domingo, 16 de agosto de 2015

A dramaturgia, quem pode com ela?!/Impeachment? Não!!!... LIBERDADE!!!


                                                                                                                                             15/03/2016



Esta monstruosidade, a dramaturgia, quem pode com ela?


O PT nasceu como a mais completa afirmação do Manifesto do Partido Comunista, de Marx & Engels, e dos Estatutos da Associação dos Trabalhadores, também escritos por Marx, ou seja, ele nasceu como o mais genuíno partido dos trabalhadores que toda a teoria de Marx pensou no século XIX, por isso, ele pareceu ser um acontecimento estrondoso no Brasil e no mundo. E era de tal monta o espectro ou o fantasma que ele representava que Lech Valessa, líder do movimento dos trabalhadores poloneses que lutavam contra o comunismo soviético, rejeitava a aproximação com o PT por ver nele um partido ainda mais clássico que o dos comunistas soviéticos. No entanto, ambos PT e Solidariedade, eram componentes do mesmo fenômeno histórico e que era o da afirmação dos trabalhadores pelos próprios trabalhadores, sem a interferência de doutrinas nem de reformistas sociais, ou seja, seus dirigentes eram mesmo os próprios trabalhadores e não os quadros doutrinários e revolucionários de socialistas, comunistas etc.


O PT parecia ter saído dos escritos de Marx e adquirido vida, mas com uma personalidade histórica ainda mais perfeita do que aquela descrita nos textos de Marx. O PT era efetivamente o partido dos trabalhadores que os textos de Marx tinham anunciado, ou seja, ele nasceu no interior do movimento dos trabalhadores e já nasceu se “forjando como partido” e foi só depois disso que ele veio a criar a sua central sindical, portanto, ele nasceu das greves dos trabalhadores por meio das quais os trabalhadores se afirmaram e organizaram em classe e, por conseguinte, em partido político. Tal qual Marx tinha escrito no Manifesto: a luta de classes conduzia os trabalhadores a se “organizar em classe e, portanto, em partido político” e o PT tinha feito exatamente isso, tinha afirmado literalmente essa passagem do Manifesto. O PT era fantástico, maravilhoso e atraía irresistivelmente toda a esquerda e de um modo ainda mais perfeito porque nasceu fazendo a tão famosa “unidade da diversidade”, que Marx tinha descrito no “Método da Economia Política”, e que, na verdade, era a aplicação mais completa que já existiu dos Estatutos da 1ª Internacional dos Trabalhadores, a de Marx, porque nele existia espaço e tempo para que todas as mais diversas correntes do movimento social dos trabalhadores pudessem se abrigar. O PT era um fenômeno social e político de importância mundial, internacional, ou seja, “nunca antes na história do Brasil e do mundo existiu um partido dos trabalhadores como o PT liderado pelo Lula”.


O socialismo democrático do PT era a maior das singularidades que já tinha vindo a ser no mundo, porque se diferenciava da socialdemocracia europeia e do social-burocratismo soviético. Em parte alguma do mundo já tinha vindo a ser uma tal singularidade. O socialismo democrático do PT era efetivamente o que de mais revolucionário já tinha vindo à existência no mundo. O mundo inteiro estava encantado e intrigado com a singularidade do socialismo democrático do PT e agentes da socialdemocracia europeia e do social-burocratismo soviético vinham ver de perto o PT e tentar desvendar o seu grande feito. Qual era o seu enigma? Se perguntavam todos.



O PT era a realização efetiva na história do mito do partido dos trabalhadores porque veio à existência precisamente quando o Neoliberalismo foi lançado no mundo, quando o socialismo real entrava em decadência e derrocada no mundo, quando o Brasil dava início àquilo que foi chamado de a “década perdida”, enfim, quando o Estado do Bem-Estar Social (o qual, geralmente, é visto como uma defesa dos interesses sociais dos trabalhadores pelo Estado e contra o mercado) foi enterrado pelo Neoliberalismo surgiu o PT, quando o dito Socialismo ou Comunismo Real de Estado entrava em decomposição surgiu o PT, quando o desenvolvimentismo entrava em colapso no Brasil surgiu o PT. Então, o PT, para além do mito e como agente real, surgiu como parte integrante e componente irresistível do Neoliberalismo.


