terça-feira, 21 de julho de 2015

Não é exato dizer que as teses e pensamentos...




Não é exato dizer que as teses e pensamentos, que se resumem em considerar que o importante é mudar o mundo, mudam com a mudança do mundo e isto precisamente porque sua tese e/ou pensamento principal é afirmar a mudança do mundo e/ou a atividade de mudar o mundo.


É mais exato dizer que a tese e/ou pensamento cujo foco é mudar o mundo se encontra numa fase ou momento diferente do mudar o mundo precisamente devido à mudança do mundo. E, ao que tudo indica, nessa nova fase ou momento de mudança do mundo ocorreu um aperfeiçoamento do materialismo tradicional e/ou um desenvolvimento do novo materialismo. O materialismo tradicional aceitou a tese do novo materialismo, segundo a qual o mundo é atividade sensivelmente humana, prática, e, desse modo, não só incorporou a objetividade do sujeito humano como passou a desenvolver objetivamente a subjetividade humana com as máquinas automáticas artificialmente subjetivas ou inteligentes, quer dizer, passou a explorar a subjetividade ou a energia da inteligência humana e não mais a objetividade ou a energia da corporalidade humana. O novo materialismo, cuja tese foi aceita e incorporada, certamente percebeu a mudança do mundo e do materialismo tradicional e, até mesmo, a necessidade de fazer uma mudança e/ou um desenvolvimento do novo materialismo, mas, no entanto, ao que tudo indica, não soube mudar nem desenvolver o novo materialismo de modo que a aceitação e incorporação da tese do novo materialismo pelo materialismo tradicional se traduziu, no novo materialismo que não soube mudar nem se desenvolver, em se deixar incorporar pura e simplesmente pelo materialismo tradicional.


Mas (sempre tem um mas), qual é desenvolvimento pelo qual passa, melhor, deve passar o novo materialismo ao ver sua tese ser aceita e incorporada pelo materialismo tradicional?



Mas... o mundo muda e com ele mudam as teses ou pensamentos...




Essa necessidade de mudar ou transformar o pensamento para poder mudar ou transformar o mundo é antes de tudo uma necessidade de ser e estar no mundo e não somente no pensamento fora do mundo e ensimesmado dentro do pensamento.


Então, essa é uma necessidade para quem se encontra ensimesmado no seu próprio mundo privado, é uma necessidade de mudar do mundo subjetivo para o mundo objetivo, uma necessidade de sair do egoísmo da subjetividade para o altruísmo da objetividade; noutras palavras, é uma necessidade de sair da subjetividade burguesa onde cada um é um indivíduo egoísta cuja "liberdade termina onde começa a do outro", por isso que essa necessidade representa o pensamento e a ciência revolucionários vindos de fora para dentro do movimento revolucionário. Ou seja, esse combate para mudar ou transformar a subjetividade burguesa é um combate da própria subjetividade burguesa, quer dizer, um combate que começa com a subjetividade burguesa e é dirigido por ela até à subjetividade proletária, a qual, por sua vez, é vista como uma subjetividade que efetivamente já se encontra no mundo, que age sensivelmente no mundo e que pratica objetivamente o mundo, mas que (tem sempre um mas que) é convencida a se manter à margem do mundo e a dele participar apenas em troca de seu salário. A subjetividade burguesa que combate a si mesma e busca a subjetividade proletária para poder ser e estar no mundo traz para essa última a crítica à situação de ser e estar à margem do mundo e do limite de só participar em troca de seu salário mostrando que isso é um verdadeiro absurdo porque é a atividade sensível do proletariado, sua prática objetiva, quer dizer, é a prática e a atividade objetivas da subjetividade proletária que concebem, melhor, produzem o mundo e, por isso, é um absurdo que o sujeito objetivo fique à margem da sua produção enquanto o sujeito subjetivo dela se beneficia. Além disso, continua a subjetividade burguesa em mudança revolucionária para a subjetividade proletária, esse sujeito subjetivo que trata todo o mundo como objeto e apenas a si próprio como sujeito é quem efetivamente se situa fora do mundo, reduz o proletariado a objeto e dele, retira toda a subjetividade subjetiva mantendo-o apenas com sua subjetividade objetiva, quer dizer, apenas à margem da produção subjetiva da sua subjetividade objetiva. Ou seja, essa subjetividade burguesa em mudança revolucionária traz para a subjetividade proletária a necessidade desta lutar por sua libertação da marginalidade mundana e por desempenhar na sua plenitude sua inclusão mundana, ou seja, fruir não tão somente da reprodução da sua subjetividade objetiva mas também da produção de sua subjetividade objetiva que produz subjetividade subjetiva.


