domingo, 12 de abril de 2015

Obs. a última postagem do blog: a exceção que confirma a regra.




http://pilulas-diarias.blogspot.com.br/2015/04/a-esquerda-que-so-fala-para-si-mesma.html


https://www.youtube.com/watch?v=DFKNg5AdKEI    


A esquerda denunciar os crimes da ditadura para si mesma ou apenas entre quatro paredes é efetivamente um completo absurdo. Mas, tal absurdo é fruto de quê? Da afirmação de um Imperativo Categórico ou da Luta Pela Hegemonia?


Se for de um Imperativo este certamente não é Categórico e sim um Imperativo Hipotético. Mas e a Luta Pela Hegemonia? Ela também parte de um Imperativo, ou seja, para ela a Hegemonia é um Imperativo. Mas, a Hegemonia não tem por finalidade o Direito Igual, não coloca em pé de igualdade os meios e os fins por ter como finalidade a Desigualdade que é a Hegemonia, a Dominação, ou seja, para ela a dominação/a hegemonia/a desigualdade são a finalidade que justifica os meios, quer dizer, que não se denuncie Categoricamente os crimes da  ditadura para garantir a governabilidade, melhor, a hegemonia no exercício do poder.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A luta não é pela tal conservadora disputa pela hegemonia, mas sim pelo imperativo categórico





Acabo de ver a entrevista (http://pilulas-diarias.blogspot.com.br/2015/04/a-esquerda-que-so-fala-para-si-mesma.html). Interessante. De um lado, no contexto da Guerra Fria, o PCB fazia uma comunicação que disputava a hegemonia. De outro, o PT nasce como um partido de esquerda basicamente porque combate o conservadorismo. O que é o conservadorismo? De um lado, é o Centralismo do PCB que reflete o Monolitismo que os diferentes grupos de esquerda criticam no PCB e na URSS. De outro, é o Centralismo do Trabalhismo que reflete o Monolitismo do Sindicalismo atrelado ao Estado e junto ao qual a esquerda, no caso o PCB e outros, fica fazendo o trabalho de influência política, coisa que o PT visa romper sendo representante direto dos trabalhadores e criando a CUT.


O PT nasceu liberal, no sentido de combatendo o Monolitismo do PCB e do Trabalhismo, era conhecido como fruto do Novo Sindicalismo que ia acabar com o Imposto Sindical e com o atrelamento do sindicalismo ao Estado. Mais ainda, ele nasceu liberal não só porque os grupos de esquerda criticavam o Monolitismo do PCB mas também porque nasceu no contexto do Neoliberalismo e isso o favorecia porque os neoliberais ou liberais também defendiam negociações diretas entre patrões e empregados sem a intervenção do Estado, o qual, no caso, era a Ditadura Militar. Portanto, o PT não só nasce na época da chegada ao poder do Neoliberalismo como cresce durante a chamada Década Perdida em consequência do Neoliberalismo e da Dissolução da URSS e "Fim (?)" da Guerra Fria. A estrutura do PCB não poderia dar origem ao PT porque ele nasce justamente da contestação da estrutura do PCB. O PT não quer ser um partido de quadros, monolítico, influenciando ideologicamente os trabalhadores, o trabalhismo, o sindicalismo atrelado ao Estado, a burguesia nacional no rumo duma estruturação ainda mais Monolítica do Estado que garanta a supressão liberal do capitalismo. São duas posições que se antagonizam por estarem contrapostas, até porque boa parte dos grupos que vão constituir o PT saem expulsos ou em dissidências do PCB, do Monolitismo, querem Liberalismo. O PT nasce antes como Movimento Social dos Trabalhadores ou Partido de Massas do que como Movimento Político Ideológico ou Partido de Quadros.


Chegando ao poder o PT percebe que para governar é melhor se aliar ao trabalhismo ou ao sindicalismo atrelado ao Estado e abandonar o combate ao imposto sindical e chamar para o governo os representantes tradicionais do trabalhismo. Percebe ainda que para governar é melhor ter, no mínimo, um Controle Social dos Meios de Comunicação para que sua influência governamental seja politicamente eficaz. Então, ao chegar ao poder o PT se ressente de não ter Monolitismo e, para obtê-lo, faz todas as alianças possíveis bem como não se importa de expulsar nem que saiam de suas fileiras grupos que nasceram com ele e o construíram.


