quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Sair ou não sair, eis a questão
Vou sair do Facebook porque ele faz coisas que eu não faço e as atribui a mim. Pessoas que eu não conheço diretamente entraram para minha lista de amigos sem meu convite e sem que eu as conheça. Outras pessoas que eu conheço parece que as conhecem mas eu não sei, já que perguntei a uma amiga se conhecia Paula Mairán e ela disse que não e, no entanto, o Facebook as coloca juntas como amigas que entraram juntas e, mais ainda, registra que eu solicitei a amizade de Paula Mairán. Ora, eu não a conheço e nunca poderia ter solicitado sua amizade e nem mesmo imaginado esse seu nome - Paula Mairán -. Outra pessoa, melhor, nome que aparece como conhecido de pessoas que eu conheci ou conheço é o de Helbson D'Ávila e este eu cheguei a fazer comentários de texto que ele postou duma tal de Cristiane Rubão e ainda a respeito do link que ele forneceu para o decreto da Dilma dos Conselhos Populares e, depois disso, como quê vencido pelo "costume" (?) - teria isso alguma relação com o direito consuetudinário? - eu o admiti numa lista de "melhores amigos".
Hoje, deve passar um pouco duns 30 minutos atrás, eu entrei no Facebook e vi uma foto minha no centro duma postagem a respeito do meu ano. Fiquei curioso para saber o que era aquilo, talvez uma novidade do Facebook, e cliquei em cima, nada aconteceu, exceto que após algum tempo a tela escureceu um pouco. Procurei saber como me livrava daquilo e achei um lugar que clicando a excluía, cliquei e apareceu uma telinha com perguntas do Facebook querendo entender porque eu queria excluir e escolhi uma das alternativas da telinha e apareceu outra na qual novamente escolhi uma das opções e aí apareceu outra e depois de "pesquisar" um pouco nesta última desisti e voltei e não mais encontrei a tal postagem.
De repente percebi algo que me chamou a atenção: Vi uma lista com 16 entrei nela e só tinham 4, vi outra que anunciava ser composta de 24 entrei e contei e recontei 22. Comecei a pensar que eu não sei como corrigir estas coisas e nem o Facebook facilita para que eu consiga corrigí-las, pelo contrário ele registra - pretensa solicitação de amizade com Paula Mairán - que eu fiz coisas que eu tenho absoluta certeza de não ter feito. Lá atrás eu lembro que certa vez eu vi que ele apresentava um perfil da minha conta - de como ela era vista pelos outros - que eu nunca e digo nunca no sentido de em momento algum desenvolvi como apresentação do perfil desta minha conta do Facebook. Aí eu alterei.
Mas, por tudo isso, hoje eu estou pensando diferente. Essa minha atitude de não ligar para a aparência para o exterior é um defeito que já carrego faz muito tempo e que não vem me proporcionando nenhum benefício, mas, ao contrário, me traz malefícios. A atitude de deixar que "os cães ladrem enquanto a caravana passa" pode ser muito bem intencionada mas sofre com a falta de atenção para com a aparência expressa como sabedoria por uma mulher da Roma antiga: "Não basta ser honesto, é preciso parecer honesto". Noutras palavras, é muito importante representar a si mesmo e defender a sua comunicação para o mundo e não aquelas comunicações do mundo que negam a sua comunicação, ou seja, a aparência não é apenas algo inessencial e com o qual não é preciso se ocupar porque a essência também precisa aparecer com uma aparência e esta precisa ser o mais possível a aparência da essência, caso contrário, pode ocorrer o descarte do essencial meramente por estar confundido com a aparência do inessencial. Ora, isto se constitui num sofrimento para quem sofre o descarte.
Essa minha atitude é muito similar a de quem se torna vítima ou fica na condição de vítima ou de objeto de bullying, quer dizer, precisamente da violência que só se ocupa com a aparência para o exterior. Ora, eu não sei mais qual é a minha aparência para o exterior, mas eu objeto ou vítima da aparência que atribuem a mim, aparecendo como amigo de quem não sou, mesmo que se conhecendo pudesse vir a ser, porque tudo isso caminha no sentido da interdição da minha essência, da minha subjetividade, já que ela se torna a "essência", a "subjetividade" que atribuem a mim e não aquela que efetivamente expressa a mim, ou seja, já que desse modo me alienam de mim mesmo ou me tornam um alienado e com o meu próprio consentimento se permaneço aceitando essas estranhezas como algo normal.
Vou postar um link para isso aqui no Facebook e aguardar um pouco se vem alguma ajuda de algum leitor e avaliar em seguida a questão: Sair ou não sair do Facebook?
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