sábado, 17 de outubro de 2015

Criaturas e seu mistério...




Criaturas expulsas do paraíso e abandonadas à sua própria sorte e que sem a abundância paradisíaca e o acolhimento criador do destino se encontram lançadas na necessidade natural e, por isso, destinadas à satisfação da necessidade natural com o "suor do seu próprio rosto".


Ainda hoje esta é a "lei" porque o paraíso é visto como a oferta ou abundância paradisíaca e a riqueza ou o capital é esta oferta ou abundância que, mais do que satisfazer a procura ou a necessidade natural, acolhe a criação/a libertação do destino ou acolhe a liberdade/criatividade como destino. E, por outro lado, a procura de satisfação ou a necessidade natural de satisfação impõe o suor do próprio rosto, a exploração do próprio trabalho humano como abandono à obrigação/escravidão do destino, quer dizer, à pobreza ou prisão da exploração do trabalho humano.


Há quem interprete o paraíso como o útero e quem nele vive como não-nascido, logo, os nascidos são todos que foram expulsos do útero paradisíaco e que se encontram abandonados no mundo externo. Novamente a questão da maioridade se torna a questão das criaturas abandonadas à sua própria sorte, ao suor do próprio rosto ou à exploração do próprio trabalho, onde os tutores são aqueles que administram e possuem a riqueza ou o capital e os tutelados são os administrados e possuídos que são controlados pelas suas necessidades naturais a viver numa relativa pobreza ou aprisionados na exploração do seu próprio trabalho humano.


O bem e o mal está presente aí como experiência da abundância paradisíaca e da necessidade natural, como experiência da riqueza e da pobreza, como experiência do desejo e do trabalho, como experiência da liberdade e da prisão (e vice-versa). Mas, se este é o conhecimento ao qual temos acesso, o bem e o mal, então ele está baseado no uso ou manipulação do já criado ou da vida a que temos acesso como criaturas. Donde o conhecimento que nos falta é o da vida, da criação ou ao que se pode ter acesso como criador. E, no entanto, consideramos que, como criaturas que dispõem do trabalho, podemos sair da necessidade e ter acesso à abundância do desejo e, talvez, por aí à liberdade de criar ou à livre criação que parece caracterizar a vida, logo, consideramos que é a partir da abundância da riqueza ou do desejo que poderemos ter acesso ao conhecimento da vida e não mais tão somente ao conhecimento do bem e do mal, ainda que essa abundância da riqueza ou do desejo pareça estar muito comprometida precisamente com o conhecimento do bem e do mal na vida e não com o conhecimento da própria vida.


E é interessante que se represente a escolha da abundância paradisíaca, quer dizer, da riqueza ou capital como a escolha da classe capitalista ou burguesa que escolhe as coisas e que se represente a escolha da necessidade natural, quer dizer, da pobreza ou exploração do trabalho humano como a escolha da classe trabalhadora ou proletária que escolhe as energias humanas ou a vida das criaturas. Ou seja, é interessante que se represente a escolha das coisas criadas não só como escolha do bem da abundância mas também com escolha do mal do criado e que se represente a escolha das energias das criaturas não só como a escolha do mal da necessidade natural mas também como do bem da vida das criaturas. O mal do capital é ficar com o ter as coisas e o bem do trabalho é ficar com o ser da vida das criaturas. Mas, o ter as coisas do capital é ter os meios de produção, ou seja, é ter o útero e o ser da vida das criaturas do trabalho é ser as energias humanas de trabalho/produção, ou seja, é ser o sêmen. A vida e o processo de sua reprodução estão presentes aí. No entanto, é um equívoco crer que ter o útero ou meios de produção é ter as coisas porque não basta ter o útero ou os meios de produção e é preciso ainda ser óvulo, tampouco basta ser sêmen ou energia humana vital para ser vida porque é preciso que os espermatozoides sejam férteis.