Se a esquerda, desde o nascimento do PT, só fala para si mesma é porque a disputa da hegemonia feita pelo PCB é o Monolitismo combatido pelo PT e pela esquerda que o construiu.


Em resumo, essa saudade do Monolitismo ou esse ressentimento por não ter o Monolitismo do PCB está em contradição com a história desse partido de novo tipo e dessa esquerda de novo tipo, significando, portanto, um abandono da própria novidade do partido e da esquerda, que é ser mais: Movimento Social dos Trabalhadores ou Partido de Massas do que Movimento Político Ideológico ou Partido de Quadros.


O problema da Emancipação Social versus a Emancipação Política. Esta última é concebida como Monolítica e, portanto, é uma negação da própria emancipação política que implica a existência de diferentes posições políticas. E a primeira é concebida como Diversidade Social e, portanto, é uma negação da própria emancipação social que implica a existência duma mesma unidade ou comunidade social, ainda que, neste último caso, seja possível fazer Unidade da Diversidade, logo, resolver o problema na unidade ou comunidade social.


Não é pela retomada do Monolitismo do PCB para exercer a disputa de hegemonia para fora, seja expulsando ou espirrando grupos para fora do PT para garantir as alianças com o Conservadorismo, mas, ao contrário, é pela retomada do falar para si mesma, da composição de alianças internas e à esquerda que pode existir uma retomada da significação social do PT e da esquerda que o construiu e daquela que dele saiu, ou seja, é a partir daí que a novidade social pode ser retomada. Porém, o problema é que tanto o PT e a esquerda que com ele compartilha o poder quanto a esquerda que dele saiu e a esquerda independente que a ele se contrapõem querem o Monolitismo, se ressentem do Conservadorismo, melhor, de não ter aquela mídia e aqueles quadros centralizados que monoliticamente disputam a hegemonia. Ou seja, o problema é que todos ficam buscando uma solução política duma hegemonia ideológica quando esta não é a solução do problema e sim o afundamento nele porque a real solução política é o imperativo categórico da hegemonia social e o caminhar para o imperativo categórico da emancipação social, logo, é quebra das alianças com o Conservadorismo, participação nas manifestações, abertura para o diálogo e aceitação democrática da construção dum poder social das manifestações e com as manifestações. 


Se antes o PT, a CUT e a esquerda se desenvolveram a partir de negociações diretas entre patrões e empregados, então, um governo nascido desse processo imperativo categórico terá de ser capaz de se desenvolver a partir do imperativo categórico das negociações diretas entre manifestantes e instituições democráticas (governo, congresso, judiciário, mídia) e não se isolando nas negociações institucionais do Conservadorismo.



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Qual o Imperativo Categórico da ONU?!




Que relações podem existir entre a vitória do Cézar no BBB 15, as manifestações das ruas do Brasil e a Grécia e, mais recentemente, com a visita do primeiro-ministro da Grécia, Aléxis Tsípras, à Rússia?


Cézar encarnou o "Imperativo Categórico" no BBB 15 que é o mesmo que as manifestações encarnaram, inclusive, do ponto de vista do novo Ministro da Educação, especializado em ética, para quem as manifestações pedem serviços público de qualidade, quer dizer, aqueles que mostram o Estado cumprindo com seu Dever, precisamente prática do "Imperativo Categórico" de Kant: a filosofia do dever.


A Grécia tem recorrido a Kant nas negociações com a Alemanha de modo a escapar duma política de austeridade que não segue a máxima do direito igual, quer dizer, de "agir de modo a não fazer com os outros aquilo que não se quer que façam contigo".


Cézar ganhou dinheiro e ficou milionário, os manifestantes das ruas do Brasil querem ganhar dinheiro e consumir uma vida rica, de qualidade.


A Grécia opõe à Alemanha reparações de guerra como compensação para que a austeridade alemã não faça nova destruição da Grécia e recorre ainda à aproximação da Rússia para cuja proximidade, inclusive, tem sido empurrada com a ameaça de expulsão ou saída forçada da União Européia, ou seja, luta por ganhar dinheiro e por uma vida rica, de qualidade ou, como se costuma dizer, por uma vida digna.


Cézar, os manifestantes das ruas do Brasil, a Grécia e, talvez, a Rússia, querem usar o "Imperativo Categórico" para ficarem ricos, terem vidas de qualidade, dignas, usufruindo de direitos iguais no mundo e, preferencialmente, num "Mundo Cosmopolita" de "Paz Perpétua". São todos eles kantianos fundamentalmente porque lutam por Espaço Igual de modo que os que são Donos dos Espaços reconheçam os Direitos à Hospitalidade dos que são Sem Espaço (Sem Terra, Sem Teto).