Conclusão: Essa necessidade de mudar ou transformar o pensamento para poder mudar ou transformar o mundo termina sendo a busca da subjetividade subjetiva por mudar ou se transformar
em subjetividade objetiva e o despertar da luta da subjetividade objetiva por mudar ou se transformar em subjetividade subjetiva. Logo, a conclusão, aos olhos incautos, seria a do cachorro que morde o próprio rabo. Aliás, esse é um risco efetivo e revelador dos processos revolucionários cuja conclusão é o retorno à subjetividade burguesa, quer dizer, ao mundo concebido apenas como objeto, propriedade e do qual o sujeito está ausente por ser exclusivamente seu proprietário. Mas (tem sempre um mas), visto como a cisão da subjetividade humana em duas subjetividades em dois movimentos opostos, o das subjetividades revolucionárias que buscam re-unir as subjetividades cindidas numa subjetividade humana comum e o das subjetividades conservadoras que buscam manter e desenvolver a cisão da subjetividade humana comum em subjetividades cindidas e diferenciadas em subjetividade subjetiva que se apropria do mundo como objeto e subjetividade objetiva que é expropriada do mundo como sujeito e dele só participa como objeto, quer dizer, atividade objetiva.


Mas (tem sempre um mas), o mundo muda ou se transforma e com ele mudam ou se transformam as questões ou as teses. Assim, na atualidade, a subjetividade subjetiva ou burguesa se tornou vitoriosa e globalizada porque ocorreu uma mudança significativa na subjetividade objetiva ou proletária. Esta última foi em grande parte substituída pela maquinaria automatizada artificialmente inteligente e, por isso, para continuar ativa sofreu uma modificação e deixou de fornecer sua subjetividade objetiva e passou a fornecer sua subjetividade subjetiva, então, cabe a pergunta: ela deixou de ser proletária e passou a ser burguesa? Mas (tem sempre um mas), a burguesia permanece mais vitoriosa do que nunca, então, a burguesia passou a admitir que o sujeito também é objeto, quer dizer, não é apenas proprietário e sim também uma propriedade do mundo, ou seja, a burguesia passou a admitir a participação objetiva do sujeito no mundo e, por aí, a admitir que o mundo não é só objeto, propriedade e sim também sujeito, proprietário e isso foi traduzido pela burguesia como um mundo de máquinas inteligentes ou subjetivas operadas por subjetividades subjetivas ou inteligentes e também como um mundo com limites objetivos e que só pode ser sustentado desenvolvendo seus recursos subjetivos. Desse modo, a subjetividade objetiva e manual passou a ser substituída pela subjetividade subjetiva e digital, e, por outro lado, o mundo que deixou de ser apenas objeto e se tornou também sujeito, logo, passou a ser visto não mais apenas como circunstâncias objetivas que se muda e explora mas também como circunstâncias ecológicas que se cultiva e nos muda ou educa.


