sexta-feira, 14 de agosto de 2015
A que se entrega o coração valente da pátria educadora?!
Ele condenou o responsável pela Peste de Tebas ao ostracismo. Investigou e descobriu que a Peste era consequência do parricídio e do incesto cometidos pelo criminoso. Finalmente, descobriu que ele próprio era o autor dos crimes e da Peste, então partiu para o ostracismo cumprindo a pena que havia estabelecido.
Getúlio Vargas não fez isso tampouco o fez Jango, ambos resistiram aos golpes até o cometimento do suicídio real e do suicídio político. O ato de Jânio Quadros é inteiramente diferente porque não há resistência nem autenticidade no seu ato de renúncia, o qual é consequência das forças alheias e não das próprias forças do suicida nas circunstâncias. O ato de Jânio Quadros entrou para a história como o de um golpista e farsante. Collor sofreu um impeachment e, apesar da tragédia familiar, posteriormente foi absolvido das acusações, ou seja, em momento algum assumiu qualquer responsabilidade, exceto ao tentar renunciar pouco antes de ser declarado seu impeachment pelo legislativo.
Um uso público da razão através do qual, aquele que condena o crime, investiga, descobre o criminoso e executa a condenação de si próprio pode parecer algo surpreendente mas é inseparável da obediência daquele que raciocina por si mesmo, inseparável da filosofia da razão prática que se realiza como dever, como disciplina.
O tal coração valente da Dilma é capaz de tamanha tragicidade tal qual foi capaz o "Coração Valente" do filme de Mel Gibson e do lendário herói escocês?! Condenar e executar a si próprio não arredando um milímetro do dever ou disciplina de bradar: "Liberdade!!!!!!!"?!
Garantir e promover a liberdade mesmo que signifique a condenação e execução de si própria?! É este o coração valente da Dilma e também é um uso público da razão através do qual Dilma Roussef vai além de Getúlio Vargas e de João Goulart no alcance da grandeza dum ato esclarecedor e educador como o de "Édipo-Rei"?!
Bradar e realizar a liberdade mesmo que implique no sacrifício de si mesma é a que se entrega e o que faz o coração valente duma pátria educadora?!
Se entrega à liberdade como dever e disciplina do uso público da razão?!
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