domingo, 1 de março de 2015

Estoicos, céticos e epicuristas




Três tipos de propriedade, de classe, de filosofia, de revolução. E cada um dos tipos no seu desenvolvimento pode ter três tipos de comportamentos: um que é do seu próprio tipo e dois que são desvios dos ou para os outros tipos.


Se, por exemplo, no desenvolvimento do sindicalismo e do partido dos trabalhadores tais organizações institucionais forem consideradas como propriedades fundiárias dos trabalhadores, quer dizer, como terreno ou território exclusivo dos trabalhadores de modo que os trabalhadores que não estão no seu interior não são considerados trabalhadores, logo, só os trabalhadores que se manifestam de acordo ou em nome dos sindicatos e do partido são considerados trabalhadores.


Por outro lado, se, por exemplo, os sindicatos e partidos dos trabalhadores forem considerados como meios de produção, quer dizer, como instrumentos ou máquinas de produção exclusivas dos trabalhadores de modo que só através do desenvolvimento de suas organizações que se pode identificar e aceitar que se está diante de comportamentos típicos de trabalhadores, logo, só as organizações dessas máquinas podem se manifestar, melhor, só as manifestações organizadas por essas máquinas sindicais e partidárias são consideradas como sendo tipicamente dos trabalhadores.


Finalmente, se, por exemplo, os sindicatos e partidos de trabalhadores forem considerados como associações das forças humanas de trabalho, quer dizer, como sociedades exclusivas das associações das próprias forças humanas de trabalho ou exclusivas das associações dos si próprios dos trabalhadores de modo que só através das associações que os si próprios dos trabalhadores fazem ou que as próprias forças humanas de trabalho fazem, quer dizer, que se manifestam e se organizam como associações dos próprios trabalhadores, melhor, da forma típica das próprias forças humanas de trabalho se associarem, é que fica claro que as manifestações, as associações e as organizações feitas pelos próprios trabalhadores e independentes dos sindicatos e dos partidos são associações típicas dos trabalhadores que são proprietários exclusivos de si mesmos ou de suas próprias forças humanas de trabalho. É por isso que as comuna e os conselhos de trabalhadores são as formas típicas e mais autênticas das associações dos trabalhadores.


É evidente que, nos sindicatos e nos partidos organizados como propriedade fundiária e como máquina de produção, tende a ocorrer o privilégio, a hierarquia, a corrupção e as políticas que favorecem os proprietários fundiários e os proprietários dos meios de produção bem como que desviam os proprietários de suas próprias forças de trabalho para favorecer, agir como, desejar ser e se tornar proprietário fundiário e proprietário de máquina de produção ao mesmo tempo que desfavorece, age contra, deseja negar e nega os proprietários exclusivos de si mesmos ou de suas próprias forças humanas de trabalho que são os trabalhadores eles mesmos.


De um modo geral o sindicato e a central sindical tende a se organizar como propriedade fundiária e, por isso mesmo, o trabalhador acaba tendo conflitos de identidade com tais organizações. Os partidos, por sua vez, tendem a se organizar como máquinas de produção e, por isso, também, de igual modo, acabam despertando conflitos de identidade dos trabalhadores com tais organizações. As comunas, os conselhos e as formas de organização direta dos trabalhadores tendem a se organizar inteiramente de acordo com os próprios trabalhadores e, por isso, também, acabam tendo conflitos com os sindicatos e com os partidos que procuram deformá-las e suprimí-las.


A coincidência dos sindicatos, dos partidos e das comunas, conselhos ou formas diretas de associação dos trabalhadores tende a ser a aparição e a conjuntura da prática revolucionária.

Estoicos, céticos e epicuristas.



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