O desenvolvimento da nova subjetividade subjetiva digital do proletariado só pode aumentar e crescer em importância significativa, similar à da antiga subjetividade objetiva manual, por meio da redução radical da jornada de trabalho, quer dizer, por meio da expansão intensa das maquinarias automáticas artificialmente subjetivas ou inteligentes, logo, também por meio da expansão intensa das circunstâncias mundanas ecológicas ou subjetivas, quer dizer, das quais participamos cultivando a subjetividade do mundo e mudando a nossa própria subjetividade ou nos educando.


Mas... como fica a mudança revolucionária depois da mudança revolucionária de reduzir radicalmente a jornada de trabalho e cultivar radicalmente a ecologia?!







segunda-feira, 20 de julho de 2015

Para mudar ou transformar o mundo é preciso mudar ou transformar o pensamento...




Além da derradeira solução, aquela que efetivamente para o pensamento, pelo menos é o que parece, existe alguma outra solução? Existe essa, à qual Marx se refere nas suas "Teses sobre Feuerbach" e que, ciente de não poder parar o pensamento nem o mundo, se limita a mudar o mundo, ainda que, para fazer isso, precise começar mudando o pensamento, já que não só o pensamento não para, como, antes de tudo, estamos mais imediatamente em nós mesmos, no nosso mundo, que é o mundo do pensamento, do que no mundo propriamente dito, que é o mundo do real.

                                             I

A primeira tese se inicia dizendo que a falha do pensamento materialista tradicional é considerar que o mundo, a sensibilidade, o real é apenas objeto ou intuição, quer dizer, matéria e/ou real fora de nós, por isso que o novo materialismo defende um aperfeiçoamento e considera que o mundo, a sensibilidade, o real também é atividade sensivelmente humana, prática, não subjetiva; noutras palavras, a falha de considerar a matéria e/ou o real apenas como matéria e/ou real fora de nós faz do real e/ou matéria exclusivamente um objeto e de nós exclusivamente um sujeito, melhor, nos separa do real e/ou da matéria na nossa condição de sujeito, daí que nos consideremos imediatamente em nós mesmos, no nosso mundo, que é o mundo do pensamento. Marx diz não!!! A matéria e/ou o real são mundo material e/ou real porque são atividade sensivelmente humana, prática, não subjetiva, ou seja, não estamos separados do real e/ou da matéria num mundo dentro de nós que é subjetivo frente a um mundo fora de nós que é objetivo. Não!!! Ambos somos objetivos, reais, materiais, seja na forma de objeto sensível não-humano, seja sob a forma de atividade sensivelmente humana, prática, não subjetiva e não como a atividade de abstração, como pensamento insensível, subjetivo. Esta última atividade é a assumida pelo idealismo e o materialismo tradicional quer apenas os objetos sensíveis, mas não inclui a própria atividade humana entre as objetividades sensíveis e, por isso, cai de volta no idealismo, quer dizer, no considerar a atividade humana como exclusivamente subjetiva, interior a nós, logo, como exclusivamente teórica/pensar e só consegue considerar a prática como atividade objetiva dos dejetos, poluições, defeitos humanos. É como se o materialismo tradicional só concebesse o amor ou o afeto idealizado das subjetividades humanas e o ódio ou o desafeto materializado das objetividades desumanas, mas não o sexo ou o afeto materializado das objetividades humanas. Noutras palavras, o mundo e/ou o real fornece os objetos materiais e/ou reais de alimentação ou input da subjetividade humana que ama e se comunica com outra subjetividade humana trocando ideias e afetos, mas o humano também fornece objetos materiais e/ou reais de rejeição ou output da subjetividade humana que odeia e manipula desumanamente outra subjetividade trocando materiais e desafetos. Por isso o materialismo tradicional não compreende a atividade sensivelmente humana, prática, objetiva do pênis e da vagina, do trabalho, a atividade revolucionária, prático-crítica.

