quarta-feira, 25 de março de 2015

Risco de Dissolução da União Européia




Europa. O que mais caracteriza a Europa na história, seja local ou mundial, é a cultura. É o diferencial cultural nascido na Grécia Antiga: a filosofia. Até o mais consistente Império Europeu, o Império Romano, reconhecia e se subordinava à superioridade e excelência da filosofia da Antiga Grécia.


Mas, os tempos mudam. Não só com o advento do Império Romano, nem tão só com o advento do Cristianismo com o qual, aliás, contamos a passagem do tempo histórico, 2015 Depois de Cristo, mas, principalmente, com o advento da modernidade e contemporaneidade européias, porque desde então a filosofia da Antiga Grécia teve na filosofia da Moderna e Contemporânea Alemanha uma companheira à altura. A desenvoltura da filosofia na Alemanha se tornou tamanha que ela não só passou a ser conhecida como a Nação Moderna e Contemporânea da filosofia como ainda se popularizou que "só é possível filosofar em alemão", ainda que pareça expressar uma xenofobia que não é nada filosófica, muitos tendem a se dobrar e reconhecer que a filosofia atual só se expressa de forma livre e desenvolta em alemão.


Claro que a Grécia teve em Esparta os seus famosos e hegemônicos guerreiros. A Alemanha nesse aspecto não ficou para trás e ameaçou o mundo com duas grandes guerras e na última assustou muito o mundo com o nazismo, portador de um tipo de mobilização nacional similar ao de Esparta e com a exploração genocida dos judeus muito similar à população dos Hilotas que anualmente sofriam genocídio com o ritual da Krypteia.


Mas, se foi a filosofia quem venceu na Grécia através dos guerreiros da Macedônia, também foi a filosofia quem venceu na Europa através da aliança dos guerreiros da Inglaterra, dos EUA e da URSS.


Porém, se foi o Império Romano o sucessor do Macedônio. Foi o Império dos EUA o sucessor do Império Britânico. Em ambos os casos é o Direito quem exerce a hegemonia. No primeiro caso, o famoso Direito Romano e, no segundo, os famosos Direitos Humanos (ainda que os EUA os desrespeite seguidamente, aliás, o mesmo se pode dizer do Império Romano).


Pois bem, agora estamos numa encruzilhada. Precisamente durante o processo de construção da União Européia, no qual vigora tanto a cultura característica da Europa Contemporânea sob a hegemonia econômica da Alemanha e a hegemonia política da França, a qual, aliás, é a representante dos Direitos Humanos na Europa desde a Revolução Francesa, quanto vigora também a cultura dos Direitos Humanos dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial, precisamente nesse processo de construção com essas características surge o risco de a Europa se descaracterizar por completo  ao lançar fora o seu grande marco cultural: a Grécia. Como se a Alemanha atual não quisesse antepassados culturais e quisesse fundar uma Nova Era, um Novo Reich. Nada pode soar mais nazista do que isso e, portanto, menos filosófico do que nunca, logo, o que está em risco é precisamente a dissolução da União Européia.


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