O ser sensível precede a consciência.
Nossa sensibilidade é inconsciente e da sua existência ou atividade vital nasce, depois de um determinado tempo, a consciência/o eu. A consciência da sensibilidade ou a sensibilidade consciente conhece a si mesma, mas se limita a sentir, a perceber e a conhecer as manifestações para a consciência da sensibilidade inconsciente e não conhece a sensibilidade inconsciente em si mesma. As manifestações para a consciência da sensibilidade inconsciente mostram a presença na sensibilidade consciente de uma vontade inconsciente. Enquanto a sensibilidade consciente conhece a si mesma, quer dizer, a objetividade tal qual ela se mostra para a consciência, já a sensibilidade inconsciente permanece submersa em si mesma e só deixa vir à tona ou à consciência sinais, marcas, manifestações, perturbações, alterações que a vontade inconsciente faz na objetividade sensível tal qual a conhecemos conscientemente. Com a sensibilidade consciente temos acesso à objetividade tal qual ela se mostra para nós, mas com a sensibilidade inconsciente percebemos o acesso à objetividade, tal qual ela se mostra a nós, da vontade duma subjetividade tal qual ela se esconde em nós.
Se chamamos a sensibilidade consciente de coisas para nós que podemos conhecer e a sensibilidade inconsciente de coisas em si que não podemos, então nos aproximamos da terminologia de Kant. Porém, as coisas em si da sensibilidade inconsciente ainda são sensíveis e acessíveis para nós e passíveis de conhecimento quando se manifestam ou se mostram para nós como presença duma vontade. Já as coisas em si da sensibilidade inconsciente que permanecem escondidas são insensíveis, inacessíveis e incognoscíveis para nós, ainda que, de repente, possam vir à tona. Entre estas coisas em si da sensibilidade inconsciente que, vez por outra, manifesta sua presença como vontade, e as coisas em si da insensibilidade ou do ser tal qual ele é em si independente e liberto da sensibilidade existe uma diferenciação da inconsciência.
Se chamamos a sensibilidade consciente de coisas para nós que podemos conhecer e a sensibilidade inconsciente de coisas em si que não podemos, então nos aproximamos da terminologia de Kant. Porém, as coisas em si da sensibilidade inconsciente ainda são sensíveis e acessíveis para nós e passíveis de conhecimento quando se manifestam ou se mostram para nós como presença duma vontade. Já as coisas em si da sensibilidade inconsciente que permanecem escondidas são insensíveis, inacessíveis e incognoscíveis para nós, ainda que, de repente, possam vir à tona. Entre estas coisas em si da sensibilidade inconsciente que, vez por outra, manifesta sua presença como vontade, e as coisas em si da insensibilidade ou do ser tal qual ele é em si independente e liberto da sensibilidade existe uma diferenciação da inconsciência.
Diferenciação entre uma inconsciência ou inconsciente insensível e uma inconsciência ou inconsciente sensível. Essas coisas em si do plano da inconsciência ou inconsciente insensível foram chamadas por Kant de númenos e só aí a vontade pode ser inteiramente livre, alma imortal e divindade sem espaço nem tempo, já as coisas em si situadas no plano da inconsciência ou do inconsciente sensível foram chamadas de fenômenos porque aí a vontade já se encontra aprisionada ou encarnada na sensibilidade, na vida mortal e na natureza do espaço e do tempo. Porém, como o plano dos númenos só pode ser suposto como plano contrário ao dos fenômenos e como o plano dos fenômenos é aquele que aprisiona e encarna a vontade na sensibilidade, então surge a compreensão do plano da prática humana dos costumes ou dos comportamentos obedientes ou disciplinados pela encarnação duma determinada vontade como sendo aquele que, no plano dos fenômenos, não apenas supõe a vontade do plano dos númenos mas visa encarná-la como superconsciência, quer dizer, como consciência que transcende a si mesma ou o fenômeno do eu e situa além de si mesma ou no fenômeno do super-eu.
Nietzsche situou o fenômeno da consciência ou do eu (consciência sensível) como ponte humana entre o animal (inconsciente instintivo) e o super-homem (superconsciência supersensível). Freud parece ter traduzido mais completamente o esquema de Kant com sua formulação do Id (isso ou coisa em si)/Inconsciente, Ego (consciência ou coisa para nós) e Superego (superconsciência ou supercoisa para nós, quer dizer, as suposições da coisa em si que são encarnadas como supervontade, lei, presença divina para nós ou encarnação da divindade em nós).
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