terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Quem viver, verá?!
O problema todo da atualidade pode ser resumido numa oposição antagônica entre o Estado de Direito ou a Democracia nascida da emancipação política do Ancien Régime versus o Estado Absolutista ou a Ditadura mantida pela repressão política do Ancien Régime.
A direita capitalista passou a adotar o Estado de Direito e a Democracia e a rejeitar o Estado Absolutista e a Ditadura, mesmo que no passado recente tivesse apoiado as Ditaduras em nome da Segurança Nacional, ou seja, como Regimes de Exceção frente à ameaça da sua Segurança Nacional. Agora, pelo contrário, passou a exaltar a Democracia e o Estado de Direito e a recusar apoio às Ditaduras e Regimes de Exceção impostos em nome da Segurança Nacional. De modo que a direita capitalista pode muito bem estar fazendo movimentos políticos civis pela Democracia e pelo Estado de Direito em diferentes partes do mundo e, assim, ser ou ficar confundida com a esquerda democrática e socialista que tradicionalmente faz esses movimentos políticos civis. A esquerda socialista que, chegando ao poder, legitima um Estado Revolucionário e Transitório como um Regime de Exceção Permanente formalmente similar ao Ancien Régime e que se autojustifica como a aplicação da doutrina da Ditadura Revolucionária do Proletariado está se retraindo e, crescentemente, adotando reformas que caminham para o reconhecimento do Estado de Direito e da Democracia como instituições desejáveis e permanentes.
Quem na atualidade verdadeiramente assume a defesa e aplicação do Estado Absolutista ou da Ditadura do Ancien Régime como Norma (e nunca como Exceção) é o Fundamentalismo Religioso que se baseia na exaltação da mais estrita repressão política justificada pelo Abolutismo Teocrático ou Religioso do seu Fundamentalismo.
Quem efetivamente se encontra fora da atualidade é a emancipação social, melhor, na atualidade a emancipação social só se encontra ainda dentro da emancipação política, dentro das lutas pelos direitos humanos ou civis que são garantidos pelos direitos políticos ou cidadãos conquistados com a emancipação política. Ou seja, a emancipação social se vier a se desenvolver será a partir da emancipação política e terá um viés inteiramente revolucionário, no sentido de novo e sem mais nenhuma relação com aquelas emancipações do Socialismo e do Comunismo Realmente Existentes. Quem viver, verá?!
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