"- Suicídio é a ideia imediata do cotidiano. São tantas dores que podem desaparecer com o fim da sensibilidade, da vida. Sem a certeza sensível, sem ser, não existem mais tantas e intensas dores. Mas, o ser sensível não é o corpo morto, ainda que ele permaneça existindo sensivelmente ou como coisa sensível no mundo sensível, porque este não tem mais dores por não ter mais vida, não ter mais ser. O ser vital do corpo não se reduz ao corpo que fornece vida sensível a outros corpos, seja por meio de transplante de órgãos, seja sendo devorado pelos vermes ou por outros animais, pelas ditas feras. O ser vital é o que dá autonomia para o corpo agir dirigido por esta autonomia do ser vital, portanto, ele é uma abstração que dá movimento próprio ao corpo, é a alma inconsciente e consciente que habita, melhor, vive nesse corpo, portanto, o ser vital da sensibilidade é a alma, que é esta abstração sem a qual o mundo sensível e perceptível se torna insensível e imperceptível. Ora, a energia, a luz, é a abstração sem a qual o mundo sensível e perceptível se torna insensível e imperceptível. Desde a época da descoberta do uso do fogo que os humanos lidam com a energia, com o calor e com a luz,, ou seja, buscam o ser vital, a alma, o calor, a energia, a luz do mundo sensível, então, esta abstração é parte integrante do mundo sensível, aliás, segundo a fórmula de Einstein, energia é igual a massa no quadrado da velocidade da luz, logo, o ser sensível vital que desaparecendo faz desaparecer a sensibilidade e a percepção é a energia, quer dizer, uma luz, melhor, uma massa no quadrado da velocidade da luz na qual ela é energia ou luz."
A primeira conclusão a que chegamos foi que o ser sensível, melhor, o ser que nos dá a sensibilidade é uma abstração que dá movimento ao corpo, é a alma que nele vive. Por isso que sem a alma o mundo sensível e perceptível se torna insensível e imperceptível. De acordo com esta primeira conclusão consideramos que é a alma, uma abstração, que nos dá sensibilidade e percepção, logo, de certo modo, concordamos com Kant e consideramos a sensibilidade do espaço e do tempo como princípios a priori.
A segunda conclusão a que chegamos foi que esta alma é a luz da sensibilidade e da percepção (daí também o termo iluminismo para designar esse a priori). Porém, é aqui que a pesquisa da luz sensível e perceptível traz uma novidade: a massa ou concreto sensível numa determinada velocidade ou sob um determinado movimento de transformação é energia/luz e vice-versa (a energia/luz da qual se retira uma determinada velocidade ou sob um determinado processo de transformação é massa). E, disso, se pode dizer que tem maior proximidade com Hegel que dizia que "Tudo o que é racional é real e tudo o que é real é racional."(http://www.suapesquisa.com/quemfoi/hegel.htm). Porém, qual a conclusão disso? É a combinação das duas conclusões: a alma, a abstração, a energia/luz, quer dizer, o racional é real e, por isso, o real é racional, ou seja, tudo é racional, tudo é consequência da abstração: até mesmo o concreto, logo, na alma, abstração, energia/luz,enfim, no racional se encontra e se concentra tudo, o absoluto. No entanto, numa equação, tal qual no princípio da jurisprudência ou da ciência do direito, a igualdade de direitos é válida para ambos os lados da equação (igualdade), logo, a alma-abstração-energia/luz-racional se encontra na massa duma pedra e surge se esta é submetida à velocidade determinada que a transforma em energia/luz. Mesmo assim, nem toda energia/luz alcança o grau da sensibilidade racional, ainda que alcance o grau da sensibilidade, mesmo que irracional, logo, nem todo real sensível é racional e, consequentemente, mantendo o princípio da igualdade de direitos, nem todo racional é real sensível. Ora, isso nos faz retornar a Kant, mas de um outro modo, porque agora volta a valer a irracionalidade da coisa em si que era considerada incognoscível por não ter alma e também volta a valer a racionalidade da alma considerada como sensibilidade a priori, mas como agora a sensibilidade irracional também é uma alma da coisa em si é mantida uma conexão ou ponte ou acesso para a alma racional cuja exclusiva sensibilidade a priori também deixa de se afirmar já que a sensibilidade irracional da coisa em si também se afirma como alma ou com alma.
Resultado: a coisa em si é sensível e irracional nela mesma e a alma é sensível, logo, irracional mas também é racional, de modo que a sensibilidade e a irracionalidade são generalizadas enquanto que a racionalidade é particularizada, no entanto, se a racionalidade pode agir sobre a sensibilidade e a irracionalidade da sua alma então também pode agir sobre a sensibilidade e a irracionalidade da coisa em si. E, desse modo, a ciência é possível como possibilidade de transformar o irracional em racional, ou seja, possibilidade da racionalidade criar conhecimento do irracional e, assim, transformá-lo em racional. No entanto, se a exclusividade natural do racional se situa nessa alma humana, então perdura uma exclusividade e com ela a possibilidade de a alma humana ser algo mais do que o sensível e irracional, ser algo mais do que o natural,quer dizer, falta uma explicação para o diferencial, para o direito à diferença da alma humana, ou seja, como ela escapa da equação? Ora, já vimos acima que foi precisamente a igualdade de direitos que levou a esta conclusão: não ser tudo consequência do racional/da ideia, mas ser igualmente consequência do real, porém, nesse caso, tal como no anterior o real era apenas uma ideia, logo, não era verdadeiramente independente, também agora o racional é apenas um real e a compreensão racional de sua realidade não é verdadeiramente racional porque ele não é verdadeiramente independente do real e, no entanto, existe como... racional do real, como filho/produto do real enquanto que antes era o contrário: o real era filho/produto do racional. Consequência: a ignorância permanece porque falta o conhecimento da desigualdade de direitos, melhor, não falta, já que ele se apresenta tanto no idealismo que considera tudo racional quanto no materialismo que considera tudo real, porém, aquilo que realmente falta é o conhecimento da singularidade ou da diferença singular entre racional e real.
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