Criaturas que por mais que se aprofundem no conhecimento da vida ainda se encontram limitadas à reprodução da vida, quer dizer, ao conhecimento do que é bom e mau na vida e nas condições de vida, logo, também ao conhecimento do bem e do mal no uso da vida, mas não ainda livres para criar a vida, mesmo quando sonham ser criadores da vida tal qual Prometeu, ainda é do trabalho criativo da reprodução da vida que se trata, afinal Prometeu deu forma humana ao húmus da terra (óvulo) e nela introduziu a centelha do céu (espermatozoide) como conteúdo, ou ainda, deu ao corpo humano do húmus da terra a alma celeste da centelha do céu. O pai por ser "abstrato", "invisível" é popularmente tido como "desconhecido", enquanto que a mãe por ser "concreta", "visível" é tida por "conhecida" ou como assume o taoismo no "Tao Te King": "O paí é o Ignoto e a mãe é a Designação, mas um e outro são (constituem) o Tao".


Criaturas e seu mistério...



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

... entre a religião e a ciência do...




A cosmologia parece seguir a Bíblia. Nesta os humanos foram criados no final do processo de criação, logo antes de o criador ou o processo criativo parar para descansar ou morrer e que sua obra, a criação, que também pode ser chamada de criatura, ousasse agir por sua própria conta como quem alcança a sua maioridade.


É curioso que o projeto genoma tenha descoberto a existência de dois pais primordiais e de apenas uma mãe original, ou seja, é curioso que confirme que Eva primeiro experimentou do fruto proibido com a serpente e depois o experimentou com Adão, logo, os dois pais primordiais foram a serpente e Adão, enquanto que Eva permaneceu sendo a única mãe original.


Também é curioso que o maior mistério da criação segundo a Bíblia também seja o maior mistério segundo a ciência, ou seja, a vida é o supremo mistério da Bíblia e da ciência. E é ela que guarda e porta o segredo da criação e/ou da divindade.


Então, a maior observação a respeito é a de Shakespeare: "Existe muito mais coisa entre o Céu e a Terra do imagina nossa Vã Filosofia".



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Críticas e automáticas atividades mortas versus oportunas e humanas atividades vivas?!




A especialista em finanças pessoais do Jornal da Globo, Mara Luquet, faz uns dois dias, comentando uma reportagem sobre o grande poder de compra ou de consumo das comunidades, ao observar que isso resultava da pesquisa de mercado feita pelas pessoas dessas comunidades, falou, salvo engano, que "faltava emprego mas sobrava trabalho", dando a entender que "trabalho" eram os empreendimentos que davam certo e traziam à tona o alto poder de compra e de consumo dessas comunidades. Bernard Stiegler é autor de "L'emploi est mort, vive le travail!" ("O emprego está morto, viva o trabalho!"/https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=bernard+stiegler+l%27emploi+est+mort) e vem divulgando que o emprego se encontra condenado à morte, enquanto que o trabalho está livre para viver.


Que eles estão dizendo?! Que as grandes empresas que dão emprego em massa à mão de obra estão em falta, seja por causa da "crise", seja por causa da "automação"; enquanto que os empreendimentos que dão trabalhos específicos à mão de obra estão florescendo, seja por causa da "oportunidade", seja por causa da "humanização".


Tanto a "crise" quanto a "automação" produzem o desemprego da mão de obra, quer dizer, a desumanização (crise e automação) das grandes empresas produz a humanidade desempregada. Mas o excesso de mão de obra ou energia humana sem emprego produz a "oportunidade" e a "humanização" do trabalho, ou seja, a "crise" e a "automação" liberam para a "oportunidade" e a "humanização" do trabalho.


O emprego em massa das grandes empresas está ligado a atividades repetitivas e sem vida que podem perfeitamente ser executadas por máquinas automáticas. Os trabalhos específicos dos empreendimentos em expansão estão ligados a atividades flexíveis e vivas que ainda não puderam ser deixadas aos cuidados de máquinas automáticas. Estas máquinas automáticas podem até mesmo ser usadas em grande quantidade pelos trabalhos específicos em expansão mas numa relação de dependência da informação "oportuna" e "humana" que entra nas "críticas" e "automáticas" máquinas "mortas" como "vida", melhor, como "emprego" para essas "críticas e automáticas máquinas mortas".


Então, podemos concluir que o "viva o trabalho" se trata de "oportunas e humanas atividades vivas" num mundo com "críticas e automáticas máquinas mortas"?!



terça-feira, 13 de outubro de 2015

O fetichismo da mercadoria é o imperativo categórico do valor?!




