terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
... ou o quê?!
Queda da Bastilha começa a revolução francesa como uma luta contra a prisão e pela liberdade. As lutas contra as prisões caracterizam as revoluções, mas durante estas lutas contra as prisões os lutadores se aprisionam nas lutas a tal ponto que tirando os carcereiros eles mesmos se assumem como os novos carcereiros e, desse modo, a liberdade conquistada contra a vigência da velha prisão é também a conquista da vigência da nova prisão. Pois é, enquanto a luta contra a prisão e pela liberdade for a luta para se apoderar do poder político da máquina do Estado para colocá-la a seu serviço o resultado será o mesmo: sair duma velha prisão para entrar numa nova prisão ou conquistar a liberdade duma prisão para entrar noutra prisão e começar a lutar pela liberdade de sair dessa nova prisão para entrar na era duma nova prisão.
Em lugar de se aprisionar nas lutas é preciso conseguir se libertar nas lutas de modo que as prisões de lugares de aprisionamento se transformem em lugares de libertação e, em seguida, como práticas da liberdade não se diferenciem das demais práticas da liberdade da sociedade. É preciso se libertar nas lutas de modo que o poder político de lugar da máquina do Estado se transforme em lugar da comunidade livre e uma tal transformação só é viável destruindo a máquina do Estado de modo que a própria comunidade livre passe a exercer seu poder político sem recorrer a nenhuma máquina do Estado porque elas simplesmente não mais existem.
Isto é um sonho, um devaneio ou o quê?!
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