quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Vida/morte, singularidade/pluralidade, revolucão/queda (5)



A Natureza apresenta, de um lado, a vida e, do outro, a morte, sendo que a vida morre e a morte não morre. Pela morte a Natureza em decomposição conduz seu processo até seus últimos componentes, os átomos e o vazio, que são os seus princípios absolutamente naturais. Pela vida a Natureza em composição criadora conduz seu processo até sua última síntese criativa, a singularidade abstrata, que é o princípio absolutamente humano da consciência de si. Parece ser muito mais difícil passar para a composição do que para a decomposição, para a singularidade abstrata e a pluralidade concreta do que para os átomos e o vazio. Pluralidade concreta dos seres e singularidade abstrata da consciência humana de si, pluralidade dos átomos e singularidade do vazio. Onde há mais mistério? No processo que conduz aos átomos e ao vazio ou no processo que conduz à pluralidade concreta e à singularidade abstrata? No processo que conduz da vida para a morte ou no processo que conduz da morte para a vida? No ser para a morte ou na morte para o ser?


O desvio da queda em linha reta dos átomos no vazio é a primeira manifestação singularmente abstrata da composição ou da singularidade abstrata da vida porque a partir dele tem princípio a composição e com ela a vida. E a singularidade abstrata só se apresenta completa e inteiramente como princípio absoluto da consciência humana de si, ou seja, ela é o desvio que vem desde a queda em linha reta dos átomos no vazio passando pelos diversos desvios da pluralidade concreta dos seres até chegar ao seu repouso na consciência humana de si, onde ela se afirma como desvio de toda a pluralidade concreta e se firma como singularidade abstrata, como puro desvio da linha reta, como pura linha curva, puro giro em torno de si mesma, pura revolução.

Nenhum comentário: