China. Mas, o Brasil também se encontra sob esta elevação da tensão e, ao que parece, sem muita chance de acordo com a UE e com os EUA, vai precisar muito mais da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul do que antes. E é o "alívio" no Oriente Médio que tenderá a fortalecer as relações do Brasil com estes países no chamado BRICS, já que este "alívio" deixaria livre espaços de manobras para esses países se firmarem na região que sobra para eles entre a OTAN e a Parceria Trans-Pacífico. Porém, com certeza, em algum grau, o Brasil conseguirá fazer acordo com a UE e com os EUA, já que o "alívio" nas relações com Cuba e as influências de UE e dos EUA no Atlântico Sul, na África do Sul e na Índia não serão jogados fora.
Os EUA vão abrir mais uma frente de guerras na Ásia?! Querem intervir no último componente do Eixo do Mal, a Coréia do Norte, que não chegou a nenhum acordo e que se mostra disposto a ir à guerra?!
Os "alívios" com Cuba, Irã e Síria seriam para promover o "aperto" na Coréia do Norte?! E até onde o ataque à Coréia do Norte não é um ataque à China?!
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