domingo, 4 de outubro de 2015
Criar o novo no novo, criar o novo no velho e criar o velho no novo
Criar um novo mundo no novo mundo é o feito dos EUA. Criar um novo mundo no velho mundo é o feito da revolução francesa de Napoleão Bonaparte. Criar um velho mundo no novo mundo é o feito dos processos latino-americanos de Independência da Espanha e de Portugal.
A facilidade de criar o novo no ambiente novo aproxima e faz coincidir a mudança inovadora com a interpretação inovadora de modo que, para o criador inovador, mudar o mundo é o mesmo que interpretar o mundo, já que para ele não existe diferença entre mudança e interpretação, então ele é direto porque sua interpretação é mudança e sua mudança é interpretação. Um exercício ou uma prática pura e simples do eu, da subjetividade, do puro e simples egoísmo.
A dificuldade de criar o novo no ambiente velho afasta e faz dissociar a mudança inovadora da interpretação conservadora de modo que, para o criador inovador, mudar o mundo é diferente de interpretar o mundo, então ele é direto e é ele mesmo quando vai mudar o mundo mas é indireto e diferente dele mesmo quando interpreta sua mudança do mundo, isto porque o novo mundo é antes de tudo sua subjetividade e o velho mundo é antes de tudo sua objetividade e para a sua subjetividade criar o novo mundo ela precisa sair de si mesma e entrar na objetividade, a qual, por sua vez, é o velho mundo que, para ser mudado, precisa deixar de ser objetivo e entrar na subjetividade. Um exercício ou uma prática mais complexa do eu, da subjetividade, do egoísmo cindido na forma duma esquizofrenia paranoide entre o autêntico e o farsante etc.
A facilidade de criar o velho no ambiente novo esconde a dificuldade/incapacidade de fazer mudança inovadora e só demonstra a capacidade de fazer interpretação conservadora de modo que, para o criador conservador, mudar o mundo é apenas e exclusivamente interpretar o mundo, já que para ele só existe criação do velho ou da interpretação do mundo, então, para ele, interpretar o mundo é escolher entre as interpretações existentes e vestir e combinar as diferentes interpretações no novo ambiente. Um exercício ou uma prática do eu, da subjetividade, do egoísmo como mera farsa, pura antropofagia, puro tropicalismo, simples consumismo, a pura e simples alegria de ser farsante e farsa. A mudança e/ou o novo, nesse caso, se encontra no ambiente novo, na objetividade do novo mundo e o ser objetivo do novo mundo ou o ser objetivo da mudança pode e deve ser encontrado objetivamente desnudo de interpretações e sob todas as interpretações e roupagens do ser subjetivo do velho mundo, ou seja, o ser objetivo da mudança, da inovação ou do novo mundo que pode e precisa ser encontrado é o ator.
Faltou falar de criar o velho no velho.
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