sábado, 7 de março de 2015
Todo o verdadeiro problema é o da história subjetiva, social, afetiva, humana etc. não ser o da exploração do humano pelo humano
"Esse texto me parece mais explícito, fora o último parágrafo um pouco mais complicado, mais se pode entender a problemática."
[Se refere ao último parágrafo do texto publicado no blog sob o título de "Eterno retorno da exploração humana ou vir a ser da história sem exploração humana?"]
Graças a sua observação na mensagem de e-mail fiquei consciente de algo muito evidente que eu simplesmente pareço não perceber de propósito. É evidente que consciência de si é próprio dum sujeito consciente de sua subjetividade (de si), logo, o seu objeto é a sua subjetividade ou seu si próprio. Se o objeto do sujeito é o próprio sujeito, então é evidente que é aí na consciência de si que nasce, como muito bem mostra e destaca Hegel, a dialética do senhor e do escravo e, acrescento, do mestre e do discípulo, sendo que é esta última aquela que é destacada por Marx na sua terceira tese sobre Feuerbach a respeito da doutrina da mudança das circunstâncias e da educação. Quanto ao sujeito mudar o objeto circunstâncias a compreensão disso parece fácil, mas quanto ao sujeito educador mudar o seu próprio objeto que é sua própria subjetividade sendo educado é que a compreensão se torna mais difícil porque a necessidade de ser educado do educador é a necessidade de ser objeto do sujeito, logo, aí retorna a dialética do senhor e do escravo, do mestre e do discípulo, bem como a do saber positivo do mestre erudito (ciência dos instrumentos de trabalho) e a do saber filosófico do mestre autodidata (ciência da força humana ou das forças humanas de trabalho). A consciência ser mais do discípulo do que do mestre traz de volta a divisão entre senhor e escravo e a consciência ser mais do erudito traz à tona a formação ampla e exaustiva nas mais diversas disciplinas, quer dizer que também traz à tona a formação nas mais diversas escravizações. A consciência ser mais do si próprio do que do mestre e/ou do discípulo traz de volta a unidade do si próprio de mudar a ambiência objetiva e a ambiência subjetiva, de mudar o objeto e a si próprio, e a consciência ser mais do autodidata traz à tona a formação restrita e sustentada numa mesma liberdade, quer dizer que também à tona a formação numa mesma libertação.
Marx achava muito importante a presença das crianças nas conversas de adultos porque achava que estes podiam aprender muito com as crianças, ou seja, "o educador (adulto) precisava ser educado (pelos educandos que são as crianças)". Portanto, a relação afetiva que ele mais estimava era a infantil cheia de autêntica curiosidade, ingenuidade, inocência e questionamentos próprios da atividade filosófica e/ou autodidata.
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