                                         II

Ele precisou aperfeiçoar o pensamento materialista considerando objetivos o mundo, a sensibilidade e a atividade sensível humana, prática. Desse modo, ele fez um corte com o pensamento abstrato e com a subjetividade ensimesmada, separada da objetividade, alienada da sua sensibilidade, materialidade, realidade, objetividade. Consequentemente sua segunda tese ficou livre para obrigar o pensamento humano a se referir à objetividade como uma prática, uma atividade sensível e não mais como uma subjetividade, um pensamento, uma teoria que corresponde ou não à realidade.

                                       III

Por isso mesmo que, na sua terceira tese, sobre a doutrina materialista da mudança das circunstâncias e da educação, é a atividade sensivelmente humana, a prática ou são os homens que mudam as circunstâncias e o próprio educador deve ou precisa ser educado, ou seja, passar por e desenvolver uma prática, uma atividade sensivelmente humana, uma mudança educacional ou de si mesmo. O materialismo tradicional considera que é a subjetividade humana, o pensamento humano ou separado da objetividade que desenvolve a educação e/ou as relações amorosas e afetivas ideais para a construção das circunstâncias humanas, ou seja, ele eleva a subjetividade humana acima da objetividade e, desse modo, rebaixa os que não alcançam a subjetividade do materialismo tradicional.

                                      IV

O materialismo tradicional critica a religião por seu idealismo de considerar o mundo, a sensibilidade, o real apenas como sujeito/pensamento e não como objeto, mas ele, por sua vez, o considera apenas como objeto e, desse modo, procura trazer o mundo religioso e idealista para o mundo mundano e materialista, mas como esse último é apenas real e objetivo como objeto e o sujeito se encontra fora dele por não ser objetivo, então este mundo mundano e materialista é também idealista e deixa o sujeito humano fora do mundo e da materialidade, logo, é perfeitamente possível voltar a ter um mundo religioso idealista e separado do mundo mundano e materialista já que este último é também um mundo que deixa de fora o sujeito humano. O novo materialismo vê nessa falha do materialismo tradicional uma contradição interna do mundo materialista consigo mesmo e colocando o sujeito humano dentro da materialidade objetiva do mundo ele procura destruir toda a contradição do materialismo mundano tradicional que separa o humano objetivo do seu próprio mundo objetivo. Mas é aqui que ele fala da destruição da família terrestre como origem da família celeste, quer dizer, que é a família terrestre que desenvolveu essa falha materialista que separa do mundo objetivo o sujeito humano como exclusivamente subjetivo e, assim, impede que ele viva e usufrua de sua condição de sujeito humano objetivo.

                                      V

O materialismo tradicional não quer o pensamento abstrato do idealismo e quer sim a intuição, mas a intuição para ele é a sensibilidade exclusiva do objeto e não do sujeito humano, ou seja, para a intuição a sensibilidade não é uma atividade humano-sensível, prática, não subjetiva.

                                    VI

O materialismo tradicional converte a essência religiosa idealista na essência humana. De modo que a essência humana é uma abstração inerente ao sujeito humano singular. Mas, para o novo materialismo a essência humana é o conjunto das relações sociais, ou seja, não é inerente ao sujeito singular nem ao gênero humano como uma natureza, porque ela é resultante do conjunto das relações sociais, é resultante do conjunto das atividades sensivelmente humanas, do conjunto das práticas humanas, do conjunto não subjetivo das relações humanas.

                                   VII

O materialismo tradicional não vê que o sentimento religioso é um produto social, bem como o sentimento humano, e que o indivíduo abstrato e/ou a essência abstrata que ele analisa pertence à mesma sociedade que os produziu.

                                  VIII

 "Para o novo materialismo toda a vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios que orientam a teoria para o misticismo" são compreendidos e solucionados reduzindo tudo à prática humana.

                                   IX

"O ponto culminante a que chega o materialismo intuitivo, quer dizer, o materialismo que não concebe a sensibilidade como atividade prática, é a intuição dos indivíduos singulares e da sociedade civil-burguesa."

