O inventor da psicanálise, que tanto trouxe à tona o inconsciente,
começou inventando a psicanálise precisamente por preferir que o
"paciente" fizesse uso da sua própria consciência e não mais que
fosse tratado por meio do uso que a consciência do "agente terapêutico"
fazia do seu inconsciente por meio do hipnotismo. ver o antecedente: Estamos numa democracia?)
Muito anos depois de a psicanálise ser um
movimento visivelmente bem-sucedido o inventor da psicanálise voltou a promover
o uso da consciência tanto na obra "O Futuro De Uma Ilusão" quanto em
"O Mal-Estar Na Civilização".
Não se pode confundir Freud com Nietzsche
na defesa da potência do instinto de modo a abrir mão da consciência e optar
até mesmo por jogar fora a consciência para poder vivenciar a potência do instinto
sem as censuras e as críticas do superego, porque, para Freud, este estado de
transe é o mesmo estado hipnótico que efetivamente promove o superego, ou seja,
o paciente faz a passagem (seria a transferência?!) da sua consciência para uma
superconsciência de modo que todas suas ações instintivas estão entregues aos
cuidados dela, ou seja, são inteiramente determinadas, disciplinadas e
obedientes a este superego para as mãos do qual ele passou (transferiu?!) sua
consciência e, assim, reduziu sua potência instintiva ou seu inconsciente a uma
mera máquina inteiramente submissa e obediente ao comando do super mestre,
super tutor, super ego ou super homem que possui a consciência do paciente e ainda
a sua própria consciência de agente terapêutico ou catártico. Pelo contrário,
Freud vê aí nesse abandono da consciência algo que podemos comparar com um
aborto ou com a atividade do deus Cronos da mitologia grega que comia seus
próprios filhos. Freud ainda é fiel à proposta iluminista de Kant de saída do
humano da sua menoridade por meio do uso de sua consciência ou razão. Ou seja,
para Freud esta entrega à potência do instinto que coloca o paciente em estado
de transe ou em estado hipnótico não só é precisamente entrega ao superego como
ainda é entrega à castração. Desse modo, o seu método psicanalítico que recorre
à ação da consciência do paciente para acessar e trazer à tona sua potência
inconsciente é um método que visa a aproximação do inconsciente por meio do
autoconhecimento, por meio do se apropriar do seu próprio inconsciente e, por
isso mesmo, por ser seu próprio inconsciente e não de um outro visa a liberação
de sua potência inconsciente por meio de sua própria consciência, ou seja, se
trata duma atividade de fecundação, gestação, nascimento e desenvolvimento da potência inconsciente
na própria consciência, logo, é um método que visa a responsabilidade do
indivíduo por si mesmo, que visa a capacidade do indivíduo de ser livre e de
criar sua própria vida e é nesse sentido que o uso da própria consciência do
paciente é uma assimilação e um usufruir da própria potência inconsciente do
indivíduo e, nesse sentido, como o contrário da castração, é a afirmação e o
desenvolvimento da potência do indivíduo.
Este feito da psicanálise, de fazer a aproximação do inconsciente da consciência, remete para aquele mesmo procedimento proposto por Marx de dissolver o Estado na Comunidade dos Indivíduos Conscientes de suas Próprias Forças. Em ambos os casos se trata de libertação da tutela, seja da consciência do agente terapêutico, seja do superego, seja do Estado, seja da classe dominante, seja da classe dominada, precisamente por se tratar de conquistar a libertação da potência inconsciente por meio do livre uso da própria consciência, pelo uso da consciência do próprio indivíduo como agente terapêutico, pelo uso da consciência individual da própria potência inconsciente, pelo uso da própria consciência de si como potência social, pelo uso da consciência da potência inconsciente como afirmação da atividade de si próprio que não é nem dominante nem tampouco é dominada, mas é sim autônoma, independente, livre.