O escândalo do atentado na Turquia apontando a autoria para o governo só confirma a estranha maneira adotada pela Turquia para ajudar os EUA a combater o Estado Islâmico. Quando ela ataca o EI o alvo é deslocado para os curdos e o EI sai ileso dos ataques. E agora quando ela ataca os manifestantes curdos ela desloca a autoria para o Estado Islâmico.


Mas, o escândalo maior não são os EUA fingir que acreditam no governo turco e sim fingir que estão combatendo o Estado Islâmico na Síria, no Iraque e com a ajuda da Turquia. A saída da região com a entrada da Rússia, com o crime de guerra para os Médicos Sem Fronteiras e erro para os EUA no bombardeio do hospital no Afeganistão, parece indicar que os EUA querem sair de cena antes que não possam mais fazer parecer verdade o que é fingimento?!


Mas, qual é a política dos EUA com aqueles que treina e financia para guerrear? Bin Laden é o exemplo. Porém, antes dele são os diversos casos de ex-soldados veteranos de guerra dos EUA que cometeram assassinatos em série de cidadãos estadunidenses e depois se mataram, quase como se fossem homens-bomba. Homicida-suicida parece ser o resultado a que chegam veteranos de guerra dos EUA e também de grupos treinados e financiados pelos EUA, como a Al Qaeda. Deve vir daí a suspeita relativa ao Estado Islâmico.


O Estado Islâmico, dizem especialistas, foi financiado pela Arábia Saudita, Qatar, potências ocidentais e pela Turquia. Ora, como a nação mais bem informada do mundo pode não saber disso?! O financiamento da Arábia Saudita, do Qatar, da Turquia e de outros conservadores árabes é reconhecido pelos mais diversos especialistas. Os EUA só fingem porque querem manter relações com seus aliados conservadores, dizem os especialistas. E, por isso mesmo, no momento oportuno podem vir a se livrar do EI, porque a política oficial dos EUA é a que eles fingem, logo, é o fingimento que deve ser mantido como a política verdadeira enquanto que as atividades verdadeiras dos EUA devem ser mantidas sob sigilo e meramente como meios para manter a política verdadeira ou oficial, que é fingimento.


A argumentação que justifica o fingimento é chamada de pragmatismo e de Realpolitik, portanto, ainda que seja conhecida como atividade estadunidense não é exclusiva dos EUA e é adotada pela Alemanha, Rússia, França, China etc. De modo que "a verdade", como observou um amigo que mora na França, "é cinza, não é clara e distinta como queria Descartes". Claro e distinto é o fingimento e o imperativo categórico também é o fingimento, ou seja, eles só existem como política oficial, já que a verdade real é clandestina, oculta, cinza, imperativo hipotético.


Será que a explicação disso é que o fetichismo da mercadoria é o imperativo categórico da produção do valor?!



segunda-feira, 12 de outubro de 2015

É hora da intervenção dos EUA no último país do Eixo do Mal?!




Quem está efetivamente disputando com os EUA é a Rússia, então como considerar que quem pode disputar com os EUA é a China? Se a Rússia está disputando com os EUA é porque ela pode, certo?!


O chamado Eixo do Mal começa composto por Irã, Iraque e Coréia do Norte e, em seguida, inclui Cuba, Líbia e Síria.


O balanço atual mostra o Iraque em guerra civil sem fim depois de ter sido arrasado pelos EUA, mostra a Líbia em situação similar. Saddam Hussein foi preso, condenado e morto pelos EUA. Muamar Kadafi foi morto por milícias da Líbia. A Síria se encontra em guerra civil com apoio de interventores da UE e dos EUA que querem derrubar Assad, mas agora este conta com a intervenção direta da Rússia que visa combater o mais organizado grupo terrorista que é o Estado Islâmico. O Irã que estava sofrendo boicote chegou a um acordo com os EUA e não está mais sob bloqueio econômico e, inclusive, dá apoio à Rússia no combate ao Estado Islâmico e na defesa do governo de Assad. Cuba está em franco processo de distensão de relações com os EUA e quase chegando a um acordo que termine de vez com o bloqueio econômico de Cuba imposto pelos EUA. A Coréia do Norte permanece sofrendo bloqueio econômico e se mostrando disposta a guerrear com a Coréia do Sul, o Japão e os EUA. A China, que consegue manter algum controle sobre a Coréia do Norte, continua querendo ser reconhecida como economia de mercado, mas, ao mesmo tempo, também se mostra disposta a se defender do Japão e dos EUA a propósito de questões fronteiriças envolvendo a disputa territorial de ilhas na região. Além disso, a atual militarização do Japão e, em especial, a Parceria Trans-Pacífico obstaculizam seus esforços por ser reconhecida como economia de mercado e a fazem sentir necessidade de se defender com uma economia de guerra.