O PT esperou a virada do século e só chegou ao poder quando o socialismo já não se colocava mais na pauta política e social em parte alguma. Agora, só existia mesmo o problema da democracia e do terrorismo do fundamentalismo religioso. Lula, o líder do PT, eleito presidente do Brasil chegou a ser chamado de “o cara” pelo Barack Obama dos EUA, o mais poderoso dos presidentes do mundo.


A política social do PT, reclame ele do FHC ou não, foi a das bolsas que se reuniram numa só, a que foi chamada de Bolsa Família. E esta política social foi proposta pelo chefe neoliberal dos chamados Chicago’s Boy, o Milton Friedman. Este economista argumentava que era preciso fornecer dinheiro para que os pobres e/ou os sem dinheiro pudessem consumir as mercadorias e, desse modo, ativar a economia. Esta se tornou a doutrina de Lula. Não só com o Bolsa Família, mas em tudo que signifique aumentar o consumo e manter a economia ativa por meio da maior circulação monetária.


Mercado máximo era o grito do Neoliberalismo e também foi o do Lula e do PT.


Tinha um crítico que dizia que no Brasil as ideias e as pessoas/classes estão fora de lugar. É isso que o PT em toda sua trajetória, desde sua origem até agora, demonstra: Mito, realizado por estar fora de lugar e Monstruosidade Real por ser inseparável do capitalismo neoliberal.


Marx, depois disso, só é autor de mitos ou sua crítica ainda tem vez? Se tiver vez, então como se combate o capitalismo e como os trabalhadores se libertam da produção do valor e/ou da mercadoria?! Eles efetivamente visam sair da condição de meras mercadorias?! Em caso positivo, como?! Forjando o Partido dos Trabalhadores?! O PT demonstrou que isso não passa de um mito, então como podem os trabalhadores se libertar?! O interesse de se libertar da produção do valor/mercadoria não é dos trabalhadores?! É de quem?! E como se organiza a luta para fazer esta libertação da mercadoria ou produção do valor?!


A dramaturgia fora de lugar é a do determinismo que, nos enganando, faz crer que praticamos a dramaturgia do acaso. Como saímos do mercado?! O Estadão soviético, que suprimiu o mercado, assim que desmoronou trouxe à tona o mercado e todas as instituições da sociedade civil anterior desde a Igreja Ortodoxa até a mais avançada instituição financeira, ou seja, o Estado não pode acabar com o mercado porque, como dizia Marx, ele é resultado ou efeito da sociedade civil e não causa nem determina a sociedade civil. A saída do mercado se faz por meio da sociedade, mas duma sociedade que se torna comunidade, quer dizer, faz dos produtos não mais mercadorias e sim produtos de uso comum ou equipamentos sociais e comuns dos usuários.


Como se faz isso?! Com qual dramaturgia?!                                                                                      


                                                                                                                                         
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Impeachment? Não!!!


Dilma foi responsável pelos Ministérios das Minas e Energia e da Casa Civil. Foi na área do primeiro que veio a ocorrer os problemas de corrupção (ao que parece relacionados à descoberta do pré-sal), também os problemas de energia hidrelétrica (ao que parece relacionados aos desmatamentos das matas ciliares legitimados pelo Novo Código Florestal). Foi na área do segundo que ocorreu o mensalão, ainda que não sob seu comando.


Ainda que se procure até agora não há nada que possa justificar uma tal medida contra a Presidente Dilma Rousseff. Se pode não gostar e discordar dela, mas é preciso reconhecer que esse direito de pensar diferente vem sendo garantido por ela mais do que por qualquer outro governo brasileiro do nosso passado recente. A liberdade é o valor mais prezado pela Presidente Dilma e, até agora, ela não deixa a menor dúvida que aguenta as críticas precisamente porque respeita a liberdade de quem as faz. Os direitos democráticos de livre organização e livre expressão são o maior espetáculo do governo Dilma Rousseff. E, em especial, do segundo governo Dilma Rousseff que revela para o mundo inteiro aquilo que se encontra no cerne da Presidente e que foi denominado em sua campanha de "coração valente", ou seja, é o mesmo brado, do herói escocês interpretado por Mel Gibson  que define toda sua trajetória e posição políticas: LIBERDADE!!!


https://pt.wikipedia.org/wiki/Dilma_Rousseff#cite_note-40

http://pib.socioambiental.org/pt/noticias?id=33580



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