                                  X

"O ponto de vista do antigo materialismo é a sociedade civil-burguesa; o ponto de vista do novo é a sociedade humana ou a humanidade social."

                                 XI

"Os filósofos apenas interpretaram o mundo de forma diferente, o que importa é mudá-lo."



O nosso exame apenas confirma a necessidade que Marx tem de mudar o pensamento da sua existência em si mesmo, subjetiva, abstrata, racional para a sua existência fora de si mesmo, objetiva, concreta, real. Com o pensamento ensimesmado o movimento do pensamento que não para só pode mudar de uma interpretação para outra interpretação do mundo, já com o pensamento foradesimesmado o movimento do pensamento que não para já pode mudar o mundo de uma forma  para outra forma do mundo. Mudar o pensamento de sua existência subjetiva para a sua existência objetiva é mudar da interpretação do mundo para a transformação do mundo. Então, para começar a pensar diferente e mudar o mundo é preciso primeiro mudar o pensamento de ensimesmado para foradesimesmado ou"engajado".








domingo, 19 de julho de 2015

?!




Não é possível fazer nada pelo pensamento que mude o mundo, exceto o que fizeram os filósofos, os inventores, os cientistas, os revolucionários, os políticos... .


Mas quando a gente não é nenhuma dessas figuras e, não obstante, continua pensando e sem conseguir mudar o mundo, então, talvez, seja hora de parar de pensar e de conseguir mudar a si mesmo. E como é que se para de pensar?!


Talvez seja impossível parar de pensar e também deve ser impossível parar o mundo e, por isso, os revolucionários se limitem a transformar/mudar o mundo, quer dizer, se limitem a participar do movimento do mundo. Se o pensamento não muda o mundo, não participa do movimento de mudança do mundo, então ele não é um pensamento da prática e/ou do movimento do mundo. No entanto, se ele não para e se movimenta, então ele participa de um movimento ou mudança do próprio pensamento que não para e como prática e/ou movimento do pensamento ele pode mudar a prática e/ou movimento do pensamento que não para.


E como mudar a prática e o movimento do pensamento que não para?!



De que adianta a prática de trilhas, cruzamentos, comparações?!




Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Brasil surge com a transferência da Corte Portuguesa fugida de Napoleão com a ajuda da Inglaterra e com o Neoliberalismo se torna player/jogador mundial. Rússia (res)surge com o desmoronamento da URSS depois da Globalização do Neoliberalismo da Inglaterra e dos EUA e já como incontornável player mundial. Índia (res)surge com a Independência da Inglaterra em 1948 e se torna player mundial com o Neoliberalismo. China (res)surge com a revolução comunista em 1949 e com o Neoliberalismo se torna player mundial com uma revolução industrial muito similar, no grau de poluição, à clássica revolução industrial inglesa. África do Sul país da Comunidade Britânica das Nações, assim como a Índia, que, com o fim do Apartheid, em 1994, se viu livre para desempenhar plenamente seu papel de player global que, com o Neoliberalismo, já tinha conseguido.


Esses emergentes são vistos como emergentes do capitalismo neoliberal globalizado. A importância do Brasil na América Latina e na África o tornam grande fornecedor de carne para a Rússia e a China. A importância da Rússia, como ex-URSS e ex-Império Czarista, a tornam o país com a inteligência e a capacidade humana mais competitivas em relação às potências dominantes, em especial, aos EUA, além de nação herdeira das boas relações com os países que precisaram de ajuda econômica e bélica para lutar contra o colonialismo e que, por isso mesmo, tende a se aproximar dos outros países do BRICS. A importância da Índia, como ex-colônia da Inglaterra e país dos softwares, se deve à sua cultura milenar e à sua aptidão físico-matemática que a tornam simpática por todo lado e a fazem um membro do clube dos países com bomba atômica. A importância da China, como República Comunista e como ex-Império do Meio, se deve à sua cultura milenar e à disciplina de sua selvagem disposição para o trabalho que a tornam respeitada por toda parte e a elevam à posição de primeira das nações entre os emergentes BRICS. A importância da África do Sul, como nação liberta do apartheid, é altamente significativa como primeiro país a reverter, de forma efetivamente real, a tendência dos africanos negros a ter a menor expectativa de vida em sua terra natal, por ser a primeira nação que irá se beneficiar com a propriedade dos meios de produção transferidos e produzidos pelos africanos de origem europeia, holandesa e inglesa, e ao lado e com a ajuda cultural e tecnológica deles.


