sábado, 28 de fevereiro de 2015

Formas de propriedade, classes, tipos filosóficos, tipos revolucionários...




Os proprietários fundiários, das terras ou da Natureza se posicionam como proprietários da fonte original total da vida que é a Natureza.


Os proprietários dos meios de trabalho-produção, dos instrumentos ou do Artifício/Invenção se posicionam como proprietários da fonte secundária parcial-particular da vida que é o Artifício/Invenção.


Os proprietários das próprias forças humanas de trabalho-produção, de si mesmos ou da Energia se posicionam como proprietários da fonte terciária singular-humana da vida que é a Energia.


Os proprietários da Natureza ou do universo são proprietários de tudo, incluindo instrumentos de trabalho e as próprias forças humanas de trabalho, logo, são eles aqueles que são proprietários de escravos.


Os proprietários da Invenção-Artifício ou da particularidade são proprietários de invenções, incluindo ciências, conceitos, instrumentos de trabalho e de quantidades das forças humanas de trabalho, logo, são aqueles que se apropriam das quantidades servis e livres das forças humanas de trabalho.


Os proprietários da Energia Humana ou singularidade são proprietários de si mesmos, incluindo seus corpos, suas consciências, suas energias e das fontes de suas energias que são eles mesmos.


Os estoicos são os proprietários do todo e de toda pluralidade. Os céticos são os proprietários da parte e de parte da pluralidade. Os epicuristas são os proprietários do exclusivamente singular e de toda parte singular exclusivamente humana.


A história objetiva, do todo e de toda a pluralidade, bem como da parte e de parte da pluralidade, se desenvolve dos estoicos aos céticos, mas, com os epicuristas, começa o fim da história objetiva e se inicia o começo da história subjetiva da singularidade exclusivamente humana.


Com Hegel se chega ao fim da história objetiva do espírito humano e com Marx se inicia o começo da história subjetiva do ser humano.


"Imagine" de John Lennon é uma canção que Marx assinaria.






"A doutrina materialista da mudança das circunstâncias e da educação se esquece que as circunstâncias são mudadas pelos homens e que o próprio educador deve ser educado. É por isso que ela deve dividir a sociedade em duas partes - uma das quais é elevada acima dela.

A coincidência da mudança das circunstâncias e da atividade humana ou autotransformação só pode ser interpretada e racionalmente compreendida como prática revolucionária."

( Extraída de "As 'teses sobre Feuerbach de Karl Marx, Georges Labica, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro - 1990, pp. 31-32.)

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