sexta-feira, 6 de março de 2015

Eterno retorno e prática revolucionária




Os donos de si mesmos ou de suas forças humanas de trabalho também são os donos de suas próprias naturezas humanas e [da energia] do trabalho exercido por suas naturezas humanas. Nesse sentido, o super-homem de Nietzsche também se posiciona como dono da natureza humana que decididamente explora, enquanto que os donos de suas próprias forças humanas se posicionam como decididos desenvolvedores de suas forças humanas. Ambos agem sobre a natureza humana. Um retira dela as forças para a realização do super-homem. Já as próprias forças da natureza humana aumentam suas próprias forças realizando o autodesenvolvimento da natureza humana. Novamente retorna o tema da terceira tese de Marx sobre Feuerbach. O eterno retorno das forças divididas da doutrina materialista da mudança das circunstâncias e da educação que esquece que são os humanos que mudam as circunstâncias e que o educador precisa ser educado. A prática revolucionária das forças multiplicadas dos humanos que mudam as circunstâncias e dos humanos que mudam a si mesmos. Eterno retorno é algo que gira e volta. Prática revolucionária é algo que gira e volta. O eterno retorno é giro em torno do mesmo e volta do mesmo-outro. A prática revolucionária é giro em torno de si e volta de si mesmo-outro. Por mais próximos e semelhantes que pareçam partem de posições antagônicas e visam resultados antagônicos.


- Que coisa significativa!!!


- Que coisa insignificante!!!

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