Direitos Iguais são efetivamente o Imperativo Categórico da Democracia e da Declaração Universal de Direitos. São ou não são?!






terça-feira, 7 de abril de 2015

A universalidade duma singularidade, a racionalidade, e a universalidade de outra singularidade, o real, mas onde encontrar a singularidade de cada uma das singularidades?!




"- Suicídio é a ideia imediata do cotidiano. São tantas dores que podem desaparecer com o fim da sensibilidade, da vida. Sem a certeza sensível, sem ser, não existem mais tantas e intensas dores. Mas, o ser sensível não é o corpo morto, ainda que ele permaneça existindo sensivelmente ou como coisa sensível no mundo sensível, porque este não tem mais dores por não ter mais vida, não ter mais ser. O ser vital do corpo não se reduz ao corpo que fornece vida sensível a outros corpos, seja por meio de transplante de órgãos, seja sendo devorado pelos vermes ou por outros animais, pelas ditas feras. O ser vital é o que dá autonomia para o corpo agir dirigido por esta autonomia do ser vital, portanto, ele é uma abstração que dá movimento próprio ao corpo, é a alma inconsciente e consciente que habita, melhor, vive nesse corpo, portanto, o ser vital da sensibilidade é a alma, que é esta abstração sem a qual o mundo sensível e perceptível se torna insensível e imperceptível. Ora, a energia, a luz, é a abstração sem a qual o mundo sensível e perceptível se torna insensível e imperceptível. Desde a época da descoberta do uso do fogo que os humanos lidam com a energia, com o calor e com a luz,, ou seja, buscam o ser vital, a alma, o calor, a energia, a luz do mundo sensível, então, esta abstração é parte integrante do mundo sensível, aliás, segundo a fórmula de Einstein, energia é igual a massa no quadrado da velocidade da luz, logo, o ser sensível vital que desaparecendo faz desaparecer a sensibilidade e a percepção é a energia, quer dizer, uma luz, melhor, uma massa no quadrado da velocidade da luz na qual ela é energia ou luz."


A primeira conclusão a que chegamos foi que o ser sensível, melhor, o ser que nos dá a sensibilidade é uma abstração que dá movimento ao corpo, é a alma que nele vive. Por isso que sem a alma o mundo sensível e perceptível se torna insensível e imperceptível. De acordo com esta primeira conclusão consideramos que é a alma, uma abstração, que nos dá sensibilidade e percepção, logo, de certo modo, concordamos com Kant e consideramos a sensibilidade do espaço e do tempo como princípios a priori.


A segunda conclusão a que chegamos foi que esta alma é a luz da sensibilidade e da percepção (daí também o termo iluminismo para designar esse a priori). Porém, é aqui que a pesquisa da luz sensível e perceptível traz uma novidade: a massa ou concreto sensível numa determinada velocidade ou sob um determinado movimento de transformação é energia/luz e vice-versa (a energia/luz da qual se retira uma determinada velocidade ou sob um determinado processo de transformação é massa). E, disso, se pode dizer que tem maior proximidade com Hegel que dizia que "Tudo o que é racional é real e tudo o que é real é racional."(http://www.suapesquisa.com/quemfoi/hegel.htm).  Porém, qual a conclusão disso? É a combinação das duas conclusões: a alma, a abstração, a energia/luz, quer dizer, o racional é real e, por isso, o real é racional, ou seja, tudo é racional, tudo é consequência da abstração: até mesmo o concreto, logo, na alma, abstração, energia/luz,enfim, no racional se encontra e se concentra tudo, o absoluto. No entanto, numa equação, tal qual no princípio da jurisprudência ou da ciência do direito, a igualdade de direitos é válida para ambos os lados da equação (igualdade), logo, a alma-abstração-energia/luz-racional se encontra na massa duma pedra e surge se esta é submetida à velocidade determinada que a transforma em energia/luz. Mesmo assim, nem toda energia/luz alcança o grau da sensibilidade racional, ainda que alcance o grau da sensibilidade, mesmo que irracional, logo, nem todo real sensível é racional e, consequentemente, mantendo o princípio da igualdade de direitos, nem todo racional é real sensível. Ora, isso nos faz retornar a Kant, mas de um outro modo, porque agora volta a valer a irracionalidade da coisa em si que era considerada incognoscível por não ter alma e também volta a valer a racionalidade da alma considerada como sensibilidade a priori, mas como agora a sensibilidade irracional também é uma alma da coisa em si é mantida uma conexão ou ponte ou acesso para a alma racional cuja exclusiva sensibilidade a priori também deixa de se afirmar já que a sensibilidade irracional da coisa em si também se afirma como alma ou com alma.


