sexta-feira, 17 de julho de 2015
Será mesmo?!
Seres vivos reais dos países miseráveis e em guerras rondam a União Europeia, a Europa virtual, enquanto cidadãos dessa virtualidade europeia desenvolvem um movimento racional visível apenas imaginariamente. Estes cidadãos do movimento racional invisível a olho nu querem a imaginação no poder, querem uma Europa ainda mais virtual porque querem uma Europa imaginária e, por isso mesmo, inteiramente aberta e ao alcance de todos os seres vivos reais que a rondam.
A revolução europeia é um movimento racional visionário da imaginação no poder que abre todo o mundo virtual para a participação dos seres vivos reais. Esse é o comunismo do mundo virtual desenvolvido aberto para o envolvimento e desenvolvimento de todo o mundo dos seres vivos do mundo real e ainda não-desenvolvido.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Brincadeiras ou seriedades?!
No Manifesto do Partido Comunista o comunismo é um espectro que ronda a Europa e é um movimento real visível a olho nu dos trabalhadores proletários. Hoje o comunismo não é nem um espectro que ronde o mundo nem um movimento real visível a o olho nu, mas pode ser um movimento racional invisível a olho nu e visível aos olhos da imaginação e pode ser também um ser real rondando o mundo virtual.
Antes era um espectro/fantasma rondando o mundo real, agora é um ser real/vivo rondando o mundo virtual. Antes era um movimento real visível a olho nu, agora é um movimento racional visível a olho vestido de imaginação, melhor, a olho imaginário. O comunismo é um ser vivo real que ronda o mundo virtual capitalista porque também é um movimento racional invisível a olho nu que só é visível na imaginação.
O capitalismo, no início, extraiu a vida do ser real e o reduziu à condição de espectro/fantasma rondante, mas, ao mesmo tempo, a ronda do fantasma era um movimento do ser real do qual o capitalismo extraía a vida e foi nessa condição de movimento do ser real do trabalhador explorado que o comunismo, um mero espectro, se tornou visível a olho nu.
Na atualidade, o capitalismo extrai a criatividade da virtualidade imaginária e abandona à sua própria sorte a vida do ser real rondante, mas, ao mesmo tempo, a ronda do ser vivo é um movimento da virtualidade imaginária da qual o capitalismo extrai a criatividade e é nessa condição de movimento virtual imaginário do trabalhador expropriado da criatividade que o comunismo, um mero ser vivo real, se tornou invisível a olho nu e visível apenas na imaginação.
Como se brinca com a lógica e como a lógica brinca conosco.
Existe mesmo o movimento racional invisível a olho nu?!
A luta de classes entre o capital e o trabalho também é uma luta da unidade capitalista da filosofia ou tempo livre com os meios de produção versus a unidade trabalhadora da filosofia ou tempo livre com as forças humanas de trabalho. Na unidade capitalista da filosofia ou tempo livre com os meios de produção o foco é fazer a redução do tempo de trabalho necessário à produção de algo pelos meios de produção. Na unidade trabalhadora da filosofia ou tempo livre com as forças humanas de trabalho o foco é a redução da jornada de trabalho usada no funcionamento necessário dos meios de produção.
Na unidade capitalista da filosofia ou tempo livre com os meios de produção se faz a incessante revolução dos instrumentos de produção, a incessante revolução tecnológica. Na unidade trabalhadora da filosofia ou tempo livre com as forças humanas de trabalho se faz a incessante revolução da jornada de trabalho, a incessante revolução social e humana da história. Na unidade capitalista o resultado é o aumento da produção que gira em torno do dinheiro e na unidade trabalhadora o resultado é o aumento da produção que gira em torno da vida social.
No entanto, por todo lado, só se vê o aumento da produção que gira em torno do dinheiro, da cultura do quanto se tem e das vantagens do quanto se tem em relação a quem não tem e às desvantagens do quanto não se tem. Onde se vê ou se encontra o aumento da produção que gira em torno da vida social. da cultura da qualidade de ser e das vantagens das qualidades de ser em relação a quem não é e às desvantagens da qualidade de não ser?!
Existe mesmo uma luta da unidade trabalhadora da filosofia ou tempo livre com as forças humanas de trabalho?!
Resposta?!...
Queria ter algo novo, revolucionário, para manifestar aqui, mas não tenho nada de novo ou de revolucionário a dizer aqui e em qualquer outro lugar.
A ideia da unidade entre o tempo livre da filosofia e o tempo livre do trabalhador operário, quer dizer, a ideia da unidade entre a filosofia, que por definição é a atividade do tempo livre, e o trabalhador operário, que tem por luta sistemática a conquista do tempo livre, parece ser uma ideia errônea ou inteiramente ultrapassada, quer dizer, velha e reacionária, do ponto de vista das novidades revolucionárias da atualidade.
Aliás, quais são as novidades revolucionárias da atualidade?
A globalização, o Estado-Mínimo e o Mercado Máximo que informam a atualidade como novidades revolucionárias parecem estar entrando em novas fases que não são ainda muito claras. A situação da Grécia, por exemplo, é a da passagem de um dito Estado-Mínimo para um Estado Sem Soberania, para uma situação que parece combinar a condição de Colônia de um Império com a condição de Parte Integrante do Estado Soberano da União Européia, ou seja, a Grécia não parece ser mais ou ter mais a condição de um país ou um Estado-Nação Soberano, com língua, cultura e identidade próprias e sim ter sido levada à condição de mera região componente da União Européia que se comporta como um Império ou um Estado Soberano que se impõe a línguas, culturas e identidades particulares em nome do predomínio duma cultura geral e identidade geral Européias.