Hemisfério sul com Brasil e África do Sul participa com dois continentes, o americano e o africano. Hemisfério norte participa com Rússia, Índia e China e também com dois continente já a Rússia é parte europeia e parte asiática, enquanto que Índia e China são apenas asiáticas. De qualquer forma os mais poderosos em população, militarmente e  em economia são do hemisfério norte, asiáticos e parcialmente europeus. Os pobres populacional, militar e economicamente são do hemisfério sul e cada um de um continente diferente, um do americano e o outro do africano.


A cultura da Europa e sua invenção econômica, o capitalismo, está presente em todos. Falando inglês estão a Índia e a África do Sul que também convivem com os de origem europeia. Convivendo e se misturando com os de origem europeia estão a Rússia (ocupante da eurásia) e o Brasil, sendo que este último mistura os de origem africana com os de origem europeia e com os de origem nativa indígena. Convivendo com os de origem europeia e com os de quaisquer outras origens, mas, basicamente, sem se misturar com eles e preservando sua língua e cultura, está a China.


Pela ordem decrescente os com forte e característica população nativa são China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil. Também em ordem decrescente os com forte população importada são Brasil, Rússia/África do Sul ou África do Sul/Rússia, Índia e China.



Racional e real na história e geografia




Será que fiz uma descoberta? Descoberta para mim, é claro, porque, certamente, em algum momento alguém deve ter feito a mesma suposição e, até mesmo, provado ser real.


África o berço da espécie, logo, da população mundial se tornou basicamente o lar de origem dos povos pretos ou negros (para os estadunidenses ser chamado de negro - nigger - é ofensa/racismo e ser chamado de preto - black - é afeto/estima, daí que o movimento símbolo da autoestima dos afrodescendentes seja o black power - poder preto -, o qual, no Brasil, foi traduzido por poder negro e assumido como movimento negro por quem pretende ter orgulho/estima/afeto pela raça e não ficar escondido sob a generalidade duma mera diferença de cor da pele e com vergonha de ser membro de uma raça diferente - realmente é muito estranho que a história seja assim irônica, mas ela é assim), os quais, por sua vez, muito provavelmente, esta é a suposição, devem ser ou deviam ser, pelo menos, na época das circunavegações e colonizações, extremamente férteis e populosos, ou seja, o sequestro dos corpos dos africanos como escravos visava aproveitar o excesso populacional como mão de obra e reduzir a resistência do grande número populacional à ocupação de suas terras pelos europeus.


https://pt.wikipedia.org/wiki/Popula%C3%A7%C3%A3o_mundial


Atualmente, depois da China com 21% e da Índia com 17% vem a África com 12,7% da população mundial.


http://www.brasilescola.com/geografia/populacao-mundial.htm


Muito possivelmente a África na época dos ditos descobrimentos era ainda mais populosa relativamente que na atualidade e, talvez, superasse, no mínimo, a população da Índia. De qualquer maneira a África atual é a região com o menor índice de expectativa de vida do planeta e, por isso mesmo, deve ser a região que fornece o maior índice de refugiados para o mundo. Então, a migração da África para outros continentes permanece um fluxo relativamente fixo e que, na atualidade, visa a luta pelo aumento da expectativa de vida da população africana.