Resultado: a coisa em si é sensível e irracional nela mesma e a alma é sensível, logo, irracional mas também é racional, de modo que a sensibilidade e a irracionalidade são generalizadas enquanto que a racionalidade é particularizada, no entanto, se a racionalidade pode agir sobre a sensibilidade e a irracionalidade da sua alma então também pode agir sobre a sensibilidade e a irracionalidade da coisa em si. E, desse modo, a ciência é possível como possibilidade de transformar o irracional em racional, ou seja, possibilidade da racionalidade criar conhecimento do irracional e, assim, transformá-lo em racional. No entanto, se a exclusividade natural do racional se situa nessa alma humana, então perdura uma exclusividade e com ela a possibilidade de a alma humana ser algo mais do que o sensível e irracional, ser algo mais do que o natural,quer dizer, falta uma explicação para o diferencial, para o direito à diferença da alma humana, ou seja, como ela escapa da equação? Ora, já vimos acima que foi precisamente a igualdade de direitos que levou a esta conclusão: não ser tudo consequência do racional/da ideia, mas ser igualmente consequência do real, porém, nesse caso, tal como no anterior o real era apenas uma ideia, logo, não era verdadeiramente independente, também agora o racional é apenas um real e a compreensão racional de sua realidade não é verdadeiramente racional porque ele não é verdadeiramente independente do real e, no entanto, existe como... racional do real, como filho/produto do real enquanto que antes era o contrário: o real era filho/produto do racional. Consequência: a ignorância permanece porque falta o conhecimento da desigualdade de direitos, melhor, não falta, já que ele se apresenta tanto no idealismo que considera tudo racional quanto no materialismo que considera tudo real, porém, aquilo que realmente falta é o conhecimento da singularidade ou da diferença singular entre racional e real.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Significações do silêncio




O silêncio é muito significativo, por exemplo, numa floresta quando ele de repente se manifesta. Mas, quando eu não consigo escrever sobre um assunto que me proponho nem sobre qualquer outro, então nessa incapacidade de escrever, nesse silêncio, pode se encontrar um sinal de que evidentemente tais assuntos estão parados, paralisados, mas também pode ser que exista nisso o sinal de alguns outros assuntos querendo se manifestar e que eu simplesmente ignoro.


- Suicídio é a ideia imediata do cotidiano. São tantas dores que podem desaparecer com o fim da sensibilidade, da vida. Sem a certeza sensível, sem ser, não existem mais tantas e intensas dores. Mas, o ser sensível não é o corpo morto, ainda que ele permaneça existindo sensivelmente ou como coisa sensível no mundo sensível, porque este não tem mais dores por não ter mais vida, não ter mais ser. O ser vital do corpo não se reduz ao corpo que fornece vida sensível a outros corpos, seja por meio de transplante de órgãos, seja sendo devorado pelos vermes ou por outros animais, pelas ditas feras. O ser vital é o que dá autonomia para o corpo agir dirigido por esta autonomia do ser vital, portanto, ele é uma abstração que dá movimento próprio ao corpo, é a alma inconsciente e consciente que habita, melhor, vive nesse corpo, portanto, o ser vital da sensibilidade é a alma, que é esta abstração sem a qual o mundo sensível e perceptível se torna insensível e imperceptível. Ora, a energia, a luz, é a abstração sem a qual o mundo sensível e perceptível se torna insensível e imperceptível. Desde a época da descoberta do uso do fogo que os humanos lidam com a energia, com o calor e com a luz,, ou seja, buscam o ser vital, a alma, o calor, a energia, a luz do mundo sensível, então, esta abstração é parte integrante do mundo sensível, aliás, segundo a fórmula de Einstein, energia é igual a massa no quadrado da velocidade da luz, logo, o ser sensível vital que desaparecendo faz desaparecer a sensibilidade e a percepção é a energia, quer dizer, uma luz, melhor, uma massa no quadrado da velocidade da luz na qual ela é energia ou luz.