A estratégia dos EUA parece ser a de dar um "alívio" na região do Oriente Médio e de elevar a "tensão" na Ásia, em especial, ao redor da China. Mas, o Brasil também se encontra sob esta elevação da tensão e, ao que parece, sem muita chance de acordo com a UE e com os EUA, vai precisar muito mais da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul do que antes. E é o "alívio" no Oriente Médio que tenderá a fortalecer as relações do Brasil com estes países no chamado BRICS, já que este "alívio" deixaria livre espaços de manobras para esses países se firmarem na região que sobra para eles entre a OTAN e a Parceria Trans-Pacífico. Porém, com certeza, em algum grau, o Brasil conseguirá fazer acordo com a UE e com os EUA, já que o "alívio" nas relações com Cuba e as influências de UE e dos EUA no Atlântico Sul, na África do Sul e na Índia não serão jogados fora.


Os EUA vão abrir mais uma frente de guerras na Ásia?! Querem intervir no último componente do Eixo do Mal, a Coréia do Norte, que não chegou a nenhum acordo e que se mostra disposto a ir à guerra?!


Os "alívios" com Cuba, Irã e Síria seriam para promover o "aperto" na Coréia do Norte?! E até onde o ataque à Coréia do Norte não é um ataque à China?!



domingo, 11 de outubro de 2015

Então, são os chineses que podem disputar com os EUA?!




A China é responsável pela Coréia do Norte, mas ela mesma optou por um novo modelo baseado nos EUA. O Vietnã também optou pelo novo modelo inspirado nos EUA, mas de um modo muito mais comprometido do que a China, até porque com a China ele já teve conflitos armados, dos quais, aliás, saiu vitorioso na defesa de seu território.


A China está ocupada em conseguir seu reconhecimento definitivo na OMC como economia de mercado para poder participar sem impedimentos e taxações no comércio internacional com outros países.


Os EUA dizem que fizeram a Parceria Trans-Pacífico para se contrapor à China que permanece sendo uma potência que abre os mercados dos diversos países no comércio internacional mas continua fechando os seus próprios mercados.


Os EUA estão se afastando da Síria e parece que também do Afeganistão e de toda a região e isto quando a Rússia entra na Síria e os EUA fazem a Parceria Trans-Pacífico. Ou seja, os EUA parecem dar uma folga para que a Rússia tenha vez na região entre a Otan e a Trans-Pacífico, logo para que ela fique no território que sobrou para ela e que vem sendo indicado como o composto pelo BRICS.


Os EUA, ao contrário de Israel, estão dispostos, como a UE, a reconhecer o Estado Palestino e, agora, com a Trans-Pacífico, podem ficar ainda mais dispostos. Os EUA parecem reconhecer que precisam dar espaço para a Rússia para melhor exercer seus controles e espionagens por toda parte. A Rússia tinha conseguido o apoio da extrema-direita da UE, mas, ao que parece, ele mingou depois que a UE se manteve relativamente aberta para receber os refugiados e imigrantes. A Rússia parece então ter percebido que tinha de garantir seus interesses de maneira direta e, por isso, foi intervir na Síria já que não poderia impedir a Parceria Trans-Pacífico nem tinha conseguido que o nacionalismo de extrema-direita contrário à UE a deixasse em paz na Ucrânia. A China se viu novamente contrariada nos seus esforços de ser reconhecida como economia de mercado pela OMC, mas não devido à própria OMC e sim devido à constituição da Trans-Pacífico e à constituição de Forças Armadas pelo Japão que fragilizam ainda mais China porque ocorrem precisamente quando ela reduz sua participação na produção e no mercado mundial para fazer reformas internas que a tornem mais aceita mundialmente como economia de mercado, ou seja, as forças internacionais parecem estar intervindo diretamente nas suas reformas internas ou, pelo menos, parecem estar querendo influir decisivamente nas suas próprias reformas internas e isto é algo inaceitável para a China, daí que ela reforce seus exercícios militares e poderios defensivos bem como seu apoio à Coréia do Norte. E, isso ocorre, logo no momento que ela se decidiu pelo aprofundamento no modelo dos EUA e na recusa do modelo da Coréia do Norte, o qual, por sinal, teve origem na própria China.