Desse modo, talvez, a atualidade nos revele o que fizeram no passado com a África. As últimas colônias a alcançar a independência foram as da África e a independência trouxe ainda mais guerras entre as tribos diferentes agrupadas artificialmente pelos colonizadores em países com fronteiras artificiais.


Povos escravizados e, por isso, historicamente com muito pouca expectativa de vida já que explorados no maior grau de exploração possível que é a exploração da extração da energia humana na condição de escravo, quer dizer, de força humana de trabalho cujo tempo livre depende inteiramente do seu senhor escravocrata querer ou não que descanse e viva. O servo tinha ao lado do seu tempo de servidão o seu tempo livre, sendo este último a origem do tempo de trabalho livre assalariado.


Para aumentar sua expectativa de vida a população africana busca refúgio na Europa, mas também nas Américas e, até mesmo, na Ásia.


Os africanos são aqueles destinados a ocupar os países como meros e simples seres vivos reais em busca duma virtual maior expectativa de vida. Os europeus e os americanos do norte e do sul são aqueles destinados a abrir seus territórios como abrigo e desenvolvimento de maior expectativa de vida virtual. Os chineses e os indianos são aqueles destinados a ocupar os países africanos amistosamente com meios de produção e mão de obra qualificada que aumentem a expectativa de vida das populações africanas. O Brasil e alguns países sul-americanos e norte-americanos também podem participar desse mesmo destino dos chineses e indianos, mas, provavelmente, em muito menor grau, porque, talvez, sejam mais ocupados pelas populações de origem africana do que ocupem os territórios africanos.


A história se encarrega da distribuição geográfica e é ela quem nos irá informar no futuro sobre o que é meramente racional e do que é meramente real.



sábado, 18 de julho de 2015

Isso é um olhar do Brasil?!




O olhar que se expressa aqui é um olhar de onde? Se situa ou se origina de onde esse olhar? Um olhar brasileiro? Então é necessariamente um olhar que expressa o Brasil. E o Brasil vê a Europa e a China desse jeito? E como é o Brasil na relação com a Europa e a China? O Brasil resulta da circunavegação europeia e foi colonizado como uma ocupação territorial europeia portuguesa com escravos africanos e onde os nativos foram sendo expulsos de suas terras para o interior. Estes nativos, dizem alguns estudiosos, se originaram da Ásia e, por isso, são tão parecidos com os povos amarelos asiáticos, quer dizer, com os chineses, japoneses etc. Então, o Brasil é um território originalmente dos povos amarelos, como os chineses, ocupado por europeus, como os portugueses, que deslocaram como escravos populações de seus territórios de origem na África.


Os africanos transplantados para o Brasil são povos da África, da qual, na atualidade, suas populações fogem para se refugiar na Europa. E são os territórios desses povos que os chineses querem ocupar de forma amistosa. Já os indios brasileiros são os nativos expropriados de seus territórios de forma violenta e sistemática e também são amarelos como os chineses, os quais, por sua vez, ocuparam total e soberanamente seus territórios.


A diferença entre os índios, os africanos e os europeus portugueses é que os índios tiveram muito mais suas terras sequestradas pelos europeus portugueses do que os africanos tiveram seus corpos sequestrados pelos europeus portugueses.


O problema das relações dos europeus com os povos que eles colonizaram e escravizaram e que na atualidade se refugiam na Europa é similar ao das relações dos portugueses com os índios brasileiros e os escravos africanos. Bem como o problema das relações dos chineses com os povos dos territórios que ele querem ocupar amistosamente é similar ao das relações dos índios brasileiros com os das populações quilombolas de origem africana com as quais eles querem aliança para lutar pela recuperação e ocupação de seus territórios devidamente demarcados bem como é o problema dos chineses com a transferência dos meios de produção dos europeus para a China é similar ao problema dos índios brasileiros com a transferência dos meios de produção das instituições públicas brasileiras de origem portuguesa para os territórios e as mãos dos índios.


Isso é um olhar do Brasil?!