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Movimento dos Sem Terra e Movimento dos Sem Teto são dois Movimentos dos Sem Espaço. O que caracterizaria um Movimento dos Sem Tempo? Os Sem Espaço são antes de tudo apenas com Energia Humana, apenas com Tempo Humano Sem Uso. O Uso do Tempo Humano ou da Energia Humana dos Sem Espaço tende a ser um Uso no Trabalho de modo que se desprende deles um Tempo Humano de Trabalho ou uma Energia Humana de Trabalho. 


O problema é que os Sem Espaço e Com Tempo Sem Uso ficam Sem Tempo se não estão Com Espaço e, especialmente, se estão Com Tempo Sem Uso porque não dispõem de nenhuma fonte da Terra para reproduzir sua Energia nem de nenhuma fonte de Abrigo para proteger e conservar sua Energia e nem mesmo dispõem do Uso de sua Energia para um Outro em Troca de Produtos da Terra para a reprodução de sua Energia e de Formas de Abrigo para proteção e conservação de sua Energia.


Os Com Espaço (Com Terra e Com Teto) já estão garantidos ou em vias de garantir Produtos da Terra e Formas de Abrigo sem ter, em tese ou em princípio, de colocar o Uso de sua Energia à disposição de um Outro, pois podem muito bem vir a colocar o Uso da Energia de Outros à sua disposição, além, é claro, de poderem colocar o Uso de sua Energia à disposição de Si Próprios. Mas, existe uma tendência à formação de Sem Espaço inerente ao Sistema de Uso da Energia para um Outro, portanto, vir a ser Com Espaço (Com Terra e Com Teto) num Sistema de Uso da Energia Humana à disposição do Outro pode ser algo passageiro, provisório, e cíclico ou em eterno retorno para Sem Terra e Sem Teto.


Claro que ter Terra e Teto é muito diverso de não ter Terra nem Teto e que é preferível ter do que não ter Terra e Teto. O problema é que isto em nada altera o Sistema de Uso da Energia Humana para o Outro, pelo contrário, apenas tende a aumentar o número daqueles que fazem Uso da Energia Humana para o Outro porque dentro deste Sistema aqueles que Usam a Energia Humana para Si Próprios o fazem colocando Produtos da Terra e Formas de Abrigo para o Outro, seja, por exemplo, vendendo os Produtos da Terra ou seja, por exemplo, alugando as Formas de Abrigo e, além disso, suas vendas e aluguéis servem para fazer compras de Outros.


Nesse Sistema o que prevalece é o Uso da Energia Humana para Outro e isto também implica dizer que o que prevalece é o Uso da Energia Humana, quer dizer, o Uso do Tempo Humano sempre em prol do Outro e em detrimento de Si Mesmo.


Então, a Redução Geral do Uso do Tempo Humano em prol do Outro e o Sistemático Uso do tempo Humano em  prol de Si Mesmo são dois Movimentos dos Sem Tempo Próprio em prol do Sistema Geral/Generalizado dos Com Tempo Próprio. Aí pode existir a mudança de Sistema e ter fim o cíclico, o eterno retorno.



quinta-feira, 2 de abril de 2015

O Jeitinho Brasileiro que Pragmática e Maquiavelicamente faz a Política da Hegemonia está em xeque no BBB 15?!




O Jeitinho Brasileiro que Pragmática e Maquiavelicamente faz a Política da Hegemonia está em xeque no BBB 15?!


Fernando, o jeitoso carioca, que faz tudo, maquiavelicamente, para garantir a hegemonia e Amanda, a empresária "mandingueira", que faz tudo, pragmaticamente, para conseguir o que quer estarão em xeque na final do BBB 15 enfrentando César, o caipira, que, sem tergiversar e filosoficamente, está encarnando o imperativo categórico de Kant para se limitar a fazer o que deve ser feito, a cumprir com o seu dever.


Ainda não sabemos se será xeque-mate, porém, estão presentes no jogo os ensinamentos italianos de Maquiavel e Gramsci representados pelo Jeitinho Brasileiro defendido por Fernando & Amanda - e que resumiria também a história política da luta pela hegemonia de Lula, do PT & Dilma -, já os ensinamentos de Kant estão sendo representados pelo Imperativo Categórico defendido por César - e que resumiria também a história recente das manifestações das ruas que, como diz o Dr. em ética, Renato Janine Ribeiro, quer apenas que o setor público cumpra com seu dever fornecendo serviços públicos de qualidade, ainda que nada assegure que se limitam apenas a isso.


