domingo, 11 de outubro de 2015

Então, são os chineses que podem disputar com os EUA?!




A China é responsável pela Coréia do Norte, mas ela mesma optou por um novo modelo baseado nos EUA. O Vietnã também optou pelo novo modelo inspirado nos EUA, mas de um modo muito mais comprometido do que a China, até porque com a China ele já teve conflitos armados, dos quais, aliás, saiu vitorioso na defesa de seu território.


A China está ocupada em conseguir seu reconhecimento definitivo na OMC como economia de mercado para poder participar sem impedimentos e taxações no comércio internacional com outros países.


Os EUA dizem que fizeram a Parceria Trans-Pacífico para se contrapor à China que permanece sendo uma potência que abre os mercados dos diversos países no comércio internacional mas continua fechando os seus próprios mercados.


Os EUA estão se afastando da Síria e parece que também do Afeganistão e de toda a região e isto quando a Rússia entra na Síria e os EUA fazem a Parceria Trans-Pacífico. Ou seja, os EUA parecem dar uma folga para que a Rússia tenha vez na região entre a Otan e a Trans-Pacífico, logo para que ela fique no território que sobrou para ela e que vem sendo indicado como o composto pelo BRICS.


Os EUA, ao contrário de Israel, estão dispostos, como a UE, a reconhecer o Estado Palestino e, agora, com a Trans-Pacífico, podem ficar ainda mais dispostos. Os EUA parecem reconhecer que precisam dar espaço para a Rússia para melhor exercer seus controles e espionagens por toda parte. A Rússia tinha conseguido o apoio da extrema-direita da UE, mas, ao que parece, ele mingou depois que a UE se manteve relativamente aberta para receber os refugiados e imigrantes. A Rússia parece então ter percebido que tinha de garantir seus interesses de maneira direta e, por isso, foi intervir na Síria já que não poderia impedir a Parceria Trans-Pacífico nem tinha conseguido que o nacionalismo de extrema-direita contrário à UE a deixasse em paz na Ucrânia. A China se viu novamente contrariada nos seus esforços de ser reconhecida como economia de mercado pela OMC, mas não devido à própria OMC e sim devido à constituição da Trans-Pacífico e à constituição de Forças Armadas pelo Japão que fragilizam ainda mais China porque ocorrem precisamente quando ela reduz sua participação na produção e no mercado mundial para fazer reformas internas que a tornem mais aceita mundialmente como economia de mercado, ou seja, as forças internacionais parecem estar intervindo diretamente nas suas reformas internas ou, pelo menos, parecem estar querendo influir decisivamente nas suas próprias reformas internas e isto é algo inaceitável para a China, daí que ela reforce seus exercícios militares e poderios defensivos bem como seu apoio à Coréia do Norte. E, isso ocorre, logo no momento que ela se decidiu pelo aprofundamento no modelo dos EUA e na recusa do modelo da Coréia do Norte, o qual, por sinal, teve origem na própria China.


A retirada relativa da China do mercado mundial para poder ser reconhecida internacionalmente como economia de mercado nas atuais condições colocam para a China uma disjuntiva. Ou seja, em lugar duma retirada da economia de mercado mundial para desenvolver a economia de mercado interna fazer uma retirada da economia de mercado mundial para desenvolver ainda mais a economia interna sem mercado ou ainda fazer um retorno imediato à economia de mercado mundial adiando as reformas internas ou, finalmente, fazer aceleradamente as reformas internas para ser logo reconhecida como economia de mercado e voltar em melhores condições assegurando sua posição frente ao cerco da Trans-Pacífico e conseguindo superá-lo ou ultrapassá-lo, já que, como dizem, são os chineses que fazem das crises oportunidades, logo, são eles que conseguem permanecer com o Tao.


Então, são os chineses que podem disputar com os EUA?!



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