quarta-feira, 6 de abril de 2016

Mecânica de Demócrito a Newton e Relatividade de Epicuro a Einstein




Inércia ou morte imortal. Saída da inércia ou vida mortal.


Os físicos desenvolveram primeiro a mecânica como explicação. Desse modo, o principal movimento é o de inércia e é um estado no qual um corpo ou uma força permanece até seu movimento ser alterado pela ação de outro corpo ou de outra força. Mas, de que movimento ou estado vem esta outra força ou corpo? Da inércia? Mas, então como foi que um estado de inércia se contrapôs a outro estado de inércia? Como foi que um estado de inércia alterou outro estado de inércia? Um estado de inércia já estava alterado? Então, como ele ficou alterado? Ambos os estados de inércia já estavam previamente destinados à alteração um do outro porque estavam dispostos de forma a se chocar um com o outro, mas aí, então, eram mesmo estados de inércia ou, na verdade, já eram estados alterados? De todo modo, de acordo com a mecânica, é a partir do estado alterado que se sai da inércia e o mundo vem a ser. A tragédia de Édipo Rei representa bem esta concepção física da mecânica.



Os físicos introduziram depois a origem do estado alterado no próprio movimento de inércia, de modo que ele se altera por si mesmo, logo, não é mais propriamente um movimento mecânico. Na antiguidade este movimento de saída do estado de inércia foi concebido como sendo um clinâmen, quer dizer, um desvio ou declinação da queda em linha reta na mesma velocidade no vazio devido ao peso do corpo ou da força. Já no século XX, Einstein concebeu que, na queda em linha reta no vazio na mesma velocidade, a massa, devido à velocidade (da luz) igual de queda para toda e qualquer massa, se transforma ou se altera de massa em energia, em luz. Pronto, a energia foi roubada da massa e o mundo veio a existir, ou seja, agora, é a tragédia de Prometeu Acorrentado que representa bem a concepção física da relatividade.



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