“Somente quando o homem individual real recupera em si o cidadão abstrato e se converte, como homem individual, em ser genérico, em seu trabalho individual e em suas relações individuais; somente quando o homem tenha reconhecido e organizado suas “forces propres” (próprias forças) como forças sociais e quando, portanto, já não separa de si a força social sob a forma de força política, somente então se processa a emancipação humana”. Karl Marx, "Questão Judaica")
Desejo não é falta nem é excesso, não é procura/demanda nem é oferta. Desejo é presença, afirmação de presença, afirmação de previsão, afirmação de justa medida, afirmação de limite, afirmação de consciência de si... afirmação de energia no sentido de evidência, manifestação, presença... não é nem a oferta ou o excesso nem a a procura ou a falta, porque não é a cisão estamental em atividades diferenciadas, onde um concentra o excesso e a capacidade da potência instinto e o outro concentra a falta e a necessidade da potência do instinto, mas é sim a unidade comum presente em ambos antes e independente da cisão, logo, é a singularidade comum ou a comum singularidade, a comum unidade, talvez, o conatus ou co-natus, melhor, talvez, o que esta palavra latina sugere para quem usa o português, ou seja, o conato ou o nascido junto, o que nasce junto, logo, o que nasce da massa e que é a energia como demonstra Einstein com sua equação da Energia sendo igual à Massa no Quadrado da Velocidade da Luz, velocidade da luz que é a velocidade limite no vazio, logo, a relação é a da presença da potência (energia ou massa) na ausência (vazio). Mas, não se deve confundir vazio com falta, necessidade, procura porque o vazio não sente carência e está completo sendo vazio, logo, é só a partir da presença, só a partir de algo pleno, quer dizer, de algo que não é vazio nem é o vazio, que se pode sentir a carência e também o excesso, esta sensibilidade é a presença de algo e esta presença só se afirma diferente duma massa caindo em linha reta no vazio infinito quando se afirma como presença, quando se evidencia presente, quando se manifesta presente, quando por um pequeno desvio da massa caindo em linha reta no vazio se afirma presença da energia, da potência ou presença de si mesma, logo, quando a presença se volta ou se curva sobre si mesma e, desse modo, se desvia da queda no vazio para ir ao encontro de si originando o no encontro de si consigo a consciência de si e do mundo.
Este feito da psicanálise, de fazer a aproximação do inconsciente da consciência, remete para aquele mesmo procedimento proposto por Marx de dissolver o Estado na Comunidade dos Indivíduos Conscientes de suas Próprias Forças. Em ambos os casos se trata de libertação da tutela, seja da consciência do agente terapêutico, seja do superego, seja do Estado, seja da classe dominante, seja da classe dominada, precisamente por se tratar de conquistar a libertação da potência inconsciente por meio do livre uso da própria consciência, pelo uso da consciência do próprio indivíduo como agente terapêutico, pelo uso da consciência individual da própria potência inconsciente, pelo uso da própria consciência de si como potência social, pelo uso da consciência da potência inconsciente como afirmação da atividade de si próprio que não é nem dominante nem tampouco é dominada, mas é sim autônoma, independente, livre.
“Somente quando o homem individual real recupera em si o cidadão abstrato e se converte, como homem individual, em ser genérico, em seu trabalho individual e em suas relações individuais; somente quando o homem tenha reconhecido e organizado suas “forces propres” (próprias forças) como forças sociais e quando, portanto, já não separa de si a força social sob a forma de força política, somente então se processa a emancipação humana”. Karl Marx, "Questão Judaica")
Desejo não é falta nem é excesso, não é procura/demanda nem é oferta. Desejo é presença, afirmação de presença, afirmação de previsão, afirmação de justa medida, afirmação de limite, afirmação de consciência de si... afirmação de energia no sentido de evidência, manifestação, presença... não é nem a oferta ou o excesso nem a a procura ou a falta, porque não é a cisão estamental em atividades diferenciadas, onde um concentra o excesso e a capacidade da potência instinto e o outro concentra a falta e a necessidade da potência do instinto, mas é sim a unidade comum presente em ambos antes e independente da cisão, logo, é a singularidade comum ou a comum singularidade, a comum unidade, talvez, o conatus ou co-natus, melhor, talvez, o que esta palavra latina sugere para quem usa o português, ou seja, o conato ou o nascido junto, o que nasce junto, logo, o que nasce da massa e que é a energia como demonstra Einstein com sua equação da Energia sendo igual à Massa no Quadrado da Velocidade da Luz, velocidade da luz que é a velocidade limite no vazio, logo, a relação é a da presença da potência (energia ou massa) na ausência (vazio). Mas, não se deve confundir vazio com falta, necessidade, procura porque o vazio não sente carência e está completo sendo vazio, logo, é só a partir da presença, só a partir de algo pleno, quer dizer, de algo que não é vazio nem é o vazio, que se pode sentir a carência e também o excesso, esta sensibilidade é a presença de algo e esta presença só se afirma diferente duma massa caindo em linha reta no vazio infinito quando se afirma como presença, quando se evidencia presente, quando se manifesta presente, quando por um pequeno desvio da massa caindo em linha reta no vazio se afirma presença da energia, da potência ou presença de si mesma, logo, quando a presença se volta ou se curva sobre si mesma e, desse modo, se desvia da queda no vazio para ir ao encontro de si originando o no encontro de si consigo a consciência de si e do mundo.
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