A União Européia está afirmando a sua particularização, o seu Estado-Máximo e o seu Mercado Mínimo ao agir desse modo com seus componentes?! Isso é uma tendência representativa duma nova fase da própria globalização etc.?! A particularização via regionalizações que se contrapõem à globalização?! Alguma possível preparação para uma situação similar à que precedeu e sucedeu à Segunda Guerra Mundial?! Estados Fortes e/ou Fortes Estados Democráticos do Bem-Estar Social?!
Mas, a história que se repete, se repete como farsa, lembrou Marx, a propósito do 18 de Brumário de Napoleão III e não do original Napoleão Bonaparte, ao comentar um pensamento de Hegel, então estamos vivendo em plena farsa?! É essa a novidade revolucionário do Neo?! De modo que o Novo de Neoliberalismo e de Neo "Estados Unidos da Europa", Neo "União das Repúblicas Socialistas (Sociais-Democratas) Européias", quer dizer, de União Européia é uma Farsa?!
Numa farsa as roupagens de "Estados Unidos da Europa" ou de "União das Repúblicas Socialistas Européias" são as roupagens da farsa e do farsante que não conseguem esconder a sua condição nua e crua de não ser nem "Estados Unidos" nem "União das Repúblicas Socialistas" e de ser, portanto, algo que domina e subjuga sob a ideia de "Unidos" e "União" de "Estados" e/ou de "Repúblicas" mas que não passa de anexação ao poder dominante em expansão dos seus limites e de seu domínio regional.
Alguma resposta inovadora? Revolucionária? Alguém sabe? Alguém tem?
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Que...?
Como é um movimento utópico e invisivelmente racional? Um movimento hegeliano clássico? Um movimento absolutamente espiritual e/ou do espírito absoluto, logo, uma retomada do idealismo absoluto? Ou é um movimento inteiramente novo e feito através da nova maquinaria automatizada denominada internet? Então, uma pequena correção nos conceitos resultaria num movimento virtual racional visível a olho nu.
Nada pior do que ficar tateando na escuridão em busca da virtual luz da racionalidade utópica ou será nada melhor... ?! Será que a questão muda de "Que Fazer?" para "Que Imaginar?"... ?! ... mas,... "Que Imaginar?"
É difícil tatear na escuridão em busca da luz virtual da racionalidade utópica, melhor, em busca da luz da racionalidade virtual. Ou será que igualando luz e racionalidade o melhor seria tatear na escuridão em busca da racionalidade virtual utópica/utópica virtual?! Tatear por buscas de fórmulas não é tatear por buscas de virtualidades, de utopias, de racionalidades?!
Que imaginar?
Onde está o movimento da classe trabalhadora: na prática real ou na utopia irreal?! Onde?!
A luta entre o capital e o trabalho pode ser a luta entre o dinheiro e o tempo livre. O capital fazendo de tudo para aumentar o dinheiro e o trabalho fazendo de tudo para aumentar o tempo livre. O capital reduzindo o valor da força de trabalho e diminuindo a quantidade de empregos e o trabalho reduzindo a jornada de trabalho e aumentando a quantidade de empregos. Pode ser, mas não é, porque até o momento presente só o capital dirige a luta para aumentar o dinheiro e impõe por toda parte a necessidade de ganhar dinheiro por meio do setor de serviços/comércio formal e informal, por meio do seguro-desemprego, bolsas etc.da previdência e assistência social do Estado e da filantropia privada. E o trabalho não dirige nenhum movimento de luta para aumentar o tempo livre e impor ao capital a necessidade de pagar mais e a mais trabalhadores do setor produtivo formal.
Antes a luta da classe trabalhadora era um movimento real visível a olho nu, mas hoje parece ser um movimento irreal e invisível a olho nu, quer dizer que, se antes a luta da classe trabalhadora era um movimento real visivelmente prático, agora parece ser um movimento irreal e invisivelmente utópico. Antes a luta da classe trabalhadora era a do movimento real e prático racional, agora a luta da classe trabalhadora é a do movimento racional e utópico real. Porém, não podemos esquecer que antes a produção requeria a simples força humana de trabalho corporal/manual e que agora a produção requer a simples força humana de trabalho mental/digital. Agora só mesmo com o movimento dos trabalhadores assumindo ser dirigido por sua racionalidade utópica real da conquista de tempo livre que ele poderá deixar de ser irreal e invisível a olho nu.
Será isso?!
Inacreditável: se a contradição entre o capital e o trabalho é a contradição entre mais dinheiro e mais tempo livre, então a contradição entre o euro e a Grécia é a contradição entre mais tempo de trabalho=dinheiro e mais tempo livre=redução da jornada de trabalho?!
A economia mais poderosa do euro é a da Alemanha e é precisamente nela que se trabalha menos, já a Grécia é aquela na qual se trabalha mais e é a mais fraca economia do euro. Na Alemanha os meios de produção ou a tecnologia é a mais avançada e na Grécia a tecnologia ou os meios de produção são os mais atrasados porque na Grécia só se consegue dinheiro com tempo de trabalho, quer dizer, que nela ainda prevalece a fórmula de produzir mercadorias para obter dinheiro para produzir mercadorias porque nela os meios de produção ainda estendem a jornada de trabalho.
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