A retirada relativa da China do mercado mundial para poder ser reconhecida internacionalmente como economia de mercado nas atuais condições colocam para a China uma disjuntiva. Ou seja, em lugar duma retirada da economia de mercado mundial para desenvolver a economia de mercado interna fazer uma retirada da economia de mercado mundial para desenvolver ainda mais a economia interna sem mercado ou ainda fazer um retorno imediato à economia de mercado mundial adiando as reformas internas ou, finalmente, fazer aceleradamente as reformas internas para ser logo reconhecida como economia de mercado e voltar em melhores condições assegurando sua posição frente ao cerco da Trans-Pacífico e conseguindo superá-lo ou ultrapassá-lo, já que, como dizem, são os chineses que fazem das crises oportunidades, logo, são eles que conseguem permanecer com o Tao.


Então, são os chineses que podem disputar com os EUA?!



sábado, 10 de outubro de 2015

Qual o modelo?! Os EUA ou a Coréia do Norte?!




O Tao é composto por dois aspectos o luminoso Yang e o obscuro Ying, logo, o Tao é a Força, o Caminho, a Moral, o Modo de Vida, enfim, é o Poder que possui dois lados que são também dois usos que cada um deles faz do Tao e também dois usos que o Tao faz de cada um deles, quer dizer, de cada um dos aspectos ou lados de Si Mesmo.


"Como se efetivam as liberdades reais do ser que usa o lado luminoso de si mesmo?!"


Como se efetivam as liberdades reais do Tao que o usa o lado Yang de Si Mesmo/Yang? Como se efetivam as liberdades reais do Yang que usa o lado Yang de Si Mesmo/Tao?!


Como se efetivam as liberdades reais da Força que usa o Lado Luminoso do Lado Luminoso?! Como se efetivam as liberdades reais do Lado Luminoso que usa o Lado Luminoso da Força?!


Existem diferenças entre o Ser que usa a Consciência do/de Si Mesmo e o Si Mesmo que usa a Consciência do/de Ser?!


Aparentemente sim. Parece que o ser que usa a consciência de si mesmo é aquele que se fixa no livre pensar de sua consciência de si, enquanto que o si mesmo que usa sua consciência de ser se fixa no livre realizar de sua consciência de ser. São duas atividades que se diferenciam. Uma é a atividade de teorizar e a outra é a atividade de praticar. De um lado está a atividade de ser filosofia e do outro lado está a atividade de ser mundo. A primeira sai do ser ou exterioridade para a filosofia e a segunda sai de si mesmo ou interioridade para o mundo. Uma vai do real para o fantasiar e a outra vai da fantasia para o realizar. As liberdades reais, no sentido de presentes no mundo do realizar, são as que saem da fantasia para realizar a realidade, posto que as liberdades fantasiosas são as presentes no mundo do fantasiar e que saem do real para fantasiar a fantasia.


A vitória cabe àqueles que saem da fantasia para a conquista das liberdades reais e a derrota cabe àqueles que saem do ser real para a conquista das liberdades fantasiosas. Quem sai da fantasia para as liberdades reais consegue sair da unidade para a diversidade. Já quem sai da realidade para a fantasia consegue sair da diversidade para a uniformidade.


Estamos numa época que faz da fantasia realidade virtual, ou seja, numa época que conquista a liberdade real do virtual. E, nessa época, não tem mais sentido fazer do real uma virtualidade fantasiosa, quer dizer, conquistar e vestir a a fantasia virtual do real.


Os meios de realização ou de produção do real mais avançados implicam a internet e a robótica. Não se avança e nem se liberta com eles quem os quer meios de idealização ou de produção da fantasia mais uniforme que implicam a estatização e uso exaustivo do tempo de trabalho humano.


O Tao é os EUA ou é a Coréia do Norte?!