O que se pode dizer de Adriles? Que ao defender que não poderia de modo algum votar em Amanda ou em Fernando encarnou o enquadramento, melhor, foi enquadrado pelo centralismo "afetivo" (?!) do "petit comité" de Fernando, o qual, já tinha antecipadamente enquadrado Amanda. Adriles com sua "psicanálise afetiva" se reduziria a encarnar o "culto da personalidade"?!


O BBB 15 está refletindo as relações sociais brasileiras como um evento ideológico deve refletir?!


Suponhamos que este "textículo" seja acusado de fazer politização e que as forças opostas se mobilizem para interferir no paredão do BBB 15 de modo a garantir a vitória de Fernando & Amanda, então, é claro, será a conservação do status quo do jeitinho brasileiro que garante a continuidade da corrupção quem sairá vitoriosa. Por outro lado, digamos que a mobilização das forças favoráveis a César no BBB 15 consigam a sua vitória, então será uma pequena mudança que operando uma correção nos costumes abalará o status quo da corrupção.


Acredito que para a Pátria Educadora, o Ministro da Educação especializado em ética, para o BBB 15, para as manifestações das ruas e para os votantes do BBB 15 o grande entusiasmo será validar a grande novidade do Imperativo Categórico vencendo a Corrupção, o Maquiavelismo, o Jeitinho Brasileiro, o Pragmatismo, a Política de Hegemonia em prol da vitória de um Princípio Esperança.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

BBB 15: Maquiavel, Gramsci, Enquadramento do Centralismo, Culto da Personalidade Etc. versus Imperativo Categórico e Princípio Esperança




O Jeitinho Brasileiro que Pragmática e Maquiavelicamente faz a Política da Hegemonia está em xeque no BBB 15?!


Fernando, o jeitoso carioca, que faz tudo, maquiavelicamente, para garantir a hegemonia e Amanda, a empresária "mandingueira", que faz tudo, pragmaticamente, para conseguir o que quer estarão em xeque na final do BBB 15 enfrentando César, o caipira, que, sem tergiversar e filosoficamente, está encarnando o imperativo categórico de Kant para se limitar a fazer o que deve ser feito, a cumprir com o seu dever.


Ainda não sabemos se será xeque-mate, porém, estão presentes no jogo os ensinamentos italianos de Maquiavel e Gramsci representados pelo Jeitinho Brasileiro defendido por Fernando & Amanda - e que resumiria também a história política da luta pela hegemonia de Lula, do PT & Dilma -, já os ensinamentos de Kant estão sendo representados pelo Imperativo Categórico defendido por César - e que resumiria também a história recente das manifestações das ruas que, como diz o Dr. em ética, Renato Janine Ribeiro, quer apenas que o setor público cumpra com seu dever fornecendo serviços públicos de qualidade, ainda que nada assegure que se limitam apenas a isso.


O que se pode dizer de Adriles? Que ao defender que não poderia de modo algum votar em Amanda ou em Fernando encarnou o enquadramento, melhor, foi enquadrado pelo centralismo "afetivo" (?!) do "petit comité" de Fernando, o qual, já tinha antecipadamente enquadrado Amanda. Adriles com sua "psicanálise afetiva" se reduziria a encarnar o "culto da personalidade"?!


O BBB 15 está refletindo as relações sociais brasileiras como um evento ideológico deve refletir?!


Suponhamos que este "textículo" seja acusado de fazer politização e que as forças opostas se mobilizem para interferir no paredão do BBB 15 de modo a garantir a vitória de Fernando & Amanda, então, é claro, será a conservação do status quo do jeitinho brasileiro que garante a continuidade da corrupção quem sairá vitoriosa. Por outro lado, digamos que a mobilização das forças favoráveis a César no BBB 15 consigam a sua vitória, então será uma pequena mudança que operando uma correção nos costumes abalará o status quo da corrupção.


Acredito que para a Pátria Educadora, o Ministro da Educação especializado em ética, para o BBB 15, para as manifestações das ruas e para os votantes do BBB 15 o grande entusiasmo será validar a grande novidade do Imperativo Categórico vencendo a Corrupção, o Maquiavelismo, o Jeitinho Brasileiro, o Pragmatismo, a Política de Hegemonia em prol da vitória de um Princípio Esperança.