domingo, 21 de junho de 2015

O xis da questão: o real e o imaginário/real imaginário e imaginário real




O simples consumo humano, quer dizer, por meio das atividades de coleta e de caça já se diferencia dos demais animais não apenas pelo uso e produção de instrumentos nem apenas pelo uso e produção de um habitat próprio mas principalmente pelo uso e produção do fogo e pelo uso e produção da pintura e, por aí, de sinais até chegar à escrita.


Com o uso do fogo o consumo humano já não é mais simples e sim inteiramente diferente de todos os demais animais, alterando o ambiente de um modo que nenhum outro animal consegue, logo, demarcando também o ambiente no qual o humano está presente. Com o uso da pintura o consumo humano é ainda mais complexo porque agora o uso e a produção da imaginação participam dele, ou seja, surge ao lado e como "concorrente" da Natureza real a Natureza imaginária e, esta última, é afirmada como sendo exclusivamente humana. O chamado trabalho humano é uma concentração dessa Natureza imaginária humana e tem por finalidade fazer com que esta Natureza imaginária humana alcance seu objetivo de efetivação real e mais completa possível da Natureza real. É nisso, nessa dialética, que o pensamento de Hegel permanece insuperável e muitíssimo materialista com sua fórmula dita idealista segundo a qual "todo racional é real e todo real é racional